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quinta-feira, 26 de março de 2015

Folha: Vendas em queda, cancelamentos e estoques elevados

As vendas de imóveis residenciais fracas no ano passado impactaram nos planos das construtoras. Segundo as empresas, o foco para 2015 será zerar a quantidade de imóveis "encalhados" e avaliar novos projetos com cautela

A Gafisa – que teve seu lucro comprometido pelo fraco desempenho do segmento Tenda, de habitação popular– postergou projetos, na expectativa de que o mercado reaja. Já a Even condiciona os próximos produtos à demanda e ao ritmo de venda dos imóveis em estoque – os que não são vendidos até três anos após o lançamento.

A Rossi, que teve prejuízo líquido de R$ 619,4 milhões em 2014, também diz ter reduzido o número de lançamentos para se focar na venda de estoque. "Continuaremos atentos às condições de mercado, e focados na venda do estoque com alta liquidez, e adequação da nossa estrutura e custos a esta nova realidade", diz a empresa em seu balanço.

No ano passado, a maioria das empresas de capital aberto registrou queda no número de lançamentos na comparação com 2013. Na Cyrela, por exemplo, foram lançados 29% menos empreendimentos em 2014 do que no ano anterior. PDG, Direcional e Tecnisa também registraram queda em novos projetos.

Ano fraco
Os números são resultado de um ano fraco de vendas e as empresas trabalham com a perspetiva de zerar o alto estoque de unidades – aquelas que não são vendidas até três anos após o lançamento. Apenas na cidade de São Paulo, o número de imóveis em estoque foi recorde em 2014, com 27.255 imóveis em estoque, segundo dados do Secovi-SP (o sindicato do mercado imobiliário). É o maior número em dez anos.

Segundo os analistas Lucas Gregolin Dias e Caio Moreira, da Fator Corretora, o mercado imobiliário passa por um momento de ajuste e mesmo empresas que tiveram lucro em 2014 planejam lançar menos.

Para Marco Barbosa, analista da CM Capital Markets, as empresas aceleraram a produção quando o mercado apresentava uma outra dinâmica, de custos elevados para aquisição de terreno e alta nos encargos trabalhistas. Assim, é mais difícil para elas, agora, conseguirem vender o estoque, quando as vendas já estão desaquecidas.

"As empresas estão demorando mais de 30 meses para vender esses estoques. Imóveis parados têm um custo financeiro alto e há empreendimentos entregue com apenas 20% das unidades vendidas, quando o normal é chegar ao final da obra com 10% dos imóveis ainda não vendidos."

Cancelamentos continuarão em alta
O mercado prevê que o número de distrato (cancelamento de compra de imóveis) siga alto neste ano, em decorrência do aumentos das taxas de juros de financiamento imobiliário e do maior rigor por parte dos bancos na hora de conceder crédito ao consumidor.

Para analistas financeiros, como a taxa de juros deve seguir elevada, o que impacta na renda e no emprego, os distratos devem subir, pois mais gente tende a desistir da compra do imóvel em um cenário de maior insegurança econômica.

Na MRV, o total de distratos chega a R$ 1,45 bilhão – alta de 33% em relação a 2013. A empresa prevê queda no número de distratos a partir de 2016. O número de cancelamentos também é alto na Rossi, de R$ 1,4 bilhão, uma alta de 82% ante 2013.

(Folha de São Paulo - Imóveis - 25/03/2015)

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quarta-feira, 25 de março de 2015

Valor: Liquidação imobiliária

Enquanto aguarda as mudanças de regulamentação, o mercado segue com um ritmo fraco de movimentação em 2015. O total de negócios com fundos imobiliários listados caiu 44,5% de fevereiro de 2014 para igual período de 2015

Não bastando um ritmo fraco de novas ofertas em bolsa, a indústria de fundos imobiliários tem perdido alguns participantes. O valor depreciado das cotas negociadas em bolsa, com descasamento com o preço dos ativos reais, tem levado alguns gestores a aproveitar as oportunidades para vender imóveis e, em alguns casos, encerrar as operações das carteiras. A baixa liquidez do mercado e o contexto de juros altos, o que eleva o custo de oportunidade, ainda permanecem como pano de fundo para o baixo apetite dos investidores. 

Dentre os casos mais recentes está o do Mais Shopping Largo 13, empreendimento que pertencia aos fundos administrados pelo Bradesco e pela Credit Suisse Hedging­Griffo (CSHG). Os cotistas de ambas as carteiras aprovaram a venda das frações ideais. Com isso, os dois fundos foram liquidados, com a partilha do patrimônio entre os cotistas. 

No REP 1 CCS, também administrado pela CSHG, ocorreu situação similar. Os cotistas do fundo aprovaram a alienação do único imóvel integrante da carteira. A decisão também levou à aprovação da liquidação do fundo. 

