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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Exame: Brasília, Rio e Belo Horizonte têm queda no preço dos imóveis

De acordo com o levantamento do portal imobiliário VivaReal, que considera imóveis novos e usados, houve queda no preço de venda em Brasília (-3,2 por cento), Rio de Janeiro (-5,2 por cento) e Belo Horizonte (-6,9 por cento).
Segundo o levantamento, o impacto da Copa do Mundo não foi o mesmo entre as cidades pesquisadas. "A incerteza causada pelo evento parece ter segurado a demanda em certos mercados. Em Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o preço de venda subiu no primeiro trimestre, mas teve uma queda significativa no segundo, acumulando no semestre uma diminuição no preço dos imóveis", disse em nota o vice-presidente comercial do portal, Lucas Vargas.
No semestre, houve queda de 2,75 por cento no Rio, assim como em Belo Horizonte (-2,7 por cento) e Brasília (-1,25 por cento).
Queda de 25,7% na locação
Na locação, houve quedas trimestrais Belo Horizonte e São Paulo, com destaque para a capital mineira (-25,7 por cento).

( Revista Exame - Seu Dinheiro - Notícias - 01/09/2014)

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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Folha: Desistência na compra de imóveis quase triplica em um ano

Contribuição do leitor Sandro Fernandes

O percentual de contratos de compra de imóveis novos cancelados na cidade de São Paulo em relação às vendas quase triplicou em um ano, o que leva as incorporadoras a reforçar as ações buscando a revenda de unidades.

Os distratos - como são chamados os cancelamentos - representaram em junho 17,9% da média das vendas nos últimos 12 meses. Em junho de 2013, eram 6,7%, segundo o Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).

A maior parte dos cancelamentos costuma ocorrer quando os imóveis ficam prontos (cerca de três anos após o lançamento na planta), momento no qual o cliente tenta obter o financiamento bancário.

Se ele não consegue, a alternativa é pagar o restante da dívida à vista, se tiver condições, ou cancelar o contrato - o que faz o imóvel voltar para a empresa, que tentará revendê-lo.

Para Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, alguns dos motivos para a alta no total de distratos se referem à perda da capacidade financeira dos compradores, à "pouca qualidade" na análise do crédito e à safra de imóveis com entrega atrasada.

A falta de análise do crédito pode se originar na venda de um imóvel na planta, se no plantão de vendas não é examinada com rigor a renda do comprador. Sem essa análise, não se prevê, por exemplo, a possibilidade de um cliente não ter condição de conseguir financiamento.

No caso de atrasos, a dívida costuma ser corrigida pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), ampliando o valor a ser financiado e dificultando a obtenção de crédito. O INCC tem alta de 7,52% em 12 meses até julho.

Aumentam os cancelamentos e as promoções
Diante do aumento dos distratos, diversas incorporadoras e imobiliárias organizam ações promocionais neste ano, prometendo descontos principalmente para os apartamentos prontos ou em fase final de obra.

Isso porque os empreendimentos já concluídos geram custos para as empresas, que precisam arcar com valores referentes, por exemplo, à taxa de condomínio e ao IPTU.

Baixa no mercado imobiliário
A alta nos cancelamentos ocorre em um momento de baixa no mercado imobiliário paulistano.

As vendas de imóveis novos no primeiro semestre recuaram 48,3% ante o mesmo período de 2013.

Foi o menor volume para um primeiro semestre desde 2004, quando se iniciou a pesquisa do Secovi-SP com a atual metodologia.

Culpa do Carnaval e da Copa (até quando?)
Para representantes do setor, um calendário atípico (com um Carnaval tardio e a Copa) e as incertezas econômicas são razões para os números.

Já os lançamentos caíram 19% no primeiro semestre.

(Folha de São Paulo - Mercado - 29/08/2014)

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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Estadão: Em crise, Secovi-SP já prevê mais 25% de queda nas vendas

Contribuição do leitor Célio de Sousa

O cenário de baixo crescimento da economia brasileira afetou o mercado imobiliário, que deve diminuir na comparação com o ano passado, de acordo com novas projeções do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP)

O presidente da entidade, Cláudio Bernardes, informou, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que a expectativa é de redução de 25% nas vendas de imóveis residenciais novos e de queda de 20% nos lançamentos de projetos na capital paulista este ano em relação a 2013.

