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quinta-feira, 5 de março de 2015

Valor: Com biênio perdido, construção terá pior desempenho desde 1992

Se confirmadas as previsões de economistas ouvidos pelo Valor, seria o pior desempenho da construção desde 1992, quando esse componente do PIB industrial diminuiu 5,8%

Depois de contribuir positivamente com o crescimento da economia, a atividade da construção civil deve ter o pior biênio da série histórica mais recente das contas nacionais em 2014 e 2015. 

No ano passado, a perda de fôlego do mercado imobiliário, a paralisia dos negócios provocada pela Copa do Mundo e, em menor escala, o comportamento mais modesto do consumo das famílias deve ter levado o Produto Interno Bruto (PIB) do setor a encolher mais de 5%. 

Se confirmadas as previsões de economistas ouvidos pelo Valor, seria o pior desempenho da construção desde 1992, quando esse componente do PIB industrial diminuiu 5,8%. 

Situação deve se agravar
Em 2015, a situação pode se agravar, devido aos impactos da Operação Lava-­Jato sobre os investimentos da Petrobras e das construtoras envolvidas nas investigações. A construção civil representa pouco menos de 4,7% do PIB, mas considerando a cadeia do setor, esse peso chega a cerca de 8%, de acordo com cálculos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre­FGV). 

Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do Ibre, a evolução do setor dentro do PIB é atrelada à trajetória da produção de insumos típicos da construção civil, que caiu 5,7% em 2014. Nas estimativas da entidade, o PIB da construção caiu 5,2% no ano passado. 

Em um cálculo feito com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon­SP), que considera dados do Ministério do Trabalho, Ana Maria aponta que o número de trabalhadores com carteira nas construtoras também apresentou queda.

"A média do ano não foi tão ruim, mas houve grande deterioração da atividade no segundo semestre", diz a economista, mencionando que, feitos os ajustes sazonais, o nível de emprego na construção recuou 2,7% entre a primeira e a segunda metades de 2014. Segundo ela, os primeiros meses do ano ainda foram bons devido à aceleração de obras para a Copa do Mundo, mas, nos últimos meses de 2014, o segmento de infraestrutura deu contribuição negativa ao setor. 

De acordo com Ana Maria, as obras passaram a andar em ritmo mais lento em função de atrasos nos pagamentos. Além disso, o fim do ciclo de lançamentos imobiliários, decorrente das dificuldades do setor no cumprimento de prazos, mas também de uma redução da demanda, foi outro fator que levou à queda do PIB da construção. 

Queda nas vendas e nível de incerteza elevado
O ano passado, porém, já foi um período de menor dinamismo dos lançamentos. Na média de dez capitais brasileiras, estimativas da Tendências Consultoria com base em informações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) apontam que 2014 deve terminar com queda de 28% nas vendas de imóveis. "Com o nível de incertezas elevado, o segmento residencial sofreu bastante", diz Mariana Oliveira, economista da consultoria, para quem o PIB da construção caiu 6,1% no ano passado. 

Além do desempenho mais modesto do segmento imobiliário, ela menciona que a atividade da construção também foi afetada por fatores pontuais em 2014. "Houve uma paralisia geral da construção, especificamente em junho e julho, devido à Copa", afirma Mariana. 

Expectativas piores para 2015
Para este ano, as expectativas são piores. Após cortar a estimativa para o PIB de 2015 ­ a consultoria trabalha com retração de 1,2% da economia no período ­ Mariana passou a trabalhar com recuo de 9,4% da atividade da construção civil. Em seus cálculos, a incorporação dos impactos da Lava­Jato, sozinha, derrubou o PIB da construção em cerca de dez pontos percentuais, levando­se em conta a redução de 30% dos investimentos da Petrobras e, ainda, a paralisação das obras tocadas pelos 23 grupos econômicos investigados. 

Com peso menor na construção, o chamado "consumo formiga", ancorado nas compras de material de construção das famílias, também não deve ter bom resultado em 2015. No ano passado, o volume de vendas de material de construção no varejo ficou estagnado, depois de ter crescido 6,9% em 2013. "A expectativa é que a renda não cresça como em outros anos, e há um ambiente mais pessimista, com crédito mais caro", observa Ana Maria, do Ibre, que prevê queda de 5,5% do PIB da construção neste ano. 

Na avaliação do Sinduscon­SP, o valor agregado das construtoras ficará estagnado entre 2014 e 2015. O nível de emprego no setor deve diminuir 2% e a produção de insumos típicos da construção civil terá recuo de 1,5%. Em nota, o sindicato afirma que os condicionantes positivos para a construção, como a contratação pelo governo de obras de infraestrutura e de novas unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, serão contrabalançados por fatores negativos. 

"A expectativa para 2015, no setor imobiliário, ainda é de queda no emprego, uma vez que o menor volume de obras neste ano é fruto de decisões de investimento tomadas no ciclo de desaceleração em 2013 e 2014", afirma a entidade. 

Números bastante desanimadores
A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) divulgou números bastante desanimadores para o setor. O faturamento deflacionado das vendas internas de materiais de construção caiu 11,5% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado e encolheu 2,9% na comparação com dezembro de 2014.

(Valor Online - Brasil - 04/03/2015)

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quarta-feira, 4 de março de 2015

Portal G1: Imóveis têm nova queda real de preços em fevereiro

Os preços dos imóveis anunciados em fevereiro voltaram a ter queda real na comparação com o mês anterior, segundo pesquisa divulgada pela Fipe.