Há ainda o caso do Fundo Máxima Renda Corporativa, que fechou, no início do mês, a venda dos ativos. Em fato relevante, foi informado que, com a conclusão da operação, será convocada assembleia extraordinária para deliberação acerca da destinação dos recursos e/ou liquidação do fundo. 

Casos não são pontuais
Para o diretor da área de fundos imobiliários da CSHG, André Freitas, os exemplos mencionados não são pontuais. No caso do Mais Shopping Largo 13, ele ainda ressalta que a oferta feita pelo comprador foi "muito boa". 

"Por vários fatores, alguns fundos estão negociando no [mercado] secundário num patamar muito abaixo que no mercado real. Então o imóvel tem uma avaliação e uma valorização superior ao fundo que representa, de alguma forma, um pedaço daquele imóvel ou ele inteiro", explica Freitas, mencionando a existência de um desconto em torno de 30% das carteiras negociadas em bolsa em relação aos respectivos valores patrimoniais. 

"É isso que tem levado alguns administradores, referenciados pelas assembleias, a procurar a venda dos ativos no mercado e levar ao fechamento do fundo", afirma o executivo. 

Situação vai persistir neste ano
O processo continua neste ano, aponta Freitas, mas de forma mais pontual. O mercado, diz, veio numa crescente de 2011 a 2013, olhando mais para fora. A partir do ano passado, foi necessário começar a olhar para dentro das carteiras, já que a alta de juros praticamente inviabilizou as ofertas, analisa o diretor. 

Apesar dos casos mais recentes do mercado, o advogado Carlos Ferrari, sócio do escritório N, F&BC Advogados, pondera que os dois primeiros fundos citados não eram tão pulverizados e observa que o fim das carteiras foi mais uma solução que uma estratégia. 

De toda forma, a taxa de juros elevada continua a atrapalhar o mercado de forma geral, e permanece o descolamento das cotas negociadas em bolsa do valor dos ativos. "Essa leitura já foi mais míope, mais distorcida no passado. Hoje se está cada vez mais próximo de entender que não deveria haver grandes distanciamentos entre o valor patrimonial das cotas e o do mercado, mas, toda vez que os juros sobem, existe essa visão de que se deve arbitrar", afirma Ferrari. 

Embora considere que o processo de encerramento de fundos não seja fácil, dada a necessidade de aprovação em assembleia, Gustavo Borges, operador de fundos imobiliários da XP Investimentos, lembra que carteiras com um ativo só são mais propensas a esse tipo de operação. 

E por que a decisão de vender? 
"Os investidores, até por medo do mercado, decidiram realizar e ficar com liquidez. Tem muita gente com receio de ficar com um ativo imobilizado", diz Claudia Martinez, diretora do Banco Máxima. 

E há a questão do próprio custo de oportunidade, ressalta o presidente do Banco Máxima, Saul Sabbá. "O dinheiro vai ter muito valor principalmente num mercado em que o crédito começa a ser muito restritivo." 

Queda de 44,5%
Enquanto aguarda as mudanças de regulamentação, o mercado segue com um ritmo fraco de movimentação em 2015. O total de negócios com fundos imobiliários listados caiu 44,5% de fevereiro de 2014 para igual período de 2015. Conforme os dados da BM&FBovespa, o volume financeiro também teve queda da mesma ordem, de 44%. 

E após quatro meses de crescimento, o total de investidores pessoas físicas voltou a cair em fevereiro. 

A marcação a mercado se torna de certa forma traumática para a pessoa física, avalia Freitas, da CSHG. "Você não vê todo o dia o preço do imóvel, mas na bolsa você vê a cota, e isso talvez incomode aquele investidor que sente uma diminuição do seu patrimônio. Ele 'tangibiliza' através da cotação o valor do patrimônio, o que muitas vezes não é real, porque não se realizou a venda", comenta. 

No mês passado, o retorno médio de todas as carteiras imobiliárias listadas em bolsa com negociação de cotas, ponderado por valor de mercado, voltou a ficar negativo, segundo os dados da Quantum, provedora de informações financeiras. O cálculo captura o efeito da variação das cotas no mercado secundário e o pagamento de rendimentos aos cotistas. 

(Valor Online - Finanças - 25/03/2015)

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terça-feira, 24 de março de 2015

Folha: Construtoras listadas no Ibovespa têm R$ 21,6 bi em estoque

O nível ainda elevado de estoques coloca pressão adicional às margens das companhias e preços dos imóveis, cujo avanço já está abaixo da inflação na maioria das cidades

A deterioração do cenário macroeconômico deixa mais incerto o ambiente para lançamentos de empreendimentos imobiliários em 2015, ano em que as construtoras e incorporadas manterão o foco na venda de estoques, que ficaram praticamente estáveis em 2014. 

