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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Portal G1: Oferta de imóveis para locação dispara e descontos viram regra

Diante do cenário, a recomendação do Secovi-PR é para que o candidato a inquilino negocie o valor do aluguel. [...] Ciente da situação, uma imobiliária de Curitiba convenceu alguns proprietários de imóveis a fazerem uma promoção – no mês de aniversário dos inquilinos, eles deixam de cobrar o aluguel

O aumento na oferta de imóveis residências e comerciais para aluguel em Curitiba tem feito com que proprietários facilitem as condições para os interessados em virar inquilinos. Segundo o Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), são mais de 11 mil imóveis residenciais disponíveis.

O número registrado em dezembro de 2015 é maior do que no fim de 2014, quando eram 8,5 mil os imóveis vagos. Anos antes, em 2011, este número era de apenas 4,8 mil. De 2014 para 2015 também cresceu o número de imóveis comerciais – de 3.840 para 4.705.

Diante do cenário, a recomendação do Secovi-PR é para que o candidato a inquilino negocie o valor do aluguel. “O proprietário não tem interesse em manter o imóvel fechado, ele quer que o imóvel dele lhe gere renda”, diz a vice-presidente de locação e administração imobiliária do sindicato Fátima Galvão.

Ciente da situação, uma imobiliária de Curitiba convenceu alguns proprietários de imóveis a fazerem uma promoção – no mês de aniversário dos inquilinos, eles deixam de cobrar o aluguel.

“Porque ele ficar com o imóvel um mês parado, muitas vezes um desconto que ele dá de 10% no imóvel se compensa só com um mês parado. E quando isso se prolonga por dois, três, quatro meses, nossa, essa conta é muito alta” afirma o diretor comercial da imobiliária Henrique Alberto Vianna.

O técnico em telecomunicações Raphael Vaz aproveitou a promoção. Além de não pagar o aluguel no mês de abril, ele ainda negociou uma redução do preço do aluguel de um apartamento de três quartos no Cristo Rei R$ 1 mil para R$ 850 mensais. “É um dinheiro razoável que a gente vai economizar”, comemora.

(Portal G1 - Paraná - Notícia - 04/02/2016)

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Portal G1: Preço médio dos imóveis mantém queda em janeiro, diz FipeZap

Considerando os últimos 12 meses, o índice FipeZap registrou queda real de 8,71% dos preços

O preço médio dos imóveis teve queda no primeiro mês do ano, segundo o índice FipeZap de janeiro. Das 20 regiões pesquisadas, nove apresentaram queda nominal nos preços, enquanto as outras 11 registraram queda real (ou seja, tiveram alta abaixo da inflação no mesmo período).

As regiões que apresentaram queda nominal dos preços em janeiro foram Rio de Janeiro, Distrito Federal, Salvador, Recife, Curitiba, Vitória, Niterói, Campinas e Santos.

Considerando os últimos 12 meses, o índice FipeZap registrou queda real de 8,71% dos preços. A média do valor do metro quadrado subiu 0,85% no período e, no mesmo período, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) esperada é de 10,48%, considerando projeções do mercado no boletim Focus.

O valor médio anunciado do m² das 20 cidades em dezembro foi de R$ 7.607. O Rio de Janeiro se manteve como a cidade onde o m² é mais caro, com média de R$ 10.401, seguido por São Paulo, com R$ 8.607.

Queda em 2015
O preço médio de venda dos imóveis terminou o ano de 2015 com queda real de 8,48%. O reajuste dos preços teve a menor alta anual registrada pelo FipeZap, cuja série histórica foi iniciada em 2010. 

Assim, os preços dos imóveis chegaram ao final do ano em ritmo menor que os demais preços da economia – isto é, em queda real.

(Portal G1 - Economia - Seu Dinheiro - Notícia - 03/02/2016)

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Valor: Incorporadoras têm quarto ano consecutivo de queda

O setor manteve a prioridade na venda de estoques, volume engrossado pelo aumento de distratos decorrentes de mais restrições do crédito imobiliário desde maio e pela piora das condições de emprego e renda e dos níveis de confiança do consumidor. [...] No período de setembro a novembro, as vendas encolheram 16% ante o intervalo equivalente de 2014, para 25,1 mil unidades 

Os lançamentos de imóveis pelas incorporadoras de capital aberto tiveram forte retração em 2015. As prévias operacionais já divulgadas apontam encolhimento de 31,5% no Valor Geral de Vendas (VGV) lançado peças companhias listadas em bolsa, para R$ 10,9 bilhões. No quarto trimestre, a queda foi na mesma proporção, para R$ 3,72 bilhões. Os dados consideram apenas a parte própria das companhias, sem a fatia dos sócios nos empreendimentos.