Na média, os preços subiram 0,17% em 20 cidades brasileiras de janeiro para fevereiro. Ante o segundo mês do ano passado, a valorização foi de 5,87%. Os dois índices, no entanto, são menores que a inflação calculada pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para esses períodos, de 1,07% e 7,54%, respectivamente – ou seja, descontada a inflação, os preços tiveram queda.

Nos dois primeiros meses do ano, considerando o aumento esperado para o IPCA de 2,32% e a variação de 0,55% do Índice FipeZap acumulados, a variação em termos reais para o preço médio de venda do metro quadrado nas 20 cidades pesquisadas em 2015 é de -1,7%.

Nessa mesma base de comparação, todas as 20 cidades que compõem o Índice FipeZap Ampliado têm variações menores do que a inflação, sendo que Brasília, Florianópolis, Curitiba, Niterói e Porto Alegre apresentam queda nominal.

(Portal G1 - Economia - Notícia - 04/03/2015)

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terça-feira, 3 de março de 2015

Portal G1: Maior imobiliária do País também adere à onda dos descontos

Na semana passada, a PDG Realty anunciou sua segunda campanha nacional de descontos em menos de um ano, com baixa de preços de até R$ 500 mil

A Lopes, maior imobiliária do país, vai oferecer até 32% de desconto em promoção de venda imóveis na região metropolitana de São Paulo, enquanto construtoras e incorporadas continuam enfrentando estoques elevados de unidades de médio e alto padrão. Na semana passada, a PDG Realty anunciou sua segunda campanha nacional de descontos em menos de um ano, com baixa de preços de até R$ 500 mil.

Além dos descontos, facilidade de pagamento
Em 2014, os lançamentos do setor ficaram acima das vendas, causando um aumento nos estoques, que encerraram o ano em 26 bilhões de reais, uma alta anual de 4 por cento. O volume representa 16 meses de vendas, segundo cálculos de analistas do JPMorgan divulgadas em relatório.Os empreendimentos que terão descontos oferecidos pela Lopes são modelos de 1 a 4 quartos, com valor médio de R$ 490 mil. A empresa também anunciou "facilidade de pagamento".

(Portal G1 - Economia - Notícia - 02/03/2015)
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segunda-feira, 2 de março de 2015

Agência Brasil: Ano da construção começa ruim, com expectativa de piora

Para os próximos seis meses, os números demonstram piora nas expectativas dos empresários

O ano começou com a queda da atividade da construção, na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Conforme dados reunidos pela confederação, a queda na atividade no setor se acentuou em janeiro, ampliando a ociosidade, com o índice de evolução recuando de 39,4 pontos para 36,9, de dezembro de 2014 a janeiro de 2015. O número de empregados caiu de 39,4 para 37,8 pontos. Os indicadores variam de 0 a 100 pontos e, quando estão abaixo dos 50, mostram que a atividade e o emprego caíram no mês.

“As quedas no nível de atividade e no número de empregados foram as mais intensas e disseminadas pelo segmento industrial desde o início da série histórica, em janeiro de 2010, e em todos os portes de empresas”, informou a CNI, por meio da publicação Sondagem Indústria da Construção, divulgada no último dia 27. 

Números devem piorar
Para os próximos seis meses, os números demonstram piora nas expectativas dos empresários. Em fevereiro, o indicador de novos empreendimentos e serviços teve queda de 47,7 para 44,3 pontos ; o de compras de insumos e matérias-primas recuou de 47,1 para 44,2 pontos e o de número de empregados diminuiu de 46,9 para 44,2 pontos.

O índice de intenção de investimento teve queda de 4,9 pontos em relação a janeiro e ficou em 35,9 pontos em fevereiro, com forte impacto nas perspectivas das grandes empresas. Nas grandes construtoras, o índice teve queda de 37,6 para 33,5 pontos.

A pesquisa foi feita de 2 a 12 de fevereiro com 586 empresas, das quais 194 são de pequeno porte, 266 são médias e 126, de grande porte.

(Agência Brasil - Economia - Notícia - 27/02/2015)

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Estadão: PDG lança campanha nacional de descontos de até R$ 500 mil

A PDG Realty vai lançar em março a segunda campanha nacional de descontos em menos de um ano, com redução de preços de até R$ 500 mil, com o objetivo de diminuir os estoques da companhia. A ação será feita nos dias 7 e 8 de março, com a oferta de imóveis residenciais, comerciais e loteamentos em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus e várias outras cidades. 

Em São Paulo, serão oferecidos descontos de até R$ 320 mil, em mais de 60 endereços, disse a PDG em comunicado à imprensa. Dados relativos ao terceiro trimestre de 2014 mostram que o estoque a valor de mercado da PDG era de R$ 3,3 bilhões, queda anual de 28%. 

(Estadão - Economia - Notícias - Geral - 26/02/2015)

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Folha: Venda de imóveis novos despenca 35% em São Paulo

Com negócios em ritmo mais lento, o estoque de imóveis residenciais na cidade de São Paulo encerrou 2014 com 27.255 unidades. É o maior número desde 2004, início da série histórica, e reflete a queda de 35% nas vendas do ano passado, em relação a 2013

Segundo dados divulgados pelo Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário) ontem (25), o total de imóveis em estoque – aqueles que não foram vendidos até três anos após o lançamento – subiu mesmo com a queda do número de imóveis lançados na cidade no ano passado. Foram 2.509 unidades a menos do que em 2013.

Ante 2013, a maior queda foi de unidades com quatro dormitórios, de 35,6%, segundo o Secovi.