R$ 21,6 bilhões em estoque
O estoque de imóveis residenciais das cinco empresas listadas no Ibovespa ­ Cyrela, Gafisa, PDG, Even e MRV ­ totalizou 21,6 bilhões de reais no ano passado, ante 21,8 bilhões em 2013. 

"O sucesso na venda de estoque deve trazer um novo ano de geração de caixa, que trará a liquidez necessária para enfrentarmos momentos de turbulência e eventualmente distribuir os recursos para os acionistas", disse a Cyrela na semana passada. 

O nível ainda elevado de estoques coloca pressão adicional às margens das companhias e preços dos imóveis, cujo avanço já está abaixo da inflação na maioria das cidades. 

O preço médio do metro quadrado dos imóveis anunciados em 20 cidades ficou abaixo da inflação pelo segundo mês consecutivo, de acordo com o índice FipeZap Ampliado divulgado no início deste mês. 

Postura conservadora e visão negativa
Diante de uma provável manutenção do atual cenário econômico, a Gafisa afirmou que manterá uma postura mais conservadora, com o objetivo de equilibrar a colocação de novos produtos no mercado, priorizando os de maior liquidez e garantir um "bom nível de rentabilidade". 

Já a Even informou que os lançamentos de 2015 estarão concentrados no segundo semestre, permitindo que sua equipe comercial esteja focada na venda do estoque na primeira metade do ano, além de ter mais visibilidade para avaliar a estratégia de lançamentos do ano. 

"Nós permanecemos com uma visão negativa já que não há nenhum estímulo positivo esperado para o setor e com o crédito imobiliário ficando mais caro e mais restrito", disse o analista do Bradesco BBI, Luiz Mauricio Garcia, em relatório divulgado ao mercado no sábado sobre os desafios macroeconômicos deste ano. 

Segundo ele, o anúncio dos detalhes do programa habitacional Minha Casa Minha Vida 3 não deve ser suficiente para evitar uma desaceleração em 2015. 

"O ano de 2015 será de austeridade. A empresa orçou e vai cumprir um nível de despesas em 2015 menor do que 2014", disse à Reuters Rafael Menin, copresidente da MRV, cuja maioria dos empreendimentos é elegível ao programa habitacional federal.

(Folha de São Paulo - Mercado - 23/03/2015)

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segunda-feira, 23 de março de 2015

Valor: Cancelamentos de vendas de imóveis continuarão em alta

Na temporada de balanços, houve quem reportasse distratos superiores a R$ 1 bilhão. É o caso da MRV, cujos cancelamentos de vendas somaram R$ 1,45 bilhão

O mercado prevê que os distratos continuarão elevados neste ano, devido ao grande volume de entregas de projetos esperado para o ano e ao aumento das taxas de juros e do rigor dos bancos na concessão de financiamentos. Há expectativa que o patamar dos distratos se mantenha, porém, por causa da defasagem entre o prazo de entrega e de repasse das unidades. Parte das rescisões deste ano será resultante de parcela do repasse de entregas realizadas em 2014 que ainda está ocorrendo. 

Distratos chegam a R$ 1,45 bilhão
Na temporada de balanços, houve quem reportasse distratos superiores a R$ 1 bilhão. É o caso da MRV, cujos cancelamentos de vendas somaram R$ 1,45 bilhão. A MRV espera número de distratos em 2015 parecido com o do ano passado e queda das rescisões em 2016. Os distratos da Rossi somaram R$ 1,04 bilhão. 

A Cyrela estima que o nível de entregas das safras de projetos problemáticos durante 2015 será semelhante ao do ano passado. Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Eric Alencar, o nível de distratos de imóveis da companhia não deve diminuir no atual cenário macroeconômico. "Mas também não há razões para aumentarem", diz Alencar. 

A EZTec avalia alternativas como a de manter, na sua carteira, clientes que forem desenquadrados do financiamento bancário no momento do repasse dos recebíveis em decorrência da elevação alta das taxas de juros. 

Em alguns casos, além dos juros mais altos na hora do repasse, o tomador também está em uma situação financeira pior, com renda mais comprometida com outras obrigações. 

Construtoras só olhavam se o cliente tinha 'nome sujo'
A visão dos bancos é que a causa dos distratos é a diferença entre critérios usados por instituições financeiras para aceitar um cliente e os das incorporadoras na hora de fechar negócio. "Hoje esses critérios estão mais alinhados, mas na safra de imóveis que estão sendo entregues agora havia diferenças substanciais. Algumas construtoras só olhavam se o cliente tinha 'nome sujo' no Serasa, por exemplo", afirma um executivo de um grande banco. 

Contribuiu também para o crescimento dos distratos uma mudança feita pela Caixa Econômica Federal em um dos critérios de concessão de crédito imobiliário para trabalhadores informais. O banco público criou um teto de renda mensal de R$ 4,85 mil para esse tipo de trabalhador. Acima desse valor, o banco precisa de outras fontes de comprovação de renda para liberar o recurso, o que inviabilizou algumas operações. "Não acredito que esse fator tenha causado grande aumento em distratos", diz diretor de habitação da Caixa, Teotônio Rezende.

