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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Infomoney: Existe uma bolha no Brasil, e não é de crédito, mas de preços

“Existe uma bolha no Brasil. Ela não é de crédito, como foi nos Estados Unidos, e sim de preços. Esta bolha, que ainda está inflada, fez com que os preços subissem e atingissem um preço muito fora do padrão”

O setor imobiliário viveu um ciclo de alta entre 2008 e 2012, batendo recordes de financiamentos e imóveis vendidos. Mas nos últimos anos este mercado passa por um cenário de incertezas. Com a forte alta dos preços, muita gente começou a falar em bolha imobiliária e desde o ano passado a valorização dos imóveis em muitos lugares já perde para a inflação. Em algumas cidades, os preços chegaram a cair. 

Diante disso, quem pensa em comprar imóveis para investir se pergunta se este é o melhor momento. Para o economista Samy Dana, professor da FGV, é melhor esperar. “Na minha opinião os preços ainda estão muito caros no país o que mostra que ainda não é a hora de voltar a investir no setor imobiliário”, afirma. 

O professor de finanças Arthur Vieira de Moraes, especialista em fundos imobiliários, também diz que é preciso ter cautela. “O momento é delicado para todos os mercados e, quem pretende investir no setor agora, precisa ter dinheiro e liquidez. É o momento certo para caçar pechinchas e ter em mente que o retorno financeiro só virá a longo prazo, atrelado à valorização do imóvel. Se a ideia são ganhos de curto prazo, esse não é o melhor momento”. 

Na opinião de Rogério Santos, da RealtOn, empresa especializada em imóveis em estoque, é preciso ficar de olho no que realmente é bom e evitar comprar gato por lebre. Segundo Santos, quem pretende investir em imóveis agora deve pesquisar e negociar bastante com o vendedor. “Quem souber negociar e comprar bem, pode lucrar depois”, acredita. 

Tem bolha? 
Samy Dana é um dos economistas que acreditam que uma bolha se formou neste mercado. “Existe uma bolha no Brasil. Ela não é de crédito, como foi nos Estados Unidos, e sim de preços. Esta bolha, que ainda está inflada, fez com que os preços subissem e atingissem um preço muito fora do padrão”, afirma Dana. 

Para ele, o mercado imobiliário enfrenta problemas seríssimos e que não serão resolvidos no curto prazo. “Vemos demissões no setor. As 12 principais construtoras do país estão enfrentando perdas de valor. Temos estoques que podem abastecer o país por quase três anos e os descontos para empreendimentos em estoque nunca foi tão grande. Tudo isso consequência de um aumento de preços que não foi compatível com a economia e bolso brasileiros”, diz. 

Processos de cancelamento de contratos saltaram 145% em 2014
Esse pano de fundo controverso faz com que investidores fiquem com um pé atrás na hora de comprar imóveis, tanto para investir quanto para morar. No segundo semestre de 2014, levando em conta dados do Tribunal de Justiça de São Paulo, os processos para cancelamento de contrato de imóvel comprado na planta tiveram um salto de 145% e passaram de 2.497 para 6.115, sendo 80% referente à rescisão de contrato. 

O professor Arthur Vieira de Moraes, no entanto, não acredita que o movimento do preço dos imóveis tenha configurado uma bolha. “No Brasil não houve uma bolha especulativa. Os preços subiram muito, mas não teve bolha”, afirma. 

Executivo admite queda nos preços
Já representantes do setor imobiliário, dizem que houve um aumento setorizado de custos. “O que aconteceu foi uma situação de elevação de custo setorizada, gerada por conta do aumento do preço dos terrenos, mão de obra, materiais e demanda e que, ao enfrentar um momento de corte de créditos e queda na procura, voltou a se estabilizar e a apresentar até quedas”, diz Rogério Santos. “Diferente dos Estados Unidos, o mercado brasileiro não trabalha com refinanciamento, assim, não existe, como lá, uma dívida fantasma atrelada a um imóvel”, completa o especialista. 

Na opinião do executivo, há várias razões para a desaceleração do mercado imobiliário no país. “Tivemos uma abertura de crédito por meio dos bancos, que deu poder de compra para a população nos últimos anos. Com essa porta se fechando, a situação da economia brasileira e a escalada do desemprego, o mercado imobiliário é diretamente atingido e gera a atual conjuntura”, afirma Santos . “Não será um crescimento tão veloz quanto foi nos últimos dois anos, mas, acreditamos que a recuperação do mercado de forma plena vá ocorrer no final de 2016”, completa

(Infomoney - Imóveis - Investimentos Imobiliários - Notícia - 02/07/2015)

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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Exame: Rio tem maior queda de preços de imóveis no 2º trimestre

Segundo o executivo, os preços de imóveis devem seguir em queda até o fim do ano, com possível recuperação a partir de 2016

Os preços dos imóveis no Rio de Janeiro tiveram a maior queda nos preços de venda (anunciados) no segundo trimestre, segundo dados do portal imobiliário VivaReal divulgados nesta quarta­-feira, contemplando 30 cidades do país. 

As maiores quedas foram sentidas no Rio de Janeiro, com recuo de 3,64 por cento e Brasília, de 1,5 por cento, na comparação com os primeiros três meses do ano. 

Além do aumento dos juros pelos bancos, no fim de abril a Caixa Econômica Federal reduziu a cota de financiamento de imóveis usados.

Estoques em alta
Com a queda nas vendas, cidades como São Paulo registraram maior nível de estoques no ano passado, levando construtoras e incorporadoras a frear lançamentos e oferecer descontos. 

Agora, elas vêm buscando uma nova forma de lidar com uma comercialização mais lenta, disse o vice­-presidente­ executivo do portal, Lucas Vargas. "As vendas que sempre pareceram algo fácil, agora parecem mais importantes", disse. 

Para executivo do setor, preços seguirão em queda
Segundo ele, os preços de imóveis devem seguir em queda até o fim do ano, com possível recuperação a partir de 2016. 

Até lá, as construtoras e incorporadoras estão se adaptando a uma nova forma de vender seus lançamentos, que num passado recente eram até 70 por cento vendidos antes da construção, disse Vargas. 