Números preocupam o setor desde o fim do ano passado
"A opinião dos empresários do setor é compatível com um cenário de baixo crescimento do setor em 2015. Ainda há uma expectativa sobre as mudanças na economia como um todo e seu impacto na renda, emprego e credito, bem como na politica fiscal", diz Walter Cover, presidente da Abramat (Associação da Empresas de Materais de Construção).

Presidente do Secovi "desmente" números
Para Claudio Bernardes, presidente do Secovi, apesar da preocupação do setor, a demanda por imóveis ainda é alta e a maior parte do que está em estoque é de unidades de menor valor.

(Folha de São Paulo - Classificados - Imóveis - 25/02/2015)

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Valor: Piora a percepção sobre o setor imobiliário

A percepção do mercado em relação ao setor de incorporação piorou desde que o ano começou, em função dos ajustes anunciados pelo governo federal, da perspectiva de aumento do desemprego, do custo de financiamento imobiliário mais elevado e da queda da confiança do consumidor. O agravamento do cenário se soma aos estoques elevados de imóveis e à velocidade de comercialização já reduzida

De 2007 a 2011, o setor imobiliário teve forte expansão, devido a fatores como crescimento do nível de emprego e da renda, cenário distinto do atual. "Com o aumento do desemprego e a piora da confiança do consumidor, os ativos que mais sofrem são os de valor agregado elevado e comprados com financiamento, como imóveis e carros", afirma um analista, que pediu seu nome não ser citado.

Em janeiro, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu para 89,8, nível mais baixo desde o início da série, em 2005.

Mais um ano de queda
O mercado espera que este seja mais um ano de retração de lançamentos e vendas das incorporadoras de capital aberto. Em 2014, o setor reduziu lançamentos pelo terceiro ano consecutivo. As prévias operacionais divulgadas por Cyrela, Direcional, Even, EZTec, Gafisa, Helbor, MRV, PDG e Rodobens Negócios Imobiliários apontam que, em conjunto, as incorporadoras lançaram no ano passado 8% abaixo do Valor Geral de Vendas (VGV) de 2013. As vendas contratadas tiveram queda de 12%.

"É preciso haver um corte grande nos lançamentos de 2015 se o setor quiser ajustar a relação entre estoques e vendas", afirma outro analista setorial. Segundo o JP Morgan, o estoque de Cyrela, Direcional, Even, EZTec, Gafisa, MRV, PDG e Rodobens somava R$ 22,663 bilhões no quarto trimestre de 2014, recorde desde o início da série histórica do levantamento, no primeiro trimestre de 2008. "Os estoques vão gerar outras promoções. Isso diminui a velocidade de vendas mais ainda, pois o consumidor fica esperando nova queda de preços", diz o analista de mercado imobiliário do JP Morgan, Marcelo Motta.

Descontos e queda real dos preços
A expectativa de Motta é que haja queda real de preços, de imóveis, ou seja, altas abaixo da inflação. Outra avaliação, no mercado, é que os preços pedidos podem não cair, mas haver redução nominal nos fechados.

Incorporadoras têm lançado mão de descontos para comercializar, principalmente, estoques prontos, na busca de geração de caixa e de reduzir despesas de manutenção de imóveis, num ambiente de tomada de decisão de compra mais lenta por parte de potenciais clientes. Nova rodada de descontos é esperada para a partir desta semana até meados de março. "As campanhas de descontos tendem a trazer mais liquidez para as vendas", afirma o diretor da imobiliária focada na venda de imóveis novos com descontos Realton, Rogerio Santos. A Lopes, maior rede de imobiliárias do país, por exemplo, fará a campanha Preços que Deixaram Saudades, no dia 7 de março, em parceria com incorporadoras. 

A ordem é evitar a "banalização" dos descontos e a perspectiva de novas quedas dos preços
No mercado, há quem diga, porém, que as incorporadoras tendem a preferir abatimentos caso a caso, para evitar a banalização das vendas e a perspectiva de novas quedas de preços. A agressividade dos descontos dependerá do quanto cada incorporadora precisa gerar de caixa.

Em relação aos imóveis usados, a percepção do mercado é que o volume de negócios diminuiu. Na ponta compradora, se espera que os preços sejam reajustados para baixo, acompanhando os descontos dos novos, mas vendedores, acostumados às altas dos últimos anos, relutam em reduzir valores.

Na busca de recursos para gerar caixa e reduzir o endividamento, algumas incorporadoras apostam também na venda de parcelas relevantes de empreendimentos para investidores institucionais com descontos expressivos. É o caso da PDG, que comercializou, de acordo com fontes, participação indireta em projetos a fundos geridos pela Hemisfério Sul Investimentos (HSI). A HSI não comenta operações com empresas de capital aberto. PDG também não comentou.

A Tecnisa negocia a venda de parte de seu estoque para um fundo, segundo fontes. Procurada pelo Valor, a empresa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que "avalia constantemente propostas de negócios e não comenta rumores de mercado".

Papéis da PDG têm queda de 43,02% no ano
Para analistas, não há razões para melhora do desempenho das ações das incorporadoras no curto prazo, e a volatilidade tende a continuar elevada. "Investidores sentem que ainda haverá queda de lançamentos e vendas.