Cyrela, Direcional Engenharia, Even, EZTec, Gafisa, Helbor, MRV Engenharia e Rodobens Negócios Imobiliários apresentaram seus números operacionais.

O ano de 2015 foi o quarto consecutivo com redução de lançamentos. O setor manteve a prioridade na venda de estoques, volume engrossado pelo aumento de distratos decorrentes de mais restrições do crédito imobiliário desde maio e pela piora das condições de emprego e renda e dos níveis de confiança do consumidor.

Incorporadoras apostaram também na venda de ativos que deixaram de ser considerados estratégicos, como terrenos de algumas regiões, e até mesmo participações em projetos. Essas medidas foram tomadas, principalmente, por empresas com patamar de endividamento elevado.

Das incorporadoras que já divulgaram prévias, apenas MRV e Gafisa elevaram os lançamentos anuais, com expansões de 8,4% e 27,4%, respectivamente. Em 2015, a MRV lançou R$ 4,7 bilhões, quase o dobro da Cyrela, que apresentou R$ 2,36 bilhões ao mercado. Foi o primeiro ano em que a MRV superou em lançamentos a tradicional líder. A MRV é a principal operadora do Minha Casa e atua nas faixas 2 e 3 do programa habitacional.

Na Gafisa, a expansão resultou do aumento de 77,6% dos lançamentos da Tenda, sua divisão de baixa renda. O foco da Tenda são projetos enquadrados na faixa 2 do Minha Casa. Assim como ocorre na MRV, os clientes da companhia também compram imóveis com recursos do FGTS. A Direcional, que tem parte de seus projetos no programa habitacional, apresentou queda de lançamentos durante o ano, mas em patamar de 4%, ou seja, muito inferior ao da maioria das incorporadoras.

Recentemente, foi divulgado o índice Abrainc­Fipe, referente ao trimestre de setembro a novembro de 2015. No período, os lançamentos de imóveis caíram 14,5%, na comparação anual, para 16,8 mil unidades. Em relação ao intervalo de julho a agosto, houve aumento de 12,9%.

No período de setembro a novembro, as vendas encolheram 16% ante o intervalo equivalente de 2014, para 25,1 mil unidades. A comercialização caiu 11,7% ante o trimestre de junho a agosto.

O indicador foi desenvolvido pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e considera dados de 18 incorporadoras.

(Valor Online - Empresas - 29/01/2016)

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O Tempo: Caixa trava financiamento imobiliário por falta de recursos

Outra fonte ligada à Caixa diz que a dificuldade de conseguir o crédito tanto com recurso do FGTS como da poupança está acontecendo nacionalmente. [...]  “A Caixa não pode aprovar um crédito e não entregar o valor. Ela tem que seguir o princípio da informação. Se ela permitiu que o negócio caminhasse, tem que liberar. Isso pode configurar propaganda enganosa”, diz. 

A Caixa Econômica Federal está sem recursos para liberar financiamentos aprovados do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) que utilizem a linha de crédito pró-cotista, que usa recurso do FGTS para compra de imóveis com valores acima de R$ 220 mil e até R$ 750 mil. “A Caixa não está autorizada a financiar novas operações até que exista a suplementação de recursos pelo ministério gestor”, informou o banco via nota. Quem administra o Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (Pró-cotista) é o comitê gestor do FGTS com representantes de diversos órgãos federais como os ministérios do Trabalho e das Cidades.

Pega na mentira
A Caixa, porém, afirma que nessa linha específica, com crédito limitado, “as operações aprovadas estão sendo honradas normalmente pelo banco”. Essa informação, porém, não é confirmada por três despachantes imobiliários ouvidos pela reportagem de O TEMPO, entre eles um correspondente da Caixa Econômica Federal.

“Meu cliente estava com o agendamento no banco para fechar o contrato via pró-cotista e fomos informados que não havia recursos. O prazo de liberação agora, segundo a Caixa, seria apenas em março e o banco ainda ofereceu o financiamento via SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que utiliza recursos da caderneta de poupança”, afirmou o despachante que não quis se identificar. Com a modalidade proposta, os juros por ano teriam uma alta de cerca de 1,5%. “Com o pró-cotista, com relacionamento, os juros chegariam a 7,5% ao ano. Pelo SBPE seria 9,1%”, diz.