Assim como nas vendas, a locação teve queda na maior parte dos casos.

(Revista Exame - Seu Dinheiro - Notícias - 01/07/2015)

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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Valor: Com estouro bilionário no orçamento, PDG faz demissões em massa

No balanço do quarto trimestre de 2012, a incorporadora reportou estouro de orçamento de R$ 1,4 bilhão. Desde então, reduziu seu tamanho, cancelou projetos, diminuiu o número de praças de atuação e fez cortes de pessoal. Em 2013, a PDG demitiu 3,5 mil pessoas e, no ano passado, 3 mil

A PDG Realty segue a todo vapor no corte de custos para adequar o tamanho da estrutura ao das operações, num cenário em que, se o mercado continuar como está, a companhia não deve lançar mais nada, neste ano, segundo o Valor apurou. Em junho, a PDG demitiu quase 300 pessoas, de acordo com fontes. Os cortes se concentraram em pessoal de escritório. No ano, as demissões chegam a quase 900 pessoas, principalmente nos canteiros de obra. 

Procurada pela reportagem, a PDG não se manifestou. 

Em 2011, no auge do desempenho das incorporadoras, a PDG lançou R$ 9 bilhões. Em 2012, os lançamentos foram reduzidos para R$ 1,76 bilhão, em 2013, somaram R$ 2 bilhões e, no ano passado, R$ 1,36 bilhão. 

Distratos em alta
Geração de caixa e redução do endividamento se tornaram prioridades da empresa. Para isso, a PDG vem centrando atenções na entrega de empreendimentos antigos e no repasse dos recebíveis de clientes para os bancos. Mas, com a piora das condições de crédito imobiliário e aumento do desemprego, já se espera, no mercado, que distratos no setor continuem elevados por mais tempo, o que pode dificultar a entrada de recursos no caixa das incorporadoras. 

A venda de ativos é uma aposta da PDG para engrossar a geração de recursos e acelerar a redução de dívidas. No atacado, a empresa vendeu participações em projetos para a Hemisfério Sul Investimentos (HSI) e o BTG Pactual. A incorporadora já divulgou que é vendedora líquida de terrenos, em linha com a estratégia de sair de algumas regiões de atuação. A comercialização da empresa de shopping centers REP, cuja negociação está em curso, também pode injetar recursos no caixa. 

Dívida líquida alta
De janeiro a março, a PDG gerou caixa pelo terceiro trimestre consecutivo. No fim de março, a dívida líquida da companhia era de R$ 6,37 bilhões. A incorporadora concluiu, ontem, aumento de capital de R$ 500 milhões. Com esse valor e os R$ 2,5 bilhões de geração de caixa projetados para o ano, a dívida pode cair pela metade. Ainda assim, a alavancagem medida por dívida líquida sobre patrimônio líquido, que era de 128% no fim de março, fica em patamar elevado. Na avaliação do mercado, um dos principais problemas a serem equacionados pela incorporadora é seu custo financeiro. 

À frente da renegociação das dívidas da PDG com os bancos credores estava o diretor vice­-presidente financeiro, Marco Racy Kheirallah, que teve a saída foi anunciada na sexta-­feira. Rafael Espírito Santo, que era diretor de relações com investidores, assumiu o cargo que era ocupado por Kheirallah.

Estouro bilionário no orçamento
Carlos Piani e Kheirallah assumiram o comando da PDG em setembro de 2012, após capitalização liderada pela Vinci Partners, e encontraram a PDG em situação mais complicada do que esperavam. No balanço do quarto trimestre de 2012, a incorporadora reportou estouro de orçamento de R$ 1,4 bilhão. Desde então, reduziu seu tamanho, cancelou projetos, diminuiu o número de praças de atuação e fez cortes de pessoal. Em 2013, a PDG demitiu 3,5 mil pessoas e, no ano passado, 3 mil. A empresa tem hoje 3 mil funcionários. 

Ações acumulam queda de 54%
No ano, as ações da PDG Realty acumulam uma queda de 53,88% no pregão da BM&FBovespa. Os papéis da incorporadora fecharam o pregão de ontem cotados a R$ 0,36. Há fontes no setor que dizem que, com o encolhimento que vem passando, a PDG poderá deixar, em breve, de ser listada no Ibovespa.

(Valor Online - Empresas - 01/07/2015)

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terça-feira, 30 de junho de 2015

Valor: Agência rebaixa Gafisa e fala em crise no mercado imobiliário

“Esses fatores, em conjunto com certa restrição de crédito, têm impactado diretamente o setor de construção civil com enfraquecimento significativo na demanda por imóveis, queda do crescimento real de preços e manutenção dos altos níveis de distratos”

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) rebaixou nesta segunda-­feira a nota de crédito corporativa em escala nacional da construtora Gafisa de “brBBB+” para “brBBB”. A perspectiva do rating agora é negativa. 

De acordo com a S&P, pesou sobre o rebaixamento a deterioração da economia brasileira nos últimos trimestres, com aumento nas taxas de inflação, nos juros, nos impostos, no nível de desemprego e maior endividamento do consumidor. 

“Esses fatores, em conjunto com certa restrição de crédito, têm impactado diretamente o setor de construção civil com enfraquecimento significativo na demanda por imóveis, queda do crescimento real de preços e manutenção dos altos níveis de distratos”, afirmou a agência, em comunicado. 

A S&P destaca ainda o elevado nível de estoque nos principais mercados brasileiros, que pressionam a rentabilidade das empresas, forçadas a oferecer descontos. Também as incertezas com relação à nova fase do programa “Minha Casa Minha Vida”, prevista para ser anunciada em julho, pesa sobre os ratings do setor. 

A perspectiva negativa reflete a visão da S&P de que as condições mais fracas no setor de construção civil brasileiro pressionarão as métricas de geração de caixa e de cobertura de juros da Gafisa nos próximos 12 a 18 meses.