Os papéis podem sofrer no curto prazo", diz Motta, do JP, acrescentando que o primeiro trimestre é, sazonalmente, mais fraco para o setor. A PDG é a incorporadora cujos papéis acumulam a maior queda neste ano, de 43,02%. No fim de janeiro, ao ser questionado sobre as fortes quedas de preços das ações da PDG, o presidente da empresa, Carlos Piani, disse ao Valor que "a reação do mercado é exagerada em alguns momentos". A PDG está focada na entrega de empreendimentos, geração de caixa e desalavancagem.

"A PDG só tem conseguido equacionar suas dívidas muito em cima do prazo", avalia um analista setorial. Por meio de sua assessoria de imprensa, a PDG informou que "está em estágio avançado de negociação" em relação às dívidas que vencem neste trimestre. O próximo vencimento está previsto para março.

(Valor Online - Empresas - 23/02/2015)

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Valor: Gigantes do setor admitem queda nas vendas e corte de custos

Em outubro do ano passado, a Lopes informou ao mercado que reduziria o orçamento de custos de 2015. De acordo com Leone, houve redução de pessoal e do número de lojas, mas os principais cortes ocorreram em despesas de telefonia, marketing e internet

As vendas de imóveis pela Brasil Brokers podem ter "pequena queda" neste ano, mas as margens da companhia serão melhores, de acordo com o presidente Plínio Serpa Pinto. Nos dois primeiros meses de 2015, as vendas da segunda maior empresa de corretagem imobiliária do país acumulam retração em relação ao mesmo período do ano passado. "A apreensão dos compradores em relação à possibilidade de desemprego influi negativamente nas vendas", afirma Pinto. 

Comercialização de "imóveis remanescentes" (estoques) vira obsessão
Na avaliação do presidente da Brasil Brokers, o foco na comercialização de imóveis remanescentes passou a ser uma obsessão, diante da necessidade de caixa das incorporadoras listadas na BM&FBovespa. As campanhas de descontos de preços de imóveis vão ganhar força a partir do começo de março, de acordo com o executivo. 

A Brasil Brokers será uma das imobiliárias que irá intermediar campanha de liquidação de imóveis remanescentes da PDG Realty no Rio de Janeiro, a partir do início de março, segundo Pinto. Em São Paulo, a Abyara Brokers, empresa do grupo Brasil Brokers, vai vender os estoques dessa nova rodada da campanha Na Ponta do Lápis PDG. Já a Rossi Residencial terá parte da loja da Brasil Brokers em Porto Alegre por seis meses, a partir de março. 

Cortes superam R$ 30 milhões
Em 2014, a Brasil Brokers deu início ao processo de corte de custos ­ a maior parte já realizado. A redução anualizada de cortes supera R$ 30 milhões. A perspectiva de melhora das margens resulta também de os incorporadores terem passado a pagar comissões melhores, de acordo com Pinto. 

A companhia tem conversas com sócios fundadores de algumas das operações adquiridas sobre a possibilidade de recompra de sua participação por eles. 

Queda de 30% nas vendas só em janeiro
Segundo fonte do mercado, a Lopes, maior rede imobiliária do Brasil, também teve redução de vendas neste início de ano. Conforme a fonte, as vendas da Lopes caíram 30% em janeiro, mas a imobiliária não informa como está seu desempenho. "Esperamos que 2015 seja um ano melhor para a Lopes", diz o diretor financeiro e de relações com investidores, Marcello Leone, ressaltando que a base de custos da companhia foi reduzida. 

Mais reduções
Em outubro do ano passado, a Lopes informou ao mercado que reduziria o orçamento de custos de 2015. De acordo com Leone, houve redução de pessoal e do número de lojas, mas os principais cortes ocorreram em despesas de telefonia, marketing e internet. 

O executivo da Lopes diz não saber se haverá nova retração do mercado imobiliário neste ano. Dados da área de inteligência de mercado da imobiliária apontam que o total de lançamentos de residenciais verticais, conjuntos comerciais e hotéis, no país, somou 175 mil unidades em 2014, abaixo das 196 mil unidades de 2013. "Houve contração do mercado", afirma Leone.


(Valor Online - Empresas - 23/02/2015)

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Jornal Hoje: Recorde de imóveis encalhados, descontos e queda dos preços

Os especialistas também apostam que a desaceleração da economia vai derrubar ainda mais os preços dos imóveis

O ano de 2014 terminou com quase 27 mil imóveis novos encalhados na cidade de São Paulo, segundo estimativas do Secovi, o sindicato da habitação. É o maior nível da história, 37% acima do ano anterior.

As construtoras precisam se desfazer do estoque. É com o dinheiro das vendas que as empresas pagam dívidas, investem, constroem novos empreendimentos. Isso faz o mercado girar e esse pode ser um bom momento pra quem quer comprar.

Seis meses depois do lançamento, o imóvel passa a ser considerado estoque. Existem empresas especializadas em vender as unidades. Rogério Santos trabalha nesse mercado e acha que 2015 vai ser o melhor dos últimos dez anos para comprar imóveis.

O cliente pode conseguir bons negócios, com descontos chegando a 30%, segundo ele, em apartamentos menos procurados. “Quanto maior dinheiro você tiver em mãos, maior a probabilidade de você obter um desconto ou poder de barganha mais considerável do que outras pessoas que não têm nada”, fala o diretor da Realton, Rogério Santos.

Apesar dos descontos e "brindes", especialista diz que ainda é melhor esperar
Cozinha planejada já instalada, apartamento todo mobiliado, condomínio pago. As construtoras devem fazer de tudo para seduzir os clientes. Mas o consumidor não pode esquecer que vai continuar responsável pelas prestações de um longo financiamento.