(Valor Online - Empresas - 23/03/2015)

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quarta-feira, 18 de março de 2015

Valor: Pessimismo da construção aumenta em fevereiro

As apostas para os próximos meses também são pessimistas. Houve queda de 10,4% no indicador em fevereiro sobre novembro. Em 12 meses, o recuo foi de 26%

A 62ª Sondagem Nacional da Indústria de Construção Civil, relativa a fevereiro, indica piora nas perspectivas dos empresários sobre o desempenho das companhias do setor. Realizada pelo SindusCon­SP e pela FGV, a pesquisa mostra continuação da tendência de queda observada ao longo do ano passado. 

A percepção dos empresários sobre o desempenho atual de suas construtoras caiu 5,9% na comparação com o último levantamento, feito em novembro, e recuou 23,6% em 12 meses. 

No que diz respeito às dificuldades financeiras, a percepção das empresas do setor aumentou 1% em relação ao trimestre anterior e cresceu 6,9% em um ano. Dentre os piores indicadores, está o que aponta para as perspectivas de crescimento econômico — a queda foi de 12,4% sobre novembro e de 53,95% em 12 meses. 

As apostas para os próximos meses também são pessimistas. Houve queda de 10,4% no indicador em fevereiro sobre novembro. Em 12 meses, o recuo foi de 26%. 

Para o presidente do SindusCon­SP, José Romeu Ferraz Neto, “os empresários do setor se sentem reféns de uma política econômica malsucedida, que resultou em crise econômica e política”. Ele defende ainda a implementação de um ajuste fiscal por meio de corte de gastos, de forma a poupar o setor empresarial. A entidade critica o fim das desonerações concedidas às empresas.

(Valor Online - Empresas - 16/03/2015)

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terça-feira, 17 de março de 2015

Portal G1: Com setor desaquecido, preço dos imóveis cai

Uma casa no bairro dos Freitas, anunciada por R$ 900 mil, está sendo ofertada agora por R$ 650 mil – R$ 250 mil a menos – e segundo o corretor, o preço pode baixar ainda mais

O setor imobiliário de São José dos Campos está desaquecido. Estão sobrando ofertas de imóveis e faltando compradores. Um levantamento da Associação das Empresas Imobiliárias do Vale do Paraíba e Litoral Norte (Asseivap) mostra que atualmente São José dos Campos tem 5.400 unidades recém entregues ou em obras disponíveis para venda e locação, isso sem contar as mais antigas.

Este ano, as construtoras devem lançar 18 empreendimentos em São José dos Campos. Em 2016, a expectativa de lançamentos deve cair para 15. Para tentar fugir dessa má fase, proprietários, imobiliárias e construtoras estão dando descontos para garantir vendas.

A casa do aposentado Jessé Gonzaga está à venda há 8 meses. Ele começou pedindo R$ 480 mil pelo sobrado de 150 metros quadrados, mas sem muitos interessados, ele teve que baixar o preço. Ele tem pressa para fechar o negócio. “Como eu preciso vender com urgência, tive que baratear o preço”, disse o proprietário.

Quem dá menos?
A queda no valor dos imóveis pode ser constada nas diversas regiões da cidade. Uma casa no bairro dos Freitas, anunciada por R$ 900 mil, está sendo ofertada agora por R$ 650 mil – R$ 250 mil a menos – e segundo o corretor, o preço pode baixar ainda mais.

“Dá pra negociar, principalmente nos imóveis cujo valor é muito alto, o desconto pode ser ainda maior. A ajuda de um profissional pode ajudar o consumidor a identificar o real valor do imóvel por metro quadrado na região de interesse”, afirmou o corretor Ezequias Farjado.

Especialista assume que mercado estava especulador
A queda nos preços indicaria que esta seria uma boa hora para investir em um imóvel, mas essa conta não seria tão simples de ser feita. Outros fatores negativos precisam ser levados em consideração. A economia do país não anda bem, os juros para financiamentos subiram e poucos querem arriscar. “Podemos dizer que o mercado estava especulador agora está mais realista”, explicou o economista Guaraci de Moraes.

(Portal G1 - SP - Vale do Paraíba e Região - Notícia - 15/03/2015)

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segunda-feira, 16 de março de 2015

Portal G1: Vendas de imóveis caíram 77% em SP, diz Secovi

A venda de imóveis novos da cidade de São Paulo recuou em janeiro, tanto em relação a dezembro quanto na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi).

Em janeiro, a capital registrou a venda de 737 unidades residenciais novas, representando uma queda de 77% em relação a dezembro, quando foram comercializadas 3.252 unidades, resultado já  esperado pelo mercado, de acordo com o Secovi.