(Valor Online - Empresas - 29/06/2015)

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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Folha: Construtoras oferecem descontos de 50% e até escola grátis

De olho nas vendas do semestre, as construtoras apostam em promoções e campanhas para levar o consumidor até o estande. O cenário atual é de vendas de imóveis novos em baixa. Para este ano, a expectativa do Secovi­-SP (sindicato do mercado imobiliário) é de queda de 15% a 20%. 

A Even preparou uma campanha de até 50% de desconto em imóveis comerciais e residenciais no último final de semana na sede da construtora. Além disso, a empresa concedeu 5 mil pontos do programa de milhagens Multiplus aos consumidores que compareceram ao evento. 

A Trisul oferece um ano de escola grátis para o consumidor que financiar direto com a construtora, com 30% e prazo de 180 meses. Também até o fim do mês, a YouInc dará quatro opções de prêmios – de vale-­viagem, pela CVC, a um vale-­supermercado, do Extra. 

De olho no comprador preocupado com a atual crise econômica, a Gafisa oferece até a próxima terça-­feira (30) uma campanha que dá ao consumidor uma folga de seis meses sem pagar, caso perca o emprego. 

Na Eztec, o comprador consegue financiar até 80% do imóvel direto com a incorporadora, com prazo de até 150 meses. A campanha abrange 16 empreendimentos e vai até a próxima terça. 

(Folha de São Paulo - Imóveis - 26/06/2015)

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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Valor: Retorno com aluguel está no menor nível da década

"Até o fim do ano a tendência é de piora do cenário econômico e o mercado imobiliário encabeça os setores que mais vão sofrer com isso" [...] a vacância tende a aumentar e os preços de aluguéis podem cair mais [...] o yield do aluguel e o valor por metro quadrado, segundo projeções da FipeZap, podem ainda não ter atingido o fundo do poço 

A renda com aluguel está perdendo feio para a inflação. Dados da pesquisa mensal do Sindicato da Habitação em São Paulo (Secovi­SP), divulgados em primeira mão pelo Valor, estão repletos de más notícias para os investidores em locação no mercado imobiliário residencial. O levantamento mostra variação mensal zero na média de preços de novos contratos na capital paulista em maio, repetindo o resultado do mês anterior. 

Os aluguéis novos em São Paulo registraram no mês passado a menor variação em dez anos, ou seja, de toda a série histórica do Secovi­-SP, tanto no acumulado do ano, quanto em 12 meses. "Não tem nada, nenhum fator de mercado, que tenhamos detectado que faça com que os valores de aluguéis voltem a subir", afirma Mark Turnbull, diretor de gestão patrimonial e locação da entidade. Conforme o especialista, o cenário só deve mudar em 2016. "O quadro pode se reverter apenas daqui a um ano ou mais." 

A pesquisa do Secovi­-SP mostra que, em termos anualizados, os preços cobrados de aluguéis novos tiveram uma queda real de 3,04% diante de uma inflação de 3,64% medida pelo IGP­M no período. O recuo é ainda maior, de 4,74%, se o indicador for o IPCA. 

Em 12 meses, o índice de locação do Secovi­-SP acumula, pelo IPCA de 8,47%, uma perda real de 7,57%. A pesquisa revela que desde agosto do ano passado a média dos aluguéis novos tem perdido da inflação. 

Queda também nos preços anunciados
Outro indicador do mercado o índice FipeZap Locação segue na mesma toada. De abrangência mais ampla ­ com pesquisa em nove cidades ­, o índice segue a variação de preços anunciados pela internet e não dos praticados efetivamente, como o Secovi. No acumulado de 12 meses até maio, o FipeZap Locação registra perda real no valor médio dos preços pedidos para a locação. 

No ano, o índice mostra uma queda real nos preços médios anunciados de 4,5%, quando descontado o IPCA do período, e de 2,8%, se for considerada a inflação medida pelo IGP­M. São resultados muito próximos aos obtidos pelo Secovi em São Paulo, de recuos reais de 4,74% e 3,04%. 

Tendência de piora 
"Até o fim do ano a tendência é de piora do cenário econômico e o mercado imobiliário encabeça os setores que mais vão sofrer com isso", avalia o presidente da Zap Imóveis, Eduardo Schaeffer, responsável pelos índices FipeZap. Segundo o executivo, as taxas tanto de valores de venda quanto de retorno com os aluguéis devem se retrair ainda mais, dentro de um cenário de aumento de desemprego, inflação alta, juros em elevação, perda do poder aquisitivo e restrição de crédito para aquisição de imóveis, com menos recursos disponíveis para empréstimos e maiores exigências das instituições financeiras. 

Segundo Schaeffer, até o fim do ano, se o quadro projetado se confirmar, a vacância tende a aumentar e os preços de aluguéis podem cair mais, o que empurraria o yield para abaixo do atual patamar. No entanto, a taxa de retorno pode estar se aproximando de um piso, analisa o presidente da Zap Imóveis. "O yield da locação pode cair um pouco mais, principalmente nesse segundo semestre, mas não dá para cair muito porque desequilibra todo o mercado", afirma. 

O retorno anualizado para a locação em maio ainda é menos do que deve render a caderneta de poupança, com rentabilidade líquida projetada em 12 meses em torno de 7%. É preciso ressaltar também que, enquanto a taxa de juros de um dia (DI) segue crescente, o yield do aluguel e o valor por metro quadrado, segundo projeções da FipeZap, podem ainda não ter atingido o fundo do poço, ou seja, seguem em tendência de queda até o fim do ano. "Com os juros no patamar que estão, qualquer investimento em renda fixa está mais atraente, na média, que o imóvel hoje", diz Schaeffer.
(Valor Online - Finanças - 23/06/2015)

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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Valor: Crédito imobiliário desaba em maio após freio da Caixa

Os números de maio do crédito imobiliário deixam claro o tamanho do estrago que a escassez de dinheiro na caderneta de poupança trouxe para o financiamento da casa própria. Também mostram o quão dependente a modalidade é da Caixa Econômica Federal, que reduziu radicalmente a liberação de empréstimos e, pela primeira vez, perdeu a liderança no crédito habitacional com recursos da poupança 

Dados obtidos com exclusividade pelo Valor mostram que, em maio, foram desembolsados R$ 3,608 bilhões em financiamento habitacional para aquisição de imóveis com recursos da poupança, uma queda de 51% ante o mesmo mês de 2014, e também de 51% na comparação com abril. Tal cifra só se compara à liberada em 2011, antes do salto da modalidade. 