Nesse momento, além dos juros estarem subindo, os bancos estão mais exigentes na hora de conceder o empréstimo. Para o professor de finanças, Michael Viriato, quem não precisa do imóvel para morar já deve esperar.

“Ele deve aproveitar agora em poupar para elevar o caixa e, elevando o caixa, financiar uma menor parcela, dar uma maior parcela de entrada. Dando uma maior parcela de entrada, eventualmente ele consegue negociar melhores condições”, fala o professor do Insper, Michael Viriato.

Os especialistas também apostam que a desaceleração da economia vai derrubar ainda mais os preços dos imóveis.
(Portal G1 - Jornal Hoje - Notícias - 21/-2/2015)

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Valor: Imóveis terão queda acentuada e real dos preços, afirma executivo

"Como o mercado de fato está cada vez mais temeroso de que a economia vá continuar sofrendo e com impacto maior de desemprego, acho que vai ter uma queda um pouco mais acentuada e real dos preços dos imóveis nos próximos meses", afirma Eduardo Schaeffer, presidente do Zap Imóveis e um dos coordenadores do índice Fipe/Zap

Os preços do mercado imobiliário vão cair? É hora de vender ou de comprar? Alugo uma residência, enquanto espero um melhor momento para a aquisição? Se você já se fez alguma dessas perguntas, nada mais natural. Afinal tanto quem sonha com a casa própria quanto investidores vivem hoje momentos de apreensão ao tentar entender as tendências do setor.

Queda de 22,12% em relação a 2013
Entre os especialistas, não se espera uma queda de preços generalizada, mas sim uma alta mais orgânica, com o valor do metro quadrado dos lançamentos em um nível mais próximo ao crescimento da inflação. Até aí, nenhuma novidade. O problema é que têm ocorrido mudanças significativas na dinâmica do mercado desde o ano passado com consequências pouco previsíveis.

No segmento de residências usadas, por exemplo, conforme pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), o valor médio do metro quadrado de casas e apartamentos vendidos em 2014 na capital paulista, um termômetro do mercado do país, fechou com queda de 22,12% em relação a 2013.

Os resultados recentes do índice de preços anunciados Fipe/Zap Ampliado, que abrange tanto ofertas de usados quanto de novos em 20 cidades, sinalizam uma desaceleração acentuada no ritmo de alta dos imóveis. No ano passado, os valores de venda cresceram em média 6,70%, ou seja, colados à inflação medida pelo IPCA, que alcançou 6,41%. Foi a menor variação anual da série histórica do indicador imobiliário.

Em janeiro, a velocidade da alta perdeu ainda mais fôlego: em 12 meses, o Fipe/Zap subiu menos que a inflação, ou seja, houve uma queda de valor real. O crescimento de 0,39% no primeiro mês de 2015 ante um IPCA de 1,24%, de acordo com dados do IBGE, fez o índice de preços anunciados descer ao patamar de 6,29% em 12 meses, enquanto o indicador de inflação pulou para 7,14% no mesmo intervalo. Em 2015, os preços dos imóveis novos podem subir menos que a inflação, ou seja, apresentar uma perda de valor real.

Qualquer semelhança não é mera coincidência
Qualquer semelhança entre a era do ágio dos carros na década de 90 com a dinâmica recente do mercado imobiliário não é mera coincidência. Assim como os automóveis, os imóveis passaram por um intervalo de valorização acelerada a partir de 2007, com uma forte procura por residências para compra tendo encontrado um mercado de ofertas limitadas. E hoje também voltam a entrar em um ciclo de normalização de preços, mas em outro nível.

A partir do fim da primeira década de 2000, a liberação da demanda represada, como resultado do crédito farto e barato, aumento real da renda, confiança em alta e desemprego baixo, levou a uma escalada de preços no setor. 

Porém, os resultados recentes do índice Fipe/Zap e de entidades do setor apontam que os tempos de ágio disseminado no segmento residencial parecem ter começado a ficar para trás a partir do ano passado. No entanto, dificilmente os valores de novos projetos devem cair, de acordo com o presidente do Sindicato da Habitação em São Paulo (Secovi-SP), Claudio Bernardes.

Segundo o dirigente, os preços de lançamentos obedecem uma dinâmica diretamente impactada pela matriz de custos do empreendimento, além de outros fatores como demanda, capacidade de pagamento do cliente e margem das incorporadoras. "[Os preços] também não devem aumentar muito em 2015. O natural é esperarmos que acompanhem a inflação", afirma Bernardes.

Executivo do mercado acredita em queda acentuada e real dos preços
Ainda que os preços de novos empreendimentos se mantenham em alta, a tendência de desaceleração da demanda diante de um quadro sombrio para a economia e o nível de emprego pode fazer os preços dos lançamentos subirem menos que a inflação, ou seja, ter perda efetiva de valor. "Como o mercado de fato está cada vez mais temeroso de que a economia vá continuar sofrendo e com impacto maior de desemprego, acho que vai ter uma queda um pouco mais acentuada e real dos preços dos imóveis nos próximos meses", afirma Eduardo Schaeffer, presidente do Zap Imóveis e um dos coordenadores do índice Fipe/Zap.

Recuo na demanda e estoque nas alturas
Dados do Secovi-SP mostram que, com a desaceleração da demanda, os estoques em São Paulo alcançaram as alturas. Segundo o relatório mais recente do sindicato, 2014 registrou o maior nível em uma década. As 29 mil unidades estimadas pelo sindicato da habitação para dezembro, número que na metodologia da entidade reúne tanto residências prontas como aquelas lançadas mas ainda não construídas, representam uma alta de 47,3% em relação a 2013. "Nós terminamos o ano com estoque bastante acima da média história, o que causa um desequilíbrio do lado de oferta e demanda. Temos um estoque médio nos últimos anos de 17 mil e terminamos o ano com 29 mil", comenta o presidente do Sindicato da Habitação.