"Além do efeito sazonal do início do ano - período impactado pelas férias escolares, o que reduz o movimento nos estandes -, janeiro sucedeu o melhor mês do ano passado em termos de comercialização de imóveis."
No entanto, frente a janeiro de 2014, também houve baixa nas vendas, de 28%.

O Valor Global de Vendas (VGV) atingiu volume 76% inferior ao de dezembro e 26% a menos que janeiro de 2014, considerando os valores atualizados pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Lançamentos caem 88%
Segundo os dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), foram lançadas 546 unidades residenciais no município de São Paulo, com redução de 88% em relação a dezembro e aumento de 32% frente a janeiro de 2014.
(Portal G1 - Economia - Notícia - 16/03/2015)
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sexta-feira, 13 de março de 2015

Portal G1: Demissões superam contratações na construção civil

Em 2014 a construção civil perdeu mais de 110 mil empregos formais e encolheu pela primeira vez desde 2003

A crise na economia brasileira levou o número de demissões a superar as contratações na construção civil pela primeira vez em 11 anos.

Servente de pedreiro desempregado, William Firme diz que está sem condições de criar os quatro filhos.

O caso dele não é exceção. Em 2014 a construção civil perdeu mais de 110 mil empregos formais e encolheu pela primeira vez desde 2003.

Os números deste ano mostram que os cortes continuam. No mês de janeiro, quase 10 mil vagas foram fechadas e tem construtora fechando e demitindo em massa.

As demissões são o principal reflexo da desaceleração do mercado de imóveis. Em São Paulo, o número de lançamentos caiu 7% no ano passado, enquanto as vendas despencaram 35%. Tem imóvel encalhado também em Belo Horizonte.

Com o aumento das demissões no setor que absorve muita mão de obra, pouca experiência acaba gerando mais tensão na economia. Os trabalhadores sentem dificuldade de se adaptar a outras funções e isso representa mais tempo de espera para voltar ao mercado de trabalho.


William conta que tentou virar trocador de ônibus e mandou currículos também para o comércio, fez entrevista, mas nada deu certo até agora. "Temos que esperar a hora que Deus vai abrir a porta, vamos ver o que acontece", diz.

(Portal G1 - Hora 1 - Notícia - 12/03/2015)

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quinta-feira, 12 de março de 2015

Valor: Intenção de investimento da construção cai para o menor nível

O levantamento aponta que 50% das empresas estão pessimistas em relação ao governo nos próximos 12 meses, 11 pontos percentuais acima do nível de janeiro

A intenção de investimento das empresas de construção civil caiu, em fevereiro, para 47%, segundo o termômetro mensal da Associação das Indústrias de Materiais de Construção (Abramat). Foi a primeira vez, desde janeiro de 2010, que o percentual ficou abaixo de 50%. 

Em nota, o presidente da Abramat, Walter Cover, afirmou que os principais indicadores da indústria de materiais indicam pessimismo. “A recuperação do setor exige a adoção urgente de medidas em favor da competitividade e de estímulo ao investimento. A indústria também espera um incremento no Minha Casa Minha Vida e nas concessões, bem como uma flexibilização na recente proposta de mudança na desoneração da folha”, disse o representante da Abramat na mesma nota. 

Cover citou que a indústria de materiais começou a demitir neste início de 2015, o que não ocorreu no ano passado. O levantamento aponta que 50% das empresas estão pessimistas em relação ao governo nos próximos 12 meses, 11 pontos percentuais acima do nível de janeiro. A maioria das indústrias (61%) apontou expectativas regulares para as vendas.

(Valor Online - Empresas - 10/03/2015)

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quarta-feira, 11 de março de 2015

Efeito Bolha: Crise faz proprietários oferecerem aluguel de graça

Em um caso mais extremo, ela conta que o proprietário de um conjunto de andares comerciais deu 12 meses de carência no aluguel dos espaços. Isso significa que no primeiro ano, os locatários pagarão apenas condomínio e IPTU

A crise chegou ao mercado de aluguéis comerciais em Belo Horizonte na forma de tapumes espalhados pelos corredores dos shoppings para tampar as lojas vazias e negociações inusitadas entre proprietários e locatários nas lojas e salas em geral. “Para conseguir alugar, os proprietários estão concedendo descontos de até 50% ou renovando os contratos por valores menores do que os anteriores”, diz a gerente de locação da Sancruza Netimóveis, Evânia Martins.

Em um caso mais extremo, ela conta que o proprietário de um conjunto de andares comerciais na avenida Barão Homem de Melo deu 12 meses de carência no aluguel dos espaços. Isso significa que no primeiro ano, os locatários pagarão apenas condomínio e IPTU. “Pelo menos o proprietário não tem que arcar com esses custos”, explica ela.

Já nos shoppings, as lojas vazias estão tanto nos centros comerciais novos, quanto nos antigos. O diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luis Augusto Ildefonso da Silva, diz que a vacância reflete o atual momento da economia.