As informações são parte de um levantamento preliminar restrito que a Abecip, associação que reúne empresas de crédito imobiliário, divulga aos associados. A amostra contempla apenas operações que tiveram "funding" da poupança, o que exclui o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Procurada, a Abecip não retornou pedido de entrevista. 

Caixa foi a grande vilã. Queda chegou a 85%
Foi a Caixa a grande responsável por essa redução no crédito habitacional. O banco estatal, historicamente o principal financiador da casa própria do país, desembolsou R$ 725 milhões em operações para mutuários em maio. Em abril, o banco havia liberado R$ 4,798 bilhões, ou seja, houve uma queda de 85% na comparação com mês imediatamente anterior. Em maio do ano passado, o banco público desembolsou R$ 4,438 bilhões. 

Desde 4 de maio, a Caixa passou a financiar apenas 50% do valor de um imóvel usado, no Sistema de Amortização Constante (SAC), e até 40% na tabela Price. Também no meio de abril, o banco público anunciou, pela segunda vez no ano, aumento nos juros do financiamento habitacional. Em algumas linhas, os reajustes chegaram a até 80 pontos­-base. 

O desempenho da Caixa em maio levou à quebra de um paradigma no crédito habitacional brasileiro: o banco público perdeu a liderança do mercado. 

Em abril, a Caixa respondia por 65,1% do volume desembolsado para mutuários, participação que encolheu para 20,1% em maio. A liderança passou para as mãos do Itaú Unibanco (24,9%), seguido pelo Bradesco (20,4%) e pelo Santander (20,2%). Apenas para fins de comparação, em abril, o Itaú tinha 11,4% de participação, o Bradesco 6,6% e o Santander, 9,1%. 

Procurada, a Caixa afirmou que sua prioridade neste ano serão linhas com recursos do FGTS, como o MCMV. "É nessa faixa de renda que está concentrado mais de 90% do déficit habitacional. A Caixa ressalta que mantém a liderança para este público, com o market share de 90,8% em termos de estoque e 77% em termos de aplicação", citou em nota. 

Ainda que os dados de maio tenham sido significativos em mostrar o tamanho do freio do crédito imobiliário brasileiro, são os de junho que darão um melhor quadro do semestre, segundo bancos ouvidos pelo Valor. 

O motivo é a série de medidas lançadas pelo governo neste mês que previam uma injeção de cerca de R$ 25 bilhões para o crédito imobiliário. O Banco Central (BC) mudou as regras do depósito compulsório da poupança, aumentando o volume de recursos disponíveis para financiamento habitacional, e o governo permitiu uso adicional de recursos do FGTS. 

Tombo
O desempenho do crédito imobiliário tem a ver com o tombo na captação da sua principal fonte de recursos, a caderneta de poupança. Os saques têm superado com folga os depósitos neste ano por conta da perda de atratividade do investimento, diante da alta dos juros e do aperto no orçamento das famílias. 

No acumulado do ano até 17 junho, a retirada líquida da caderneta somava R$ 38 bilhões. A Abecip projeta que a poupança encerre 2015 com resgate de R$ 50 bilhões. 

A alta da Selic inviabiliza que recursos captados a taxas de mercado sejam usados para o crédito habitacional, sem que os juros cobrados cheguem a níveis assustadores.

(Valor Online - Finanças - 25/06/2015)

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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Portal G1: Jornal Hoje destaca queda nas vendas e aumento dos estoques

Quarenta e quatro mil imóveis estão a espera de um comprador na Região Metropolitana de São Paulo [..] Só na capital paulista, as vendas de imóveis novos caíram 17% de janeiro a abril. Desde janeiro, 240 mil trabalhadores da construção foram demitidos no Brasil todo

Os brasileiros estão comprando menos imóveis novos, o que fez com que os estoques aumentassem. As construtoras dizem que não conseguem baixar os preços por causa dos custos, mas estão fazendo promoções de todos os tipos para não perder o cliente.

Quarenta e quatro mil imóveis estão a espera de um comprador na Região Metropolitana de São Paulo. Só na cidade de São Paulo são 28 mil. A média histórica é de 17 mil. 

“Você tem uma pressão no custo de produção para aumentar preço e, por outro lado, você tem uma pressão para diminuir, porque tem mais oferta do que demanda. Isso tá anulando um pouco os efeitos e fazendo com que o preço se mantenha estável”, explica Cláudio Bernardes, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi).

Só na capital paulista, as vendas de imóveis novos caíram 17% de janeiro a abril. As construtoras tiveram que reduzir os investimentos em 23%. Sem obras novas, não teve emprego. Desde janeiro, 240 mil trabalhadores da construção foram demitidos no Brasil todo.

A ordem é não perder cliente. Vale até carro como pagamento
“Ele [cliente] não via vantagem e estava um pouco receoso. A partir do momento em que conseguimos fazer promoções pontuais e aceitar automóveis na entrada e facilitar o pagamento, o cliente passou a ver vantagem e retornar vendas. Acreditamos que 2015 ainda vai ser luta para reduzir estoque e 2016 retomada de lançamentos, porque a economia tem que andar”, analisa o diretor técnico Milton Bigucci Junior.

(Portal G1 - Jornal Hoje - Notícia - 23/06/2015)

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terça-feira, 23 de junho de 2015

Carta Capital: O abalo na construção civil

As restrições nos empréstimos da Caixa Econômica Federal, a queda dos depósitos na caderneta e a alta das taxas de juro agravaram muito uma situação que iria ocorrer

Marca do primeiro mandato de Dilma Rousseff e um dos principais trunfos da campanha à reeleição, o Programa Minha Casa Minha Vida, assim como o resto dos projetos na construção civil, paga o preço dos erros recentes na condução da economia e do agravamento da crise. Depois de atrasar pagamentos às construtoras e restringir o crédito, o governo reviu certas posturas e ofertou mais dinheiro ao mercado. A reação tende, porém, a demorar. Antes será preciso limpar o caminho. Presidente da maior construtora de imóveis destinados à baixa renda, a MRV Engenharia, e da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, Rubens Menin só enxerga novas obras a partir do próximo ano. "Neste momento, o setor precisa cumprir as obras contratadas em 2014, colocar os atrasos em dia e ter uma definição do cronograma de pagamentos.