No início do ano, o Secovi-SP afirmou que esperava estabilidade do mercado, com lançamentos e vendas neste ano em quantidade parecida com as do ano passado.

Segundo pesquisa do sindicato, as vendas na capital paulista tiveram queda de 48,3% na comparação com o mesmo período de 2013. Os lançamentos atingiram, entre janeiro e junho, queda de 18,8% diante dos mesmos meses do ano passado. 

Fundo do poço 
"A economia está no fundo do poço", disse Bernardes. Na avaliação do executivo, o volume de negócios menor reflete a deterioração do Produto Interno Bruto (PIB), a baixa velocidade de vendas durante a Copa e a falta de confiança de consumidores e empresários em fechar vendas e lançamentos diante do cenário de incerteza com a proximidade das eleições.

Para os próximos meses, Bernardes acredita que o mercado imobiliário tende a se recuperar, pois o segundo semestre costuma ser melhor para os negócios do que os primeiros meses do ano. "Mas não vai ser uma recuperação suficiente para compensar as quedas acumuladas até aqui no ano", estimou.

Na convenção de empresários do mercado imobiliário, realizada ontem pelo Secovi, o que dominou as discussões foi exatamente a questão política. Cláudio Bernardes anunciou que enviará um documento aos candidatos à Presidência da República com as principais reivindicações e dificuldades do setor que poderiam ser resolvidas no âmbito do governo federal e legislativo.

Bernardes também reclamou da demora nas reformas política e tributária, cuja discussão se arrasta há tempos, na sua avaliação. Do ponto de vista macroeconômico, foi mencionado o baixo crescimento do PIB, a inflação alta e o crescente deficit público. "É preciso voltar a confiar no Brasil", disse.

As críticas também se estenderam à política internacional do governo federal. "É preciso reavaliar a política externa. Não se pode pautar por questões ideológicas", afirmou. Bernardes encerrou sua palestra pedindo respeito aos empresários. "Esse pequeno pedaço da população, muitas vezes chamado de elite no sentido pejorativo, é responsável por geração de empregos e riqueza para o País."

(Estado de São Paulo - Notícias - Geral - 28/08/2014)

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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O Globo: Até a Zona Sul do Rio tem redução nos preços dos aluguéis

Seis de nove bairros da Zona Sul registraram queda nos valores de aluguel em julho. Os dados são do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio), que monitora mensalmente os valores de metro quadrado para venda e locação em 18 bairros da cidade. O Leblon registrou o maior declínio na região, seguido de Ipanema, Jardim Botânico, Copacabana, Gávea, Flamengo, Recreio do Bandeirantes e Ilha do Governador. 

Na média da cidade, o índice FipeZap já vêm demonstrando que há realmente uma desaceleração nos preços. 

Momento de "ajustes"
"Realmente, estamos vivendo um momento de ajustes nos preços dos aluguéis, em que os proprietários aceitam fazer reduções para fechar o negócio. Até porque há um aumento no número de ofertas que faz com que os imóveis fiquem mais tempo no mercado. E é normal que essa acomodação comece pela Zona Sul, porque foi a região onde os preços dos imóveis subiram mais", explica Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio, acrescentando que o efeito ainda não chegou em bairros da Zona Norte e no Centro. Essas regiões estão bombando. Já Jacarepaguá é um caso a parte, devido a sua proximidade com a Barra e ao grande número de novos empreendimentos.