“Acontece sempre que a economia está morna”, diz. Ele completa que os shoppings mais novos são os que mais sofrem. Há três anos, os novos empreendimentos inauguravam com 8% a 9% de lojas fechadas. Hoje, o índice chega a 25%.

Se não baixar o preço, não tem negócio
Negociar a redução dos aluguéis e dos condomínios, quando for o caso, é uma das sugestões das entidades representativas dos lojistas para enfrentar a crise. “Os aluguéis que foram pagos em 2013 e 2014 não cabem na realidade de 2015”, diz o presidente do Sindicato do Comércio Lojista de Belo Horizonte (Sindilojas-BH), Nadim Donato. O ideal, segundo ele, seria uma queda de 20%.

Vendas em queda, cenário pior
Aluguel e condomínio são os grandes vilões dos shoppings. Segundo a Aloshopping e a Alshop, esses custos são calculados pela média ou pela expectativa de faturamento das lojas. Como o movimento despencou nos últimos meses – o Natal, por exemplo, foi o pior dos últimos oito anos para o setor – os lojistas não conseguem mais arcar com os valores. “As vendas estão diminuindo e o lojista continua pagando o mesmo”, diz o superintendente da Aloshopping.
 (O Tempo - Capa - 10/03/2015)

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terça-feira, 10 de março de 2015

O Globo: Com vendas em baixa, setor sofre com queda dos preços

Contribuição do leitor Beto Waltz

O consumidor - arisco pelo retorno do medo do desemprego e com o orçamento mais apertado - teme ainda investir em um mercado que vem perdendo a atratividade dos últimos anos. 

Lançamentos em série, vendas meteóricas, escalada de preços. Esqueça. Tudo isso ficou no passado do mercado imobiliário brasileiro. Com a crise político-econômica, os negócios no setor esfriaram. Houve estabilização de preços e, com o freio no consumo, os estoques de unidades prontas cresceram. Ano passado, as vendas de imóveis encolheram 35% e não dão sinal de recuperação. Para ganhar a confiança do agora super cauteloso consumidor, construtoras e imobiliárias já oferecem descontos e negociam melhores condições de pagamento. No segmento de imóveis usados, que precisa concorrer com a grande oferta de novos, as reduções de preço são mais frequentes, mesmo em cidades como o Rio, considerada a melhor praça do setor no país.

Nesse cenário, a exemplo do que já fizeram ano passado, as construtoras vão reduzir lançamentos em 2015. Em São Paulo, o estoque de imóveis prontos é recorde, com mais de 27 mil unidades à espera de comprador. Em Brasília, as vendas caíram pela metade, puxando redução de 20% nos preços.O consumidor - arisco pelo retorno do medo do desemprego e com o orçamento mais apertado - teme ainda investir em um mercado que vem perdendo a atratividade dos últimos anos. Pesam ainda nessa conta a queda no preço dos aluguéis e fatores como segurança e mobilidade urbana.

Proprietários se sentiam milionários
Nos últimos anos, muitos proprietários de imóveis da Zona Sul, Niterói, Barra e da Grande Tijuca passaram a se sentir milionários. Tudo graças à incrível valorização das residências nestas regiões. Agora o movimento é outro: é preciso ajustar preços. E nem mesmo quem trabalha neste mercado escapa da nova realidade. Elza Salles, gerente de uma imobiliária, está penando para vender seu apartamento de três quartos e 120 metros quadrados na Rua Santa Clara, coração de Copacabana. Anunciado por R$ 1,5 milhão cinco meses atrás, ela não recebeu nenhuma ligação pelo imóvel. Mês passado, Elza baixou o valor para R$ 1,25 milhão. Nada ocorreu. Até o momento, a melhor proposta que recebeu foi de R$ 1,1 milhão, mas insiste no preço pedido:

- É um apartamento que venderia como quisesse antes da Copa. Hoje, tenho dificuldade.

Não é um caso isolado. A valorização na maior parte dos bairros da cidade nos últimos 12 meses ficou abaixo da inflação e chegou a cair em áreas como Lagoa (-1,01%) e Gávea (-1%), segundo dados do Secovi-Rio, sindicato do setor de habitação. 

Especialista não vê bolha, mas vê queda inevitável
O mercado do Rio totalizou 16,9 mil unidades lançadas no ano passado, queda de 20% ante 2013. Este ano, os lançamentos devem cair no mesmo patamar ou até mais. A proporção, diz Matos, dependerá das condições da economia.

Ricardo Humberto Rocha, professor do Insper, destaca que não se trata de bolha imobiliária no Brasil. Mas vê a retração em lançamentos como algo inevitável, repetindo ou superando a taxa registrada em 2014:

- Esse ajuste levará a dois questionamentos de pontos nebulosos: a real margem das construtoras e os custos do setor.