Desde outubro, 290 mil postos de trabalho no setor foram fechados
O abalo no Minha Casa Minha Vida é parte da crise do setor imobiliário, em queda desde o último trimestre do ano passado e fortemente afetado pelo ajuste fiscal e a política monetária. Além disso, a Caixa Econômica Federal, responsável por 70% das operações do Sistema Financeiro de Habitação, aumentou as exigências para a concessão de empréstimos. Uma combinação de juros e inflação altos resultou na fuga de mais de 30 bilhões de reais da caderneta de poupança, principal fonte do crédito. Desde outubro, 290 mil postos de trabalho foram fechados no setor, mostra a Sondagem da Indústria da Construção Civil, da Confederação Nacional da Indústria.

Socorro governamental
Após uma intensa ação, em Brasília, das entidades empresariais de construção, vendas e financiamento imobiliário, o setor recebeu um novo fôlego no fim de maio. 

O conjunto de medidas no fim de maio atenua uma retração brusca da dinâmica do setor. Houve uma liberação do compulsório, embora inferior ao pleiteado, além dos recursos para o Pró-Cotista. A correção das regras para os CRIs deve representar o ingresso de 15 bilhões de reais nos próximos 24 meses. Para o setor, foi importante o governo garantir a isenção das letras de crédito imobiliário, principalmente no momento em que o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo enfrenta juros altos e dificuldade de captação.

Previsibilidade é o mais importante agora para as construtoras do programa habitacional, analisa Ronaldo Cury, vice-presidente da Habitação Popular do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

"O corte no Orçamento e nas novas contratações é fato consumado. Esperamos uma reprogramação dos pagamentos, inclusive para ter base de negociação com fornecedores e prestadores de serviços."

Além das medidas para minimizar a escassez de crédito, avalia Cury, o governo deve manter a interlocução com o setor, para atenuar a brusca retração dos últimos trimestres. "Nas pequenas construtoras, que atendem à faixa 1 e estão sem receber, há muito medo de investir. Mas com a normalização dos pagamentos e o lançamento da terceira etapa, o empreendedor retornará. Passamos por nove meses terríveis, mas creio que foi a pior fase."

Queda de 72,3%
Flávio Amaury, presidente em exercício do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo, reforça a necessidade de se definir logo a terceira etapa do Minha Casa Minha Vida. "Encontrar terreno, contratar e vender é demorado e a descontinuidade acrescenta custos." Em março, as vendas de imóveis em São Paulo recuaram 27,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto os lançamentos se reduziram em 72,3%, em uma confirmação da tendência de as incorporadoras focarem na comercialização do estoque.

Confiança em queda livre
A dificuldade de acesso ao crédito foi um dos motivos da queda do índice de confiança da construção, que recuou 5,1% entre abril e maio, para 72,9 pontos, o menor nível da série Sondagem da Construção, realizada mensalmente pela FGV/Ibre, desde julho de 2010. "Além das famílias que sofrem com as taxas de juro, as empresas reportam, a cada levantamento, problemas para obter financiamento", afirma Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV/Ibre. "As medidas aliviam a tensão do ponto de vista das famílias que precisam dos empréstimos para tomar posse do imóvel. Isso atenua os riscos de distratos." Apesar das medidas do CMN, a economista avalia que a retração da oferta de recursos pelos bancos e da demanda por parte das famílias, principalmente daquelas das faixas intermediárias para cima, se manterá. As restrições nos empréstimos da Caixa Econômica Federal, a queda dos depósitos na caderneta e a alta das taxas de juro agravaram muito uma situação que iria ocorrer.

"Há dois anos a redução da demanda apontava para um momento de ajuste dos estoques. O crescimento da oferta e o aumento dos preços caminhavam adiante da renda. A coincidência com as condições macroeconômicas criou a tempestade perfeita", acrescenta a economista.

O pior talvez tenha passado, mas o horizonte continua nebuloso para um setor decisivo na política econômica e social dos últimos anos.

(Carta Capital - Economia - Habitação - 22/06/2015)

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segunda-feira, 22 de junho de 2015

O Tempo: Crise imobiliária atinge segmento de luxo. Queda chega a 40%

Imobiliárias que atuam na região metropolitana de Belo Horizonte com imóveis de alto padrão afirmam que as vendas nos primeiros cinco meses deste ano chegaram cair até 40%, na comparação com igual período do ano passado

Nem o segmento de imóveis de luxo conseguiu sair ileso da crise. Nesse caso, a crise é mais de confiança do que financeira. Ao contrário da parcela da população que responde com o aperto do cinto à primeira queda na renda, os mais ricos continuam tendo dinheiro para investir, mas seguram, com medo do futuro. Imobiliárias que atuam na região metropolitana de Belo Horizonte com imóveis de alto padrão afirmam que as vendas nos primeiros cinco meses deste ano chegaram cair até 40%, na comparação com igual período do ano passado.

Ninguém quer arriscar
O motivo seria a falta de confiança na economia brasileira. “Boa parte da comercialização é feita com o objetivo de morar no imóvel. Há cerca de dois anos, 65% dos negócios eram voltados para o investimento”, observa a proprietária da Grand Lider Imóveis de Luxo, Helena Moreira. De acordo com ela, hoje, só 10% das vendas são feitas para investidores. “Na minha avaliação, a redução dos negócios não é por falta de dinheiro, mas por receio dos rumos da economia. Ninguém quer arriscar. Acredito que os negócios devem melhorar no segundo semestre, já que a procura começou a sinalizar melhora neste mês”, diz.

A empresária conta que os imóveis mais comercializados na imobiliária variam de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões. Só que há unidades bem mais caras, que podem chegar a R$ 18 milhões.