(O Globo - Economia - Imóveis - 26/08/2014)

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Exame: Capital baiana tem 7,5 mil imóveis encalhados

Contribuição do leitor Célio de Sousa
As incorporadoras paulistas desembarcaram em Salvador, em 2009, inventando moda e falando bonito, lembra o empresário Luiz Fernando Pessoa, dono da construtora baiana Sertenge.
"Era land bank pra cá, land bank pra lá. E eu não fazia ideia do que era isso", conta. "Só depois descobri que esse é o nome em inglês para banco de terreno."
A agressividade das grandes construtoras na aquisição de áreas na capital baiana foi só o começo de um ciclo que terminou em crise e colocou Salvador como uma das cidades que mais sentiram com o tropeço do mercado imobiliário.
Segundo dados da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), em 2006, foram lançados 2 mil imóveis na capital - número que saltou para 10 mil em 2010.
Empresas como Cyrela, Gafisa, Rossi e PDG fizeram parceria com construtoras locais para explorar o mercado baiano. Uma delas, entre a Cyrela e a Andrade Mendonça, deu origem ao que era, à época, o maior empreendimento residencial em construção no país, com 1.138 apartamentos de alto padrão em 18 torres, na avenida mais movimentada da cidade.
A partir de 2011, porém, o cenário mudou. Antes mesmo de os indicadores econômicos nacionais começarem a se deteriorar, o mercado imobiliário baiano teve problemas.
O plano diretor de Salvador, aprovado em 2008, foi suspenso, gerando insegurança jurídica. Em 2011, o número de unidades lançadas caiu para 7,8 mil e despencou para 2,3 mil no ano seguinte - patamar que se manteve no ano passado.
"Em junho, estávamos com um estoque de 7,5 mil unidades - quase o dobro do que foi registrado em vendas em 2013", diz Luciano Muricy Fontes, presidente da Ademi. Quase todas as grandes empresas abandonaram os projetos em Salvador.
Hipnose coletiva
Aos 67 anos, dono de uma construtora que tem 80% do negócio voltado para a primeira faixa do Minha Casa, Minha Vida (cujo valor do imóvel é 100% subsidiado pelo governo), Pessoa define o que aconteceu em Salvador como uma "hipnose coletiva". "Não entrei nessa, porque sou muito católico e rezo muito. Fui protegido por Deus."
Com receita de R$ 450 milhões em 2013 e 6 mil funcionários, a Sertenge espera a crise passar para voltar a construir imóveis de médio padrão. "Por enquanto, somos filhotes do Minha Casa, e estamos muito bem assim."
(Revista Exame - Economia - Notícias - 25/08/2014)

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Exame: Em crise, construção tem pior geração de empregos da história

A retração do emprego na indústria da construção continuou em julho e o indicador da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que mede a evolução do número de trabalhadores no setor, chegou ao menor patamar da série histórica no mês passado.
Em uma escala de 0 a 100 pontos na qual valores abaixo de 50 pontos representam redução, o índice para emprego na indústria da construção recuou de 45,3 pontos em junho para 44,2 pontos em julho.
De acordo com a Sondagem da Indústria da Construção, divulgada na última sexta-feira, 22, o movimento mostra que a perda de postos de trabalho tem se disseminado por todo o setor.
A queda é verificada em todos os portes de empresas. Entre as grandes companhias de construção, o indicador de emprego caiu de 44,9 pontos para 44 pontos no mês passado, enquanto nas médias a redução foi ainda maior, de 45,5 pontos para 44,1 pontos.
As pequenas firmas de construção ainda apresentam o cenário menos grave, mas mesmo assim registraram uma retração no indicador de 46,1 pontos para 45,1 pontos em julho.
Ainda que a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) tenha se mantido estável em 69% nos últimos dois meses, o nível de atividade na indústria da construção também continuou caindo em julho, com indicador em 44,9 pontos, abaixo da linha divisória dos 50 pontos.
Pessimismo em alta
O panorama ruim para a indústria da construção em julho reforçou o pessimismo do empresariado para o desempenho do setor nos meses à frente.
Na comparação com o mês passado, a sondagem da CNI mostra que todas as expectativas pioraram significativamente. A expectativa com relação ao emprego, por exemplo, chegou a 48,5 pontos neste mês, ante 49,4 pontos em julho. O mesmo ocorreu com relação às estimativas para a compra insumos e matérias-primas, cujo indicador recuou de 49,4 pontos para 48,2 pontos na mesma comparação.
Se o pessimismo nos dois primeiros indicadores ficou mais evidente, os índices de expectativas para o nível de atividade e para a contratação de novos empreendimentos e serviços deixaram o patamar do otimismo e caíram abaixo da linha divisória dos 50 pontos em agosto.
Na avaliação para o nível de atividade nos meses adiante, o indicador retraiu de 51,2 pontos para 49,6 pontos.
(Revista Exame - Economia - Notícias - 22/08/2014)