Outras pesquisas do Secovi referentes a comercialização e novos empreendimentos reforçam a percepção de recuo da demanda. Conforme os levantamentos, a quantidade de lançamentos, embora tenha sido 11% menor comparada a 2013, superou em 50% o total de unidades vendidas na capital paulista em 2014.

A diminuição da velocidade de venda também pressiona os estoques. Segundo Fátima Rodrigues, diretora-geral de vendas e lançamentos da imobiliária Coelho da Fonseca, "fechamos [o ano passado] com velocidade média de vendas de 30% [do empreendimento] em 30 dias", explica Fátima. O novo normal implica ainda que o lançamento pode ser considerado um sucesso se os restantes 70% forem comercializados em até um ano. Nos tempos de ágio elevado, entre 2008 e 2012, um novo projeto, conforme a executiva, chegava a ser vendido em um fim de semana. "Até 2012, dois meses para vender era um lançamento considerado ruim para o mercado", confirma Fábio Sousa, diretor comercial da incorporadora Esser.

Sem desconto, não vende
Com estoques altos e demanda em baixa, o desconto se tornou uma espécie de moeda da liquidez. "Se alguém precisa vender a única solução é quebrar essa perda de confiança [do comprador], o que se faz com desconto. Com preço com desconto consegue-se vender", afirma João da Rocha Lima Júnior, coordenador do Núcleo de Real Estate da Faculdade de Engenharia da Universidade de São Paulo (NRE-Poli/USP).

De acordo com José Augusto Viana Neto, presidente do Creci SP, "já existem vendedores que têm dado desconto de 30% sobre o preço pedido [originalmente]". 

Mercado de vendas em baixa, por outro lado, significa oportunidade a quem deseja comprar. "Há uma abertura muito maior para uma negociação atualmente", afirma Igor Freire, diretor de vendas da Lello. O executivo cita uma campanha feita pela própria imobiliária junto a clientes, na qual foram oferecidas unidades em estoque de incorporadoras com até 30% de desconto, em setembro do ano passado. "Sem dúvida agora é o momento para o comprador negociar preço e fazer a contraoferta. Acredito que seja um excelente momento para compra", pondera Viana Neto, presidente do Creci-SP.

"São muitas ofertas e naturalmente os preços são puxados para baixo para que consiga ter maior liquidez e desovar esse estoque mais rápido", afirma Schaeffer, do Zap Imóveis. 

(Valor Online - Finanças - 18/02/2015)

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Estadão: Estoques em alta devem antecipar promoções no setor imobiliário

Essas “facilidades” vindouras, diz o executivo, não passam apenas por simples descontos no preço final. Para atrair clientes, empresas podem optar, por exemplo, por garantir alguns meses grátis de condomínios, isenções de taxas e até apartamentos mobiliados

O aumento do estoque de imóveis à venda ­ formado em 2014 pela baixa disposição em investir do consumidor­ pode ter reservado para este ano a possibilidade de se gastar menos por um novo lar.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, o estoque imobiliário saltou 37%: de 19,7 mil unidades, em dezembro de 2013, para perto de 27 mil unidades, no mesmo mês de 2014. “Com uma boa pesquisa, o consumidor tende a conseguir encontrar bons preços”, afirma Celso Petrucci, economista chefe do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi­SP). 

Desse volume, ele explica, mais de um terço ainda permanece na planta. E, conforme diz, esses imóveis normalmente apresentam valores mais favoráveis em relação àqueles já prontos ou em processo de finalização. Portanto, é na oferta dessas habitações que podem estar condições mais atrativas. 

Fase "atípica"
Rogério Santos, diretor do outlet de imóveis novos RealtON, acredita que este será um ano raro entre muitos para a compra de imóveis. “Será uma fase atípica, favorável não só para o pequeno como para o grande investidor”, afirma. Santos estima para as próximas semanas, logo depois do carnaval, o início de promoções pontuais no setor. 

De todos os lançamentos feitos no ano passado em São Paulo, diz ele, entre 80% e 90% foram concentrados no último trimestre. “Mas a velocidade das vendas desses empreendimentos ficou abaixo da esperada”, diz. “Construtoras e incorporadoras terão de facilitar algumas condições para serem capazes de gerar capital e honrar compromissos assumidos com fornecedores e funcionários.” 

Essas “facilidades” vindouras, diz o executivo, não passam apenas por simples descontos no preço final. Para atrair clientes, empresas podem optar, por exemplo, por garantir alguns meses grátis de condomínios, isenções de taxas e até apartamentos mobiliados. 

As zonas periféricas devem concentrar grande parte dessas promoções ­ prevê Santos. Em geral, são áreas em franca expansão, onde parte considerável dos estoques estão. Por outro lado, esses locais às vezes apresentam fatores negativos a se considerar, como altas taxas de criminalidade e precária mobilidade urbana. 

Cuidados
Quando a esmola for demais, toda desconfiança é sempre pouca. Santos faz o alerta: não existe milagre. O consumidor precisa ficar atento e duvidar de qualquer oferta que lhe parecer absurda, para não ser surpreendido por outros gastos, por vezes, camuflados nas pequenas letras dos contratos. 