Corretores estão trocando de profissão
Para Pedro Seixas, coordenador acadêmico do MBA em negócios imobiliários da FGV, é uma questão de equilíbrio entre oferta e procura:

- A oferta está maior, então é bom para quem quer comprar imóvel.
As imobiliárias estão atentas à mudança. Há comentários sobre corretores independentes trocando de ramo e pequenas empresas optando por funcionários em home office.

- Acabou a época em que o vendedor mandava no mercado. Em 2014, as vendas de imóveis no Rio caíram 35%. Para vender, é preciso seduzir o consumidor com melhor preço, qualidade e produto adequado - diz Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel. - Mais à frente, com estoques zerados, o preços tendem a subir.


Descontos de R$ 450 mil
A PDG, por exemplo, realiza uma espécie de saldão neste fim de semana. No mercado do Rio, vai oferecer descontos de até R$ 450 mil no preço.

- É mais uma questão de conjuntura. Não vejo mudanças estruturais que justifiquem queda de preços no médio prazo - diz Carlos Piani, presidente da incorporadora.

O vice-presidente de Operações no Rio da Brasil Brokers, Bruno Serpa Pinto, espera diversos eventos de feirões na cidade, para resolver problemas pontuais das construtoras:

- Será algo igual ao feito pela indústria automobilística, vamos enxugar o pátio e o setor seguirá.

Investidores pularam fora do mercado
A Gafisa criou um pacote de medidas para atenuar a cautela do consumidor. Imóveis adquiridos na planta este mês terão taxa zero de reajuste até o fim das obras. A empresa promete indenização em caso de atraso na entrega, além de isenção de juros por parcelas não pagas por até seis meses caso o comprador perca o emprego, diz o diretor Luiz Siciliano.

Esse medo de comprar do consumidor é um dos entraves ao mercado. Por trás dele há mais que a cautela frente ao cenário econômico, com instabilidade de emprego e renda.

- Para o brasileiro, comprar a casa própria é a realização de um sonho. Representa estabilidade, sucesso, numa lógica de resguardo e proteção. Mas agora está atrelada a contratos de financiamento por uma vida inteira. As pessoas têm medo de se arriscar - explica Hilaine Yaccoub, doutora em antropologia do consumo e professora da ESPM-Rio.

Com pessoas fugindo da compra e maior oferta de imóveis, em paralelo, cai o preço do aluguel.

- O ano passado foi o que mais fechei contratos de locação nos últimos cinco anos. Os investidores pularam fora do mercado. Quem tem dinheiro aplicado pensa duas vezes antes de investir num ativo que não vai render mais que a inflação. Isso emperra o mercado - diz Rodrigo Barbosa, do site Morabilidade, com foco em imóveis classe A.

Miguel de Oliveira, diretor da Associação dos Executivos de Finanças (Anefac), alerta para o fato de haver mais dificuldade na concessão de crédito:

- Os bancos estão mais seletivos, exigem mais garantias e estão menos dispostos a dar financiamentos longos, de 35 anos.

Rogério Quintanilha, gerente de vendas da administradora de imóveis Apsa, destaca que a maior dificuldade de vendas está aumentando o número de pessoas ofertando imóveis para aluguel:

- Ficar com imóvel fechado implica custos. Então os preços começam a cair.

(O Globo - Economia - 08/03/2015)

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segunda-feira, 9 de março de 2015

Portal R7: Preços precisam baixar mais, afirma presidente do Creci-SP

Acredito até que os preços precisam baixar mais um pouco para cair dentro da realidade do mercado, porque a renda familiar não alcança a necessidade para a pessoa assinar um contrato - José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP
Após quase uma década de preços em alta e vendas elevadas, o mercado imobiliário mudou a estratégia em 2015. Para recuperar clientes, as construtoras, incorporadoras, imobiliárias e donos de imóveis estão realizando uma "reacomodação" dos preços, por meio de descontos e facilidades de pagamento que não ocorriam quando o mercado estava superaquecido.
O mercado de imóveis novos registrou desempenho ruim em 2014, com menos lançamentos, vendas baixas e, consequentemente, alta no estoque (unidades não vendidas após três anos). 

Segundo o Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), o estoque passou de 19.692, em 2013, para 27.255 unidades em 2014.
Queda de 35% nas vendas
Esse acúmulo se deve às baixas vendas do ano passado, que chegaram a 21,6 mil unidades - 35% a menos que 2013, pior resultado desde 2004.