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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Exame: Quedas consecutivas fazem investidores desistirem de imóveis

Contribuição do leitor Célio de Sousa
A tendência de desaceleração do preço dos imóveis, que se confirmou pela oitava vez consecutiva em julho, segundo o Índice FipeZap, está mudando o comportamento dos compradores
Pesquisa elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o portal Zap, revela que a menor valorização acumulada em 12 meses até julho deste ano - a menor desde 2011 - está desestimulando as compras realizadas por motivo de investimento.
O estudo "Raio X do comprador de imóveis" mostra que as intenções de investimento em imóveis caíram de 48% no primeiro trimestre, para 34% no segundo trimestre, o menor porcentual desde o início de 2013, quando a pesquisa começou a ser realizada.
"Verificamos que essa intenção de investimento vem diminuindo. Ainda não é preocupante, mas é reflexo do aumento da taxa de juros e da incerteza em relação ao cenário macroeconômico", explica o coordenador do Índice FipeZap, Eduardo Zylberstajn.
O economista avalia que a tendência de desaceleração do aumento do preço dos imóveis e a redução do apetite do investidor devem continuar nos próximos meses.
(Revista Exame - Seu Dinheiro - Notícias - 21/08/2014)

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Folha: Venda de imóveis é a pior para um 1º semestre desde 2004

O mercado imobiliário paulistano apresentou as vendas mais baixas para um primeiro semestre de toda a série histórica medida pelo Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário), que começou em 2004 com a atual metodologia.

A comercialização de imóveis novos na capital paulista atingiu 9.054 unidades nos primeiros seis meses do ano, o que representa um recuo de 48,3% sobre a venda de 17.500 imóveis de janeiro a junho de 2013.

Mais do mesmo
Para o setor, entre os motivos desses números, estão um calendário atípico, com o Carnaval tardio (que levaria a um adiamento dos lançamentos), a Copa do Mundo (que começou em 12 de junho, mas teria tirado a atenção dos compradores antes) e as incertezas econômicas.

No último caso, o comprador, estaria menos propenso a fechar a compra de imóveis, demonstrando preocupação com o desemprego.

"O que nós percebemos é que a visitação nos estandes não diminuiu tanto quanto as vendas. A incerteza eleitoral ou a dúvida se a pessoa vai ter o emprego ou não fazem com ela adie um pouco essa compra", diz Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).

Bernardes acrescenta que muitas empresas adiaram os lançamentos para o segundo semestre, "o que diminuiu a gama de produtos ofertados e pode ter tido esse efeito colateral [da queda nas vendas]." O volume de lançamentos caiu 18,8%.

(Folha de São Paulo - Imóveis - 20/08/2014)


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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Portal G1: Venda de imóveis despenca 72,3% em junho, diz Secovi

No mês em que teve início a Copa do Mundo no Brasil, as vendas de imóveis novos residenciais registraram queda de 72,3% na cidade de São Paulo, em relação a junho do ano anterior. Os dados são do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Em relação a maio deste ano, a queda foi de 48,5%.

Copa, a eterna culpada
"A Copa do Mundo interferiu nos resultados do mercado imobiliário, e os principais efeitos recaíram sobre a cidade de São Paulo, que registrou o pior mês de junho dos últimos cinco anos em termos de vendas. 

Lançamentos em queda
Segundo a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), os lançamentos na capital tiveram uma queda de 32,5% frente a junho de 2013. Já em relação a maio, a queda foi de 10%.

Queda de 48,3%
As vendas nos seis primeiros meses do ano tiveram uma queda de 48,3% sobre o período de janeiro a junho de 2013. No período, as empresas de incorporação lançaram 18,8% menos do que nos seis primeiros meses de 2013.