Diante dos descontos, mercado tenta negar queda generalizada
E o recado para quem espera por barateamento generalizado dos imóveis é claro: não se anime. O segmento imobiliário aposta na manutenção do ritmo de alta média do custo do metro quadrado no Brasil em 2014 ­ de 6,7%, de acordo com o índice FipeZap, pouco acima da inflação de 6,4% do período. 

“Existe um estoque realmente razoável, mas não o suficiente para derrubar o nível atual dos preços”, afirma Viktor Andrade, sócio da Ernest & Young para transações no mercado imobiliário na América do Sul. Ou seja, serão necessárias pesquisas e paciência para fisgar as tais boas ofertas esperadas pelos analistas. 

Para especialista, usado não é bom negócio
Num cenário de estagnação ou mesmo recessão econômica, como o que se desenha para a economia brasileira em 2015, Andrade diz que comprar casas térreas ou apartamentos usados não será bom negócio. 

De acordo com o analista, esses imóveis costumam ser a salvaguarda de renda das populações em tempos de crises econômicas, como este. Nessas condições, quem tem imóveis deve preferir alugá-los, para assegurar algum rendimento, ou, caso opte pela venda, o que é pouco provável, pedir alto para se desfazer da moradia.

(Estadão - Economia - Notícias - Geral - 16/02/2015)

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Portal G1: Número dos que acreditam na queda dos preços aumenta

A Fipe considera que a pesquisa mostra "um quadro desafiador para o mercado imobiliário", apontando a expectativa de baixa nos preços como a razão para a diminuição da intenção de compra
Entre as pessoas interessadas na compra de imóveis, a proporção dos que pretendem adquirir o bem nos próximos 3 meses caiu de 56% para 48% no último trimestre de 2014. Ao mesmo tempo, aumentou a porcentagem de potenciais compradores que acreditam que a tendência dos preços de casas e apartamentos em 2015 é diminuir (44%), enquanto 30% acham que vão permanecer e igual e 26%, aumentar. No trimestre anterior, as taxas eram de 40%, 32% e 28%, respectivamente.
A Fipe considera que a pesquisa mostra "um quadro desafiador para o mercado imobiliário", apontando a expectativa de baixa nos preços como a razão para a diminuição da intenção de compra. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (12) e fazem parte da pesquisa FipeZap sobre a demanda de imóveis realizada pelo ZAP e pela Fipe.
Mais da metade das pessoas que pretendem comprar imóveis (88%) acredita que os preços estão altos ou muito altos. Apenas 8% consideram os valores razoáveis, enquanto 2% acham que estão baixos ou muito baixos. 1% não soube opinar.

Novo ou usado?
A minoria (13%) dos entrevistados que querem comprar imóveis nos próximos meses disse que faz questão de casas ou apartamentos novos, enquanto 38% apontam que preferem os usados. Para 50% dos compradores, essa questão não tem importância.

Dos imóveis comprados nos últimos 12 meses, 61% eram usados e 39%, novos.

Perfil do comprador
A pesquisa revelou que a maior parte das pessoas que compraram imóveis nos últimos 12 meses pretende utilizar o bem para moradia, sendo que 42% delas têm o objetivo de morar sozinhas. Investidores que compraram para gerar renda com aluguel ou revender somaram 40%.
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Portal IG: Reclamações de quem compra imóvel na planta disparam

Entre as outras reclamações recebidas pelas AMSPA durante o ano de 2014 estão os vícios ou defeitos de construção; taxas abusivas como SATI e corretagem; cobrança de juros sobre juros; pagamento do condomínio antes das chaves; taxa de evolução de obra; leilões de imóveis e saldo devedor que não diminui

O valor incorreto devolvido ao consumidor na rescisão do contrato de venda de imóvel é a principal queixa dos compradores contra as construtoras. A informação é de uma pesquisa da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (AMSPA).

"A valorização do imóvel por conta do INCC [Índice Nacional de Custo da Construção] e dificuldade financeira são os dois principais motivos que têm levado o distrato da compra da casa própria. Infelizmente, o que era para ser um momento de alívio tem trazido muitas dores de cabeça para o consumidor porque a construtora quer reter um percentual, que gira em torno de 30% a 60%, do valor já pago pelo dono do bem, quando no máximo deveria ser de 10%”, afirmou, em nota, Marco Aurélio Luz, presidente da associação.

Entre as outras reclamações recebidas pelas AMSPA durante o ano de 2014 estão os vícios ou defeitos de construção; taxas abusivas como SATI e corretagem; cobrança de juros sobre juros; pagamento do condomínio antes das chaves; taxa de evolução de obra; leilões de imóveis e saldo devedor que não diminui. “Das muitas queixas que recebemos todos os dias, quase 70 % delas são contra construtoras, os outros descontentamentos são relacionados a bancos”, disse Luz.

Segundo a AMSPA, o primeiro passo para resolver o problema é tentar um acordo com construtora ou instituição financeira. Se não houver solução, o consumidor deve procurar a Justiça para garantir direitos como restituição dos valores, multa por tempo de atraso e danos morais e materiais.

Na cidade de São Paulo, o levantamendo indica que, entre as 3.852 reclamações recebidas pela associação, 28% referiam-se a dificuldade no distrato da compra da casa própria, 25% ao atraso na obra, outros15% tratavam das taxas SATI e corretagem, e 10% sobre leilões de imóveis.
Ao todo, 7% referiam-se problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra, 4% ao saldo devedor que não diminui, 5% sobre cobrança de juros sobre juros, 4% sobre pagamento do condomínio antes das chaves e, por fim, 2% em relação a taxa de evolução de obra.