“O imóvel anda muito junto com a economia, e a economia foi terrível em 2014 e vai ser pior ainda em 2015”, justifica Emílio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.
— Para comprar um imóvel ou algum bem que você fica muitos anos pagando, a gente precisa ter confiança, numa forma geral, confiança no emprego, confiança na renda, confiança de que não terá nenhuma catástrofe. Então ele [comprador] pensa duas, três, quatro vezes [antes de fechar negócio].
— As construtoras vão pensar um pouco mais antes de fazer um lançamento. E as incorporadoras têm que se adequar a esse estoque enorme.
Descontão à vista
2015 promete ser também o ano dos descontos. O motivo é bem simples: seja comprando um imóvel novo ou usado, há margem para pechinchar. Isso amplia as formas de pagamento e pode derrubar o preço. “O mercado está aberto”, dizem os especialistas.
No caso dos novos, as oportunidades estão nos feirões de queima de estoque. No último sábado (7), a imobiliária Lopes realizou uma campanha com 14 incorporadoras de 60 empreendimentos. O desconto prometido era de até 32%.
A MRV Engenharia, a Gafisa e a Tecnisa, dos ramos de construção e incorporação, também estão com queima de estoque em andamento.
No caso da Gafisa, as promoções acontecem em seu site até o fim do mês.
As empresas não revelam até quando continuam os feirões, mas a expectativa é de que essa estratégia perdure até a redução dos estoques.
Já no caso dos usados, os descontos não devem passar dos 10%, dizem os corretores. Eles destacam, no entanto, as facilidades na hora de comprar.
“O cliente vendedor final ou o cliente incorporador está mais suscetível à negociação. Isso faz com que aumente a demanda do cliente [comprador] por nossos imóveis”, afirma Rodrigo Gordinho, diretor de Imóveis Prontos da Lopes, que também prevê um primeiro trimestre melhor em 2015 do que em 2014.
— Não vai ser mais aquela loucura de subir preço. Abaixar preço também acho muito difícil. Mas é um assentamento natural de preços, e as melhores oportunidades vão prevalecer.
Igor Freire, diretor de vendas da Lello Imóveis, afirma que, quando o mercado estava “superaquecido”, os vendedores não aceitavam redução de preço, ou um sinal (pagamento inicial) mais baixo, como vem ocorrendo agora.
Para Viana Neto, do Creci-SP, os preços podem baixar ainda mais.
— Acredito até que os preços precisam baixar mais um pouco para cair dentro da realidade do mercado, porque a renda familiar não alcança a necessidade para a pessoa assinar um contrato.
(Portal R7 - Economia - 09/03/2015)
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sexta-feira, 6 de março de 2015

Estadão: Indicadores da construção são os piores da década

Inflação e queda de renda afetam as expectativas de produtores e compradores, mesmo havendo oferta de crédito. Setor foi o que mais demitiu nos últimos 12 meses

O setor da construção civil poderá ter, em 2015, um dos piores desempenhos, a se confirmarem as tendências apontadas pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre­FGV), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pelo sindicato da habitação (Secovi) e pelo Ministério do Trabalho. O que torna o problema mais grave é o fato de o segmento operar em ciclos longos, ou seja, o pessimismo atual tende a influenciar a produção dos próximos anos. 

Entre janeiro e fevereiro, o Índice de Confiança da Construção (ICST), da FGV, caiu 6,9%, maior recuo mensal desde julho de 2010. Chegou a 83,8 pontos e é o mais novo recorde negativo da série ­ abaixo dos 100 pontos que dividem a banda otimista da pessimista. A média histórica é de 121,4 pontos. 

A Sondagem Indústria da Construção da CNI relativa a janeiro também mostrou os piores indicadores da série iniciada em janeiro de 2010, com nível de atividade de 36,9 pontos numa escala de 0 a 100, sendo 50 o ponto que separa otimismo e pessimismo. O nível de atividade efetivo em relação ao usual caiu quase ininterruptamente desde o primeiro trimestre de 2012, sendo maior nas grandes empresas. Apenas 60% da capacidade instalada foi utilizada, 10 pontos porcentuais menos do que em janeiro de 2014. 

Queda de R$ 20,5 bi nas vendas, só na cidade de São Paulo
O balanço do Secovi sobre o mercado imobiliário da capital e Região Metropolitana de São Paulo em 2014 também foi negativo, com mais lançamentos do que vendas e, assim, com alta de estoques. É o que justifica as promoções de fim de semana de construtoras e imobiliárias. Os construtores querem reduzir estoques ainda que abrindo mão das margens de lucro habituais. No Município de São Paulo foram lançadas 31,7 mil unidades e comercializadas 21,6 mil, com queda de vendas de R$ 20,5 bilhões para R$ 11,9 bilhões, segundo as pesquisas da Embraesp. 

Além disso, foram cortados em 12 meses, até janeiro, 167 mil empregos formais na construção, dos quais 9,7 mil no mês retrasado. Em termos relativos, o setor suprimiu 5,18% dos postos ­e foi o que mais demitiu nos últimos 12 meses. 

Inflação e queda de renda afetam as expectativas de produtores e compradores, mesmo havendo oferta de crédito.

(Estadão - Notícias - Geral - 04/03/2015)

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