(Portal G1 - Economia - Notícias -20/08/2014)

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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Estadão: Em meio a saldões imobiliários, setor nega desespero

Quase lado a lado, duas das maiores imobiliárias do País iniciaram a temporada de saldões no mercado imobiliário. No dia 9, corretores da Lopes e da Brasil Brokers disputavam os potenciais clientes que passavam pelas ruas dos Jardins, amontoando-se nas calçadas do bairro munidos de panfletos e bandeiras promocionais.

No último fim de semana, ao menos sete incorporadoras realizaram ações de desconto (mais informações na tabela abaixo), e outra marcou o início de um evento a partir do dia 28. Esse movimento do mercado não é necessariamente um sinônimo de desespero das empresas, na avaliação de profissionais do setor.

Desespero, só em "alguns casos"
“Em alguns casos, a incorporadora está sim enforcada, não realizou o negócio, e precisa vender de qualquer maneira. Em outros, ela realizou o seu negócio, tem um número pequeno de imóveis remanescentes e dá desconto para arrematar o estoque”, diz o coordenador do curso de pós-graduação em Negócios Imobiliários da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Ricardo Gonçalves
(Estado de São Paulo - Radar Imobiliário - 16/08/2014)

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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Estadão: Queda na construção deve ser a maior desde 1996

Contribuição do leitor Célio de Sousa
Se o movimento de queda e recuperação dos investimentos no Produto Interno Bruto (PIB), de 2012 para 2013, foi marcado pelos aportes em caminhões, neste ano o problema está também na construção civil. Segundo o Monitor do PIB, relatório do Ibre/FGV, houve perdas intensas na indústria da construção (-9,1%), na comparação do segundo trimestre com igual período de 2013. 
“A construção é muito importante para os investimentos, e o setor de máquinas e equipamentos é o que mais sofre na transformação”, ressalta o economista Claudio Considera, responsável pelo Monitor do PIB e que já esteve à frente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE. 
Na queda de 5,9% da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) projetada pela LCA Consultores para o ano, a construção civil terá recuo de 3,7%. A queda na construção será a maior desde 1996, segundo Bráulio Borges, economista-chefe da consultoria
(O Estado de São Paulo - Notícias - Geral - 16/08/2014) 

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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Valor: Lucro da maior imobiliária do País cai 72,3%

A Lopes Consultoria de Imóveis registrou lucro líquido de R$ 9,161 milhões no segundo trimestre deste ano, em baixa de 72,3% em relação ao lucro líquido apurado no segundo trimestre do ano passado. Os resultados são os atribuídos aos sócios da empresa controladora, base para a distribuição de dividendos.
Os dados foram divulgados na noite desta quinta-feira (14) no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A receita líquida da companhia recuou 43,6% no segundo trimestre, ante o mesmo período do ano passado.
O lucro bruto caiu 48,6% no segundo trimestre deste ano, ante o segundo trimestre de 2013.
No prejuízo
A Lopes registrou prejuízo operacional de R$ 3,619 milhões no segundo trimestre deste ano, ante lucro operacional de R$ 36,270 milhões no mesmo período do ano passado.
A receita financeira líquida da companhia recuou 6,2% no segundo trimestre, ante o mesmo período do ano passado.
(Valor Econômico - Empresas - 15/08/2014)

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Exame: Projeção de vendas de materiais de construção recua pela 2ª vez

Diante do começo de ano ruim, a Abramat baixou duas vezes sua perspectiva de expansão das vendas em 2014. A projeção feita em janeiro era de alta de 4,5% no ano, revisada para 3,0% em maio e 2,0% em julho
A pretensão de investir entre os empresários da indústria de materiais de construção caiu para o pior nível desde outubro de 2009.
No mês de julho, apenas 51% dos empresários manifestaram ter intenção de investir nos próximos 12 meses. O patamar é o mais baixo desde outubro de 2009.
O resultado de julho também representa um forte queda em relação a junho e julho do ano passado.
A pesquisa foi divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). 
No primeiro semestre, as vendas da indústria de materiais de construção no mercado brasileiro caíram 4,6% em comparação aos mesmos meses do ano passado.
De novo, a Copa                     
Esse recuo é atribuído ao adiamento de compras por parte do consumidores, ao cenário de baixo crescimento da economia nacional e ao grande número de feriados com a Copa do Mundo.
Diante do começo de ano ruim, a Abramat baixou duas vezes sua perspectiva de expansão das vendas em 2014. A projeção feita em janeiro era de alta de 4,5% no ano, revisada para 3,0% em maio e 2,0% em julho.
Governo
A queda na pretensão de investimentos dentre empresários da indústria também pode ser explicada pelo aumento do pessimismo e indiferença em relação às medidas de incentivo por parte do governo.
Na pesquisa de julho, apenas 14% se disseram otimistas em relação às ações governamentais, 22%, pessimistas e o restante indiferente. Em julho do ano passado, 20% estavam otimistas e 20%, pessimistas.
(Revista Exame - Economia - Notícias - 05/08/2014)