(Portal IG - Finanças - Casa Própria - 11/02/2015)
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Portal G1: Justiça obriga construtoras a devolverem taxa de corretagem

“Quem contrata a empresa de vendas é a construtora, em regra quem tem que pagar é a construtora”, afirma. “Por lei, aquele que contrata o profissional tem que pagar.”
Ao comprar um imóvel novo, o comprador paga cerca de 5% a 6% do valor do bem pelos Serviços de Assessoria Técnico-Imobiliária (SATI), a chamada taxa de corretagem, paga aos intermediadores da compra. Porém, alguns consumidores têm recorrido à Justiça para receber esse dinheiro de volta.

Foi o caso do aposentado José de Carvalho Borba Neto, de 57 anos. Em 2011, ele comprou um apartamento em São Paulo, mas considerou abusiva a taxa de corretagem e entrou na Justiça contra a construtora para pedir o reembolso. “O imóvel é R$ 500 mil, mas aí vem uma conta de R$ 530 mil. Vale isso?”, reclama.

José conta que foi ao estande de vendas da construtora no dia do lançamento do imóvel e se sentiu pressionado a aceitar o pagamento da taxa. “Você está imbuído naquela intenção há muito tempo, de adquirir um bem tão valioso para a vida, e por um minuto vai botar tudo a perder, levantar e ir embora porque os caras falaram que tem que pagar uma taxa? O consumidor fica impotente”, reclama.
 A Odebrecht Realizações Imobiliárias informou ao G1 que recorreu da decisão. A construtora apontou que “as cláusulas contratuais preveem, de forma expressa, que as despesas de corretagem ou intermediação são pagas pelo comprador do imóvel, conforme modelo de vendas praticado pela empresa”.

“A OR afirma que não vende imóveis diretamente, nem tem empresa coligada de intermediação para esta finalidade. Por isso, os compradores celebram contratos de corretagem com os corretores que os atendem nos estandes de venda. Assim, o pagamento da comissão de corretagem é realizado pelo comprador diretamente ao corretor, sendo certo que tais valores não são recebidos pela Incorporadora, nem integram o preço do imóvel”, diz a empresa em nota.
"No caso de José, que obteve decisão favorável da Justiça pela devolução do dinheiro, o relator Alexandre Marcondes, da 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, apontou na decisão: “o tema é recorrente nesta Corte e é de fácil constatação a ocorrência de venda casada.”

A decisão diz ainda que “não resta dúvida de que foi a apelante (a construtora) que contratou a empresa para a intermediação das unidades do empreendimento, em seu benefício e interesse, valendo-se de cláusula contratual abusiva e da prática de venda casada para repassar aos compradores a obrigação (de pagar a comissão de corretagem) que era sua”.

O advogado de José, Marcelo Tapai, diz que o comprador foi obrigado a contratar o serviço de corretagem para comprar o imóvel. “Os valores foram exigidos do cliente como condição para fechar o negócio, o que é ilegal e configura venda casada”, defende. “O comprador é coagido pela construtora. Se não pagar a corretagem, não leva o imóvel.”

Tapai aponta que a responsabilidade de pagamento da taxa é de quem contratou o serviço, ou seja, a construtora. “Quem contrata a empresa de vendas é a construtora, em regra quem tem que pagar é a construtora”, afirma. “Por lei, aquele que contrata o profissional tem que pagar.”
 "O advogado afirma ainda que em compras de imóveis na planta “não existe corretagem”. “A corretagem segundo a lei é a aproximação entre as partes, contratada por uma delas. Ela não pode ter vinculação com nenhuma delas. No negócio de compra de imóvel na planta, o cliente é atraído por uma publicidade, não por um corretor”, diz.

“Quando você chega num estande, não é atendido por um corretor de sua confiança, e sim por um profissional que tem vinculação com a empresa, é um representante de vendas. Se fosse um corretor seu, você poderia escolher de qualquer corretora. Como representante da empresa, é questionável que o corretor vá alertar sobre os riscos do negócio, ele não vai dizer nunca ‘cuidado porque essa empresa costuma atrasar as entregas’.”

O advogado aponta também que o consumidor é lesado por adquirir um bem que vale menos do que o valor pago. “Em um imóvel de R$ 500 mil, por exemplo, se a taxa for de R$ 25 mil, quando você recebe a promessa de compra e venda vai ver que o preço do imóvel não era o que te falaram, era de R$ 475 mil. Você recebe um produto de valor inferior ao que foi prometido. Se depois você quiser vender o imóvel a R$ 500, vai ter que pagar imposto de lucro imobiliário sobre R$ 25 mil, como se lucro fosse, e não é.”
A advogada Katia Cristina Millan, especialista em Direito Imobiliário, aponta que o Código de Defesa do Consumidor determina que toda relação de negócio deve ter transparência. “Essa questão da cobrança já vem sido muito discutida porque o grande ponto reside em identificar se o comprador teve ciência de contratar o serviço de corretagem ou não”, afirma.
“Todo mundo que se sentiu lesado sempre alega que a taxa não estava claramente especificada. Se não estava claro, os tribunais têm entendido que não houve transparência e opinado pela devolução”, diz Katia. “Por essa questão ser muito discutida, diante do posicionamento dos tribunais, as construtoras já estão deixando bem clara a taxa de corretagem”.
(Portal G1 - Economia - Seu Dinheiro - Notícia - 09/02/2015)
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