Recuo de 40% e aumento das permutas: “venda em dinheiro praticamente sumiu”
Na Só Mansões, o nome já diz tudo. A empresa trabalha com casas e terrenos de luxo em Belo Horizonte e, principalmente, Nova Lima, que variam de R$ 1,5 milhão a R$ 30 milhões. O diretor Paulo Henrique Malvar afirma que os negócios do mercado de luxo estão deixando a desejar neste ano, mas dão sinal positivo. “Começamos o ano bem estagnados. No fim de maio, começo de junho é que foi iniciada uma melhora”, diz. Segundo ele, as vendas no acumulado do ano até maio apresentaram recuo de 30% a 40% frente ao mesmo intervalo de 2014. Outra mudança é o aumento das permutas. “Venda em dinheiro praticamente sumiu”, diz.

(O Tempo - Capa - Economia - 21/06/2015)

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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Portal G1: Jornal Nacional destaca crise imobiliária e queda nos aluguéis

“Eu tenho tido reuniões, chamando o proprietário aqui no escritório, falando que é preferível ele ter uma rentabilidade menor, mas pelo menos você tem a garantia de ter um cliente pagando isso e esse dinheiro que ele está te pagando vai fazer falta”, diz o corretor de imóveis Sérgio Luiz Malagrana

O clima do momento é favorável para quem precisa alugar um imóvel. Em nove cidades, o valor médio do aluguel tem caído, nos últimos 12 meses. 

É difícil não reparar. Elas estão para todo lado. As plaquinhas de ‘aluga­-se’ disputam espaço em Salvador, em Porto Alegre e em São Paulo. Para o Fernando, candidato a inquilino, está bom. Mas para o Sérgio, proprietário, não está nada bom. E para o outro Sérgio, que é corretor, está dando o maior trabalho. 

“Eu tenho tido reuniões, chamando o proprietário aqui no escritório, falando que é preferível ele ter uma rentabilidade menor, mas pelo menos você tem a garantia de ter um cliente pagando isso e esse dinheiro que ele está te pagando vai fazer falta”, diz o corretor de imóveis Sérgio Luiz Malagrana. 

É que a crise chegou no bolso e muita gente anda assustada com o que já está e com o que ainda pode vir. No caso do preço dos aluguéis, faz tempo que o freio de mão vem sendo puxado. Um levantamento feito em nove cidades brasileiras mostra que nos últimos 12 meses, o tombo no valor médio do aluguel foi de 7,6%. Detalhe: já descontada a inflação. 

“Quando o país está indo bem, o mercado imobiliário vai melhor ainda. Quando o país está indo mal, o mercado imobiliário vai pior ainda”, explica o economista da Fipe, Raone Costa. 

Mal para um, bom para outro. O Fernando tratou de aproveitar o embalo. Com a ajuda do Sérgio corretor, conseguiu uma bela redução no valor do aluguel. 

“Com o desconto que eu obtive nesse apartamento, ficou bem mais acessível para mim a questão do valor, gostei bastante”, conta o aeroviário Fernando Paulista da Silva. 

Em queda livre: De R$ 1.700 para R$ 1.100. De R$ 2.800 para R$ 1.800
Olha, o apartamento fica em uma região muito boa de São Paulo, próximo à Avenida Paulista, não muito longe do centro da cidade, com transporte fácil. E isso para São Paulo é muito importante. Ele é pequeno, tem uma sala, dois quartos, um banheiro no meio. E se a economia não estivesse em crise, um apartamento como esse seria alugado facilmente por R$ 1.700. Bem que o dono tentou. Depois da cozinha e ainda tem uma área de serviço com quarto de empregada. O dono começou pedindo R$ 1700. Baixou para R$ 1500 e acabou se rendendo aos tempos de vacas magras. Fechou o aluguel por R$ 1.100. 

Mas e o Sérgio proprietário? Bom, ele é investidor, e só em um prédio que fica em outro bairro, ele tem 48 apartamentos vazios há um ano. O de um quarto ele baixou a pedida de R$ 2.800 para R$ 1.800 por mês. 

“No passado, só o proprietário mandava. A ponto de se o inquilino não queria, tinha um outro que já estava aguardando para fazer com ele. Hoje agora a gente discute praticamente tudo para poder exatamente manter e pegar o inquilino”, afirma o empresário Sérgio Melhem Protta. 

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(Portal G1 - Jornal Nacional - Notícia - 18/06/2015)

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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Infomoney: Em queda livre, Feirão da Caixa registra queda de 29,2%

O número de participantes também foi menor neste ano. A edição atraiu 295.579 visitantes, nas 14 cidades que receberam o evento, contra 434,417 mil no ano passado que aconteceu em 13 cidades

A Caixa Econômica Federal registrou montante em negócios 29,2% menor que os registrados em 2014. Com isso, não atingiu a meta de repetir o desempenho do ano passado ou até mesmo superá­-lo, conforme havia dito a presidente do banco, Miriam Belchior, na abertura do evento já tradicional no calendário da instituição pública. 

O número de participantes também foi menor neste ano. A edição atraiu 295.579 visitantes, nas 14 cidades que receberam o evento, contra 434,417 mil no ano passado que aconteceu em 13 cidades. Na opinião do vice­-presidente de Habitação da Caixa, Teotônio Rezende, apesar dos números menores, o feirão deste ano mostrou ser um evento consolidado. 

Menos dinheiro para emprestar
Além de restringir as condições no crédito imobiliário em meio aos elevados saques na caderneta de poupança, principal fonte de recursos do segmento, a Caixa elevou os juros deste linha, o que impactou no seu desempenho durante o primeiro trimestre. As contratações cresceram apenas 2,5% no período ante um ano, para R$ 27,1 bilhões. O saldo da carteira aumentou 24,6% em 12 meses e de 4,2% no trimestre, para R$ 354,229 bilhões. Para este ano, a Caixa já considera emprestar menos no imobiliário do que em 2014 apesar dos incentivos concedidos ao segmento.