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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Infomoney: Com prejuízo milionário, PDG dá desconto de R$ 560 mil

Em tempos de desaceleração no mercado imobiliário, não é de se espantar que algumas construtoras estejam oferecendo descontos para atrair clientes em certos empreendimentos que estão com vendas decepcionantes.

Este parece ser o caso da PDG Realty (PDGR3), que realizará, neste final de semana, uma grande oferta de imóveis com descontos que chegam até R$ 560 mil.

A promoção, chamada de "Na Ponta do Lápis", reúne tanto apartamentos residenciais quanto apartamentos comerciais, e será realizada em 13 estados brasileiros. Em São Paulo e Rio de Janeiro, onde as discussões sobre uma possível bolha imobiliária são mais fortes, os descontos são de até R$ 560 mil, no caso de São Paulo, e até R$ 500 mil, no Rio.

Não são esses os únicos estados com altos descontos: a companhia também lista descontos de até R$ 500 mil na Bahia, Goiás e Pernambuco. Estes últimos dois estados ainda não possuem uma data de realização da promoção, e podem ainda não ter tido os descontos aprovados pela direção da PDG.

Há, claro, um componente de marketing em uma operação destas. Contudo, ela não deixa de mostrar alguma coisa sobre o atual estado do mercado imobiliário, sobretudo para imóveis de preços mais elevados.

Prejuízo milionário
A própria PDG não vem tendo resultados financeiros muito positivos recentemente, apresentando prejuízo de R$ 135,3 milhões no último trimestre. Nos últimos tempos, diversas construtoras mostraram-se interessadas em apresentar "saldões de imóveis" nos últimos anos - o que pouco se via quando o mercado estava eufórico -, e a PDG já realizou outras operações no estilo.

São Paulo: terra da garoa e da bolha imobiliária
A quantidade de imóveis ofertados na cidade de São Paulo é muito maior do que o número de lançamentos da empresa nos últimos três anos, de acordo com o balanço patrimonial da PDG.

E a consequência do vibrante mercado imobiliário paulista (e também o carioca) na década passada, para muitos parece ter sido uma bolha imobiliária na região. Ao menos é o que pensa Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central e candidato a senador por São Paulo, e o economista vencedor do prêmio nobel Robert Shiller.

(Infomoney - Imóveis - Notícia - 11/08/2014)

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Rede Globo: Descontos nos imóveis em todo o Brasil são destaque no JH

Se antes você tinha praticamente certeza que comprar imóvel era um bom negócio, porque ele ia se valorizar nos próximos anos, isso não é mais verdade, explica o economista da Fipe

Construtoras e imobiliárias oferecem descontos que podem chegar a 30%. Os economistas dizem que depois de tantas altas, os preços finalmente estão se estabilizando.

Com o carnaval mais tarde, em março, e mais um mês de Copa do Mundo, o primeiro semestre ficou mais curtos para as imobiliárias. “Foram dois meses de férias e o ano que começou tardio”, explica Mirela Raquel Profineli, diretora de atendimento.

As altas seguidas no preço dos imóveis também não ajudaram nas vendas. “Está superfaturado, está fora da realidade alguns empreendimentos. A gente tem visto 200 metros quadrados a R$ 1,5 milhão”, relata o securitário Flavio Januário.

Descontos de 34%
Por isso, para baixar os estoques, o mercado teve que fazer feirões com descontos. Em um feirão em São Paulo, o cliente pode comprar imóveis residenciais ou comerciais em 72 empreendimentos, em todo o Brasil. A negociação sai na mesa e os descontos vão até 34%.

Mesmo com o desconto, é muito dinheiro envolvido e o consumidor tem que pensar bem para fazer um bom negocio. De acordo com o economista Bruno Oliva, o preço de tabela não é o que conta. O que vale é quanto o mercado paga. Em outras palavras, se você comprar hoje, por quanto conseguirá vender amanhã, se precisar.

A farra acabou
“Quem está olhando os imóveis agora tem que pesquisar muito, porque aquela tendência de alta que a gente viu em 2007 e 2008 acabou. Se antes você tinha praticamente certeza que comprar imóvel era um bom negócio, porque ele ia se valorizar nos próximos anos, isso não é mais verdade”, explica o economista da Fipe.

(Portal G1 - Jornal Hoje - Notícias - 09/08/2014)

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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Exame: Preços dos imóveis desacelaram pelo oitavo mês consecutivo

Contribuição do leitor Beto Waltz

A variação anual do preço médio dos imóveis no Brasil registrou desaceleração pelo oitavo mês consecutivo em julho, segundo o Índice FipeZap, que acompanha o comportamento do mercado imobiliário de 16 cidades brasileiras.
Oito das 16 cidades acompanhadas tiveram variação de preço igual ou menor do que a inflação projetada, de 3,9%. Isso significa que metade das cidades acompanhadas teve uma queda real, ou uma valorização menor do que a alta dos preços no período.
O indicador elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site Zap Imóveis, acompanha os preços do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet, que totalizam mais de 290 mil unidades todos os meses.
Além disso, são buscados também dados em outras fontes de anúncios online. A Fipe faz a ponderação dos dados utilizando a renda dos domicílios, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

(Revista Exame - Seu Dinheiro - Notícias - 05/08/2014)

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

DCI: Endividamento imobiliário sobe e bancos têm prejuízos bilionários

A atual desaceleração da economia brasileira vai impedir um ritmo maior da expansão do crédito nos próximos dois anos, diante da perspectiva de um menor crescimento da renda das famílias e preocupações com a manutenção do emprego

Os bancos brasileiros sofrem perdas bilionárias com a inadimplência. Entre os exemplos recentes registrados em balanços do segundo trimestre de 2014, o Bradesco exibiu perdas de R$ 11,9 bilhões em 12 meses, cerca de 3% de sua carteira de crédito expandida. O Santander também relatou em balanço, perdas líquidas com ativos financeiros em empréstimos e financiamentos de R$ 11,8 bilhões nos quatro últimos trimestres, ou cerca de 5,2% de carteira de crédito expandida.

Os últimos dados do Banco Central (BC), relativos a março de 2014, mostravam que o percentual das famílias com endividamento habitacional havia subido para 45,7%, enquanto o endividamento sem o financiamento habitacional havia recuado para 29,4%. "O problema do endividamento imobiliário, principalmente no programa Minha Casa Minha Vida, é que a família fica endividada por um longo tempo, 30 anos, e compromete a sua renda", diz Sobrinho.

(DCI - São Paulo/SP - Finanças - 05/08/2014)

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Folha: Construtoras de SP fazem saldão com 45% de desconto

Para tentar estancar a queda nas vendas de imóveis nos últimos 12 meses, acentuada no primeiro semestre, construtoras e imobiliárias começam a oferecer descontos que podem chegar a 45%

Desde sábado (2) até a próximo dia 9, a imobiliária Lopes vai oferecer unidades em mais 70 empreendimentos na grande São Paulo com descontos de até 34%, segundo a empresa.

A imobiliária reuniu-se com 16 incorporadoras nos últimos meses para negociar em quantas e quais unidades seria possível oferecer descontos para realizar uma liquidação geral, segundo Adriana Sanches, diretora de marketing da imobiliária.

A Copa "distraiu" os compradores
A Lopes não revelou o número de apartamentos que terão os preços reduzidos. Entre as parceiras na ação estão a Rossi, a Tecnisa, a Even, a OAS, a Stan e outras. "Isso não acontece todo ano. É a primeira vez que estamos fazendo uma ação neste formato. Tivemos um primeiro semestre muito difícil, não só para o mercado imobiliário, mas em todos os setores. A Copa distraiu os compradores", afirma.