(Infomoney - Imóveis - Notícia - 17/06/2015)

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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Vídeo: Jornal da Record aborda a crise no mercado imobiliário

Imóveis encalhados, preços dos aluguéis em queda e dificuldades para pagar o condomínio: estes são alguns dos assuntos abordados pelo Jornal da Record para explicar a crise no mercado imobiliário brasileiro...



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terça-feira, 16 de junho de 2015

Infomoney: Mercado imobiliário vive a pior crise em 16 anos

Por Estadão Conteúdo

Além da queda na perspectiva, a avaliação dos empresários sobre o desempenho atual de suas companhias atingiu o pior patamar desde novembro de 1999 [...] O indicador de dificuldades financeiras também atingiu o pior nível já registrado pela pesquisa desde seu lançamento, em agosto de 1999

O pessimismo dos empresários da construção civil piorou nos últimos meses diante da contínua retração da atividade do setor, forte restrição ao crédito e aumento da inflação e juros. De acordo com sondagem da Fundação Getulio Vargas, em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon­SP), a perspectiva de desempenho das empresas da construção atingiu o menor nível em quase 16 anos, ao cair para 35,9 pontos. 

O resultado representa uma baixa de 3,2%, na comparação com o último levantamento, realizado em fevereiro, e um recuo de 19,7% no acumulado de 12 meses. De acordo com o Sinduscon­SP, os resultados refletem o agravamento das expectativas dos empresários da construção diante da crise econômica nos primeiros meses do ano, quando foram anunciados cortes no orçamento da União, de R$ 25,7 bilhões no PAC e de R$ 5,6 bilhões no Minha Casa, Minha Vida. 

"As empresas vivenciaram um período de crescimento forte no setor até 2013 e muitas investiram com a perspectiva que o desenvolvimento fosse mais sustentado. O cenário no curto prazo está deteriorado", explica o presidente do sindicato, José Romeu Ferraz Neto. "Soma­se a isso a forte restrição ao crédito e o aumento da inflação, dos juros e do desemprego". 

Apurada trimestralmente pelo SindusCon­-SP desde agosto de 1999, a sondagem segue uma escala que vai de "0" a "100", tendo o valor "50" como centro. Ou seja, abaixo de "50" pode ser interpretado como um desempenho não favorável. A exceção fica apenas por conta do item dificuldades financeiras, cujos valores abaixo de "50" significam dificuldades menores. 

O SindusCon-­SP avalia que o panorama atual pode mudar no médio prazo com o recente anúncio do governo federal de investimento de R$ 198,4 bilhões da nova etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL), aliado à mudança nas regras do depósito compulsório, que liberou R$ 22,5 bilhões da poupança para financiamentos imobiliários, e a injeção de R$ 4,9 bilhões por meio da linha Pró­-Cotista do Fundo Garantidor do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 

Indicadores são os piores desde que foram lançados
Além da queda na perspectiva, a avaliação dos empresários sobre o desempenho atual de suas companhias recuou para 34,5 pontos. O resultado representa uma queda de 8,6% em relação ao levantamento anterior e uma baixa de 22,7% em 12 meses, atingindo o pior patamar desde novembro de 1999. 

O indicador de dificuldades financeiras atingiu o pior nível já registrado pela pesquisa desde seu lançamento, em agosto de 1999, saltando para 69,7 pontos, aumentos de 15,1% frente fevereiro e 24,0% em 12 meses. O índice de otimismo quanto ao crescimento econômico caiu para 12,4 pontos, baixas de 5,6% e 45,6%. 

A percepção das construtoras sobre a condução da política econômica, por outro lado, apresentou melhora de 11,1% frente a sondagem anterior e de 36,7% nos intervalo de 12 meses, ao atingir 27,7 pontos. 

Entre outros indicadores, o número referente a perspectivas de evolução dos custos caiu 4,5% ante fevereiro e ficou em patamar próximo do apresentado no ano passado, ao tocar 48,1 pontos. De acordo com o SindusCon­-SP, apesar da menor dificuldade para contratação de mão de obra, a inflação em alta teve um peso maior para as empresas

(Infomoney - Imóveis - Notícia - 12/06/2015)

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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Valor: Setor de (des)construção derruba a bolsa

De 2010 até o pregão de segunda-feira, com exceção dos papéis da Eztec, as ações de dez outras empresas acumularam perdas, com destaque para as quedas da Rossi (-98%) e PDG (-95%). Enquanto isso, o Ibovespa, referência do mercado acionário, caiu 23% no mesmo intervalo

Da ascensão à queda. É difícil olhar hoje para as empresas de construção e reconhecer o contexto atual, tão diferente de dez anos atrás, quando houve a febre de aberturas de capital na bolsa, que atraiu em peso os investidores pessoas físicas. Mesmo num período mais curto, de cinco anos, a realidade tem se provado bastante diferente das expectativas traçadas. Com o mercado antes aquecido pelas próprias condições macroeconômicas, as construtoras e incorporadoras amargam hoje um ambiente de estoques elevados, financiamento mais escasso e enfrentam um ciclo de elevação da taxa básica de juros, com a Selic bem distante do patamar de 7% visto em 2012 e 2013.

Como se não bastasse a baixa confiança do consumidor brasileiro para fazer novas aquisições de imóveis, a preocupação também recai sobre o aumento do desemprego no país, o que pode afetar ainda mais a percepção de recuperação das empresas no médio prazo. Apesar dos esforços recentes do governo para tentar estancar a crise do setor, impulsionada pelos saques líquidos da poupança, que já ultrapassam R$ 32 bilhões no ano (os recursos da aplicação são usados para financiar construção e aquisição de imóveis dentro do Sistema Financeiro de Habitação, o SFH), analistas seguem reticentes e alertam: não é hora de comprar ações de construtoras e incorporadoras.

"Ainda não conseguimos ver a luz no fim do túnel"
"Continua um cenário desafiador e ainda não conseguimos ver a luz ao fim do túnel", diz o analista Marcelo Motta, do J.P. Morgan, que se considera muito cético principalmente ao analisar os estoques e os distratos do segmento. Lucas Gregolin Dias, analista responsável pelo setor na Fator Corretora, assinala que tem mantido visão negativa principalmente por conta do enfraquecimento da demanda iniciado em 2013 e acentuado no ano passado, diante da queda da confiança do consumidor.