Segundo a executiva, ainda não há um planejamento definido, mas a iniciativa pode ser expandida para outras regiões do país.

Descontos pesados
Com descontos ainda mais pesados, a partir da segunda quinzena de agosto, a imobiliária Realton, que se denomina um outlet de imóveis, vai reunir dez grandes incorporadoras na maior promoção que já realizou desde sua fundação em 2012. Serão descontos de até 45%, em rebaixas que podem alcançar até R$ 1 milhão em alguns imóveis, de acordo com a empresa.

A companhia, que comercializa os estoques de incorporadoras como Rossi, Tecnisa, Queiroz Galvão e outras, pretende funcionar como um shopping de ofertas on-line, no site da empresa.

Serão vendidos imóveis na capital paulista e também no interior do Estado.

Em geral, as unidades oferecidas são remanescentes de empreendimentos acumulados de lançamentos anteriores, prontos para morar.

Mais promoções e descontos
Em uma ação paralela, a incorporadora Rossi também lançou uma campanha, que vai até o próximo dia 5 com até 35% de desconto em outras unidades.

A empresa não informou a quantidade de imóveis ofertados.
A imobiliária Lello também vai começar a negociar com os donos dos imóveis de sua carteira, que reúne 17 mil propriedades prontas, tanto em vendas como em locação, para conseguir oferecer descontos de até 30%.

A empresa costuma fazer uma temporada de descontos todos os anos, geralmente em outubro, mas neste ano vai antecipar a ação, segundo Elaine Fouto, gerente de marketing da Lello.

(Folha - Classificados - Imóveis - Mercado - 02/08/2014)

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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Estadão: Indicadores mostram piora em todos os setores da construção

Os indicadores do setor da construção civil divulgados nos últimos dias apontam para a continuidade da desaceleração. A situação é pior no tocante às obras de infraestrutura, mas os números relativos à edificação residencial e, em especial, comercial também deixam a desejar

A Sondagem da Construção, divulgada na última segunda (28) pela Fundação Getúlio Vargas, mostrou queda, pelo quinto mês consecutivo, do Índice de Confiança da Construção (ICST). A variação negativa foi de 10,3% no trimestre maio/julho, em relação ao mesmo período de 2013, superando a registrada em junho (-9,8%). Utilizando os mesmos critérios de avaliação, a queda foi de 3,9% em janeiro. Mais do que a situação real, pioraram as expectativas.

Outra levantamento, outra queda 
Outro levantamento, a Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada na última quarta-feira, afirma que "a atividade da construção continua se retraindo e as expectativas não são positivas". Foram insatisfatórios os números relativos ao emprego, à disponibilidade de trabalhadores qualificados, à variação da inadimplência e aos juros. Dois itens - a margem de lucro operacional e a situação financeira - tiveram, no segundo trimestre, a pior avaliação da série histórica. Pioraram também os indicadores mensais e o nível de atividade em relação ao usual - estes já estão na casa dos 40 pontos, inferiores, portanto, aos 50 pontos que separam o otimismo do pessimismo.

Entre junho de 2013 e junho de 2014, as vendas de materiais de construção, no mercado interno, caíram 13,6%. No mês, caíram 11%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). O recuo foi de 4,6% entre os primeiros semestres de 2013 e de 2014. E a indústria de cimento está cortando investimentos em razão do recuo da atividade da construção civil, mostrou o Estado ontem.

Até as operações de crédito realizadas pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com recursos das cadernetas de poupança, perderam força em junho, com queda de 19,2% em relação a junho de 2013 (de R$ 11,17 bilhões para R$ 9,03 bilhões).

No mercado residencial, é possível supor que junho e julho sejam meses atípicos - influenciados pela paralisia dos negócios em decorrência da Copa do Mundo e das férias. Mas a queda da atividade nas obras de infraestrutura tem maior significado: os governos malogram na tentativa de elevar os investimentos.

(O Estado de S.Paulo - São Paulo/SP - Economia - 29/07/2014 - Pág.B2)

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