Em 2015, destaca, adicionou-se a piora das condições de crédito, com o esgotamento das fontes de financiamento. "O governo liberou uma parte do compulsório para tentar dar uma aliviada em termos de financiamento, mas as outras questões macroeconômicas que prejudicavam anteriormente permanecem", afirma. "Estamos negativos com o setor.

Não recomendamos entrar mesmo nas ações que têm indicação de compra", diz Dias, que avalia que o investimento só se justifica para quem já está posicionado em construção. Não bastasse a longa duração de um ciclo de construção, tida como um entrave para investidores mais imediatistas, analistas avaliam que o ajuste em curso ainda vai continuar - e não se sabe até quando. "Hoje eu prefiro esperar, não consigo vislumbrar quando o setor vai atingir um ponto de equilíbrio para voltar a crescer", diz Bruno Mendonça, analista do setor de construção da Santander Corretora. 

O analista, entretanto, espera que o ciclo de ajuste dure mais cerca de dois anos. "Talvez daqui a seis meses tenhamos uma visibilidade melhor sobre o equilíbrio do setor e algumas ações já comecem a reagir. Por enquanto, estamos no momento de ver se o poço tem porão", observa. 
De 2010 até o pregão de segunda-feira, com exceção dos papéis da Eztec, as ações de dez outras empresas acumularam perdas, com destaque para as quedas da Rossi (-98%) e PDG (-95%). Enquanto isso, o Ibovespa, referência do mercado acionário, caiu 23% no mesmo intervalo. 

Contraíram mais dívidas do que conseguiriam pagar
Há cinco anos, as ações de todas essas companhias negociavam acima do valor patrimonial. Diferentemente de sua colocação em 2010, por exemplo, os papéis da Rossi e da PDG têm hoje os menores múltiplos do setor, ou seja, poderiam sugerir que estão baratos em bolsa. Mas essa não é a percepção de analistas, que colocam as empresas no grupo dos piores investimentos. O J.P. Morgan tem recomendação de venda para as duas companhias. Preocupado com o nível de alavancagem, Motta assinala que ambas contraíram mais dívidas do que conseguiriam pagar. "A PDG chegou a lançar R$ 9 bilhões em 2011, contra R$ 1,4 bilhão em 2014. Hoje, está mais na casa dos R$ 2 bilhões, uma retração de quase cinco vezes no volume", frisa Paola, da Citi Corretora. De 2010 para 2014, a alavancagem, medida pela proporção da dívida líquida sobre o patrimônio líquido, das duas empresas praticamente dobrou, atingindo 129,1%, no caso da PDG, e 105,7%, no da Rossi. Ao fim do primeiro trimestre deste ano, além dessas companhias, apenas Tecnisa continuava com alavancagem acima de 100%.

Na avaliação do analista da Fator, as três empresas passam pela situação mais complicada em termos de alavancagem, estoque e distratos. 

Para o setor de construção voltar a ficar atrativo, o analista destaca que é preciso haver uma mudança principalmente na confiança do consumidor, para levar a uma recuperação na velocidade de vendas.

(Valor Online - Finanças - 10/06/2015)

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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Infomoney: Fitch prevê queda de até 55% nos preços dos imóveis

Segundo a Fitch, os imóveis localizados no Rio de Janeiro terão queda de preços reais de até 55%. Em outras regiões, o índice será um pouco mais baixo, chegando a 50%

Devido à menor disponibilidade da principal fonte de recursos para financiamento de imóveis, os preços de imóveis devem cair cada vez mais rápido nos principais mercados metropolitanos do Brasil, acredita a agência de classificação de risco Fitch Ratings. 

De acordo com ela, a evasão líquida de depósitos de poupança, recorde desde o começo do ano passado, vem desgastando a fonte de financiamentos imobiliários mais barata do país. Assim, bancos têm restringido a concessão e aumentado as taxas de crédito imobiliário, dificultando o financiamento. 

Recentemente, o BC (Banco Central) tem tomado medidas para diminuir as exigências de reservas para depósitos de poupança e aumentar a disponibilidade dos depósitos para financiamentos imobiliários, o que pode, na opinião da agência, trazer alívio temporário ao mercado imobiliário.

Queda maior que a informada
São diversos os fatores que têm prejudicado o mercado imobiliário brasileiro: crescimento negativo, crescente desemprego e aumento dos níveis de dívida, combinados à inflação e déficits públicos elevados. A Fitch acredita que tudo isso contribui para que os preços médios de oferta de unidades residenciais nas grandes cidades brasileiras diminuíssem a partir de agosto do ano passado. 

De acordo com dados do FipeZap, os preços caíram 4% em termos reais, mas para a Fitch os preços das transações podem ter caído mais ainda. 

Uma vez que as taxas das contas de poupança estão limitadas a 6,2% ao ano mais TR (taxa referencial) de 1%, é provável que grandes saques líquidos adicionais de depósitos de poupança aconteçam nos próximos meses. 

Financiamentos despencam
A Caixa Econômica Federal, responsável por cerca de 60% dos créditos imobiliários não subsidiados do país, diminuiu drasticamente seus limites de LTV (loan to value) de abril para imóveis usados, de 80% para 50% para imóveis ­ dentro do limite do SFH. Enquanto isso, foca nas concessões de crédito para aquisição de imóveis novos. Além disso, a instituição aumentou duas vezes as taxas de financiamento imobiliário desde janeiro, especialmente para unidades habitacionais mais caras. 

Os demais grandes bancos também estão enfrentando disponibilidade reduzida de depósitos de poupança, embora tenham mantido limites em torno de 80%. Entretanto, eles podem ser mais seletivos e têm aumentado as taxas de juro do crédito imobiliário nos últimos meses. 

Queda de 55% nos preços
Segundo a Fitch, os imóveis localizados no Rio de Janeiro terão queda de preços reais de até 55%. Em outras regiões, o índice será um pouco mais baixo, chegando a 50%.

(Infomoney - Imóveis - Notícias - 03/06/2015)

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