Dificuldade ocorre nacionalmente
Já o correspondente da Caixa afirmou que o problema é a falta de recursos do banco e que atualmente tem dois processos de financiamento na mesma situação. “Acho até estranho que eles tenham dado um prazo (março) e tenham oferecido o SBPE porque os recursos de poupança também estão escassos e no ano passado a própria Caixa estava usando as linhas que utilizam recurso do FGTS, como o pró-cotista, de alternativa ao SBPE”, afirmou. Outra fonte ligada à Caixa diz que a dificuldade de conseguir o crédito tanto com recurso do FGTS como da poupança está acontecendo nacionalmente.

O assessor jurídico da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Vinicius Henrique Costa, afirma que a Caixa não pode segurar o recurso depois que o crédito foi aprovado. “O consumidor pode fazer valer o seu direito de ter o crédito liberado. A Caixa não pode aprovar um crédito e não entregar o valor. Ela tem que seguir o princípio da informação. Se ela permitiu que o negócio caminhasse, tem que liberar. Isso pode configurar propaganda enganosa”, diz. Segundo ele, a entidade ainda não recebeu denúncia de crédito não liberado.

(Jornal O Tempo - Capa - 26/01/2016)

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Valor: Moody's rebaixa construtoras e fala em deterioração do mercado imobiliário e dos preços

As ações negativas de rating refletem a percepção da Moody’s de um aumento geral de risco de crédito para as incorporadoras residenciais brasileiras com a desaceleração nas atividades de construção e uma prolongada deterioração no mercado imobiliário. [...] “Nós observamos sinais de contração da indústria desde 2012, mas os desafios para as construtoras foram agravados recentemente por disponibilidade mais restrita de financiamento e deterioração nos preços dos imóveis”

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou na quarta-feira ratings e perspectivas de incorporadoras residenciais brasileiras e suas respectivas emissões de dívida no mercado doméstico. Cerca de R$ 1,5 bilhão em dívidas são afetados pela ação.

Os cortes seguem uma mudança nas premissas futuras para crescimento de receita e desempenho operacional de quatro empresas, devido à prolongada retração econômica no país e à continuidade da perspectiva fraca para o setor até pelo menos 2017.

O rating corporativo da Brookfield Incorporações foi rebaixado de “B1” para “B3”, na escala global, e de “Baa2.br” para “Ba2.br”, na escala nacional. A perspectiva das notas permanece negativa.

As notas da Cyrela Brazil Realty foram mantidas em “Ba2” e “Aa2.br”, nas escalas global e nacional, mas com a perspectiva alterada de estável para negativa.

A Even teve o rating cortado de “Ba3” para “B1” e de “A2.br” para “Baa1.br”, nas escalas global e nacional, e a perspectiva alterada de estável para negativa.

E Gafisa foi rebaixada de “B1” para “B2”, na escala global, e afirmada em “Baa3.br” na escala nacional. A perspectiva dos ratings permanece negativa.

As ações negativas de rating refletem a percepção da Moody’s de um aumento geral de risco de crédito para as incorporadoras residenciais brasileiras com a desaceleração nas atividades de construção e uma prolongada deterioração no mercado imobiliário.

“Nós observamos sinais de contração da indústria desde 2012, mas os desafios para as construtoras foram agravados recentemente por disponibilidade mais restrita de financiamento e deterioração nos preços dos imóveis”, afirma em comunicado Cristiane Spercel, vice-presidente e analista sênior da Moody’s.

“Apesar de o país ainda possuir uma grande demanda reprimida por residências novas, os desafios do setor devem aumentar durante 2016 com uma deterioração mais profunda no mercado de trabalho e confiança do consumidor mais fraca”, completa a agência.

(Valor Online - Empresas - 27/01/2016)

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Artigo: Construtor desabafa e fala em depressão e caos na construção civil

E para complicar ainda mais está havendo um grande volume de distratos amparados pela Justiça. Os compradores sem causa justa pedem o distrato da compra efetuada. O que está ruim vai ficar ainda pior, possivelmente com a quebradeira de empresas construtoras. [...] Se o mercado estivesse em alta ninguém distrataria. Como está em baixa e não precisa justificar, parte dos compradores tem distratado

O mercado imobiliário está em depressão. Mais do que já está acontecendo, deverá ocorrer nos próximos 12 meses um aumento de volume do desemprego na construção civil brasileira, que representa milhares de empregos. O tempo de maturação de um empreendimento na construção civil é de 24 meses.

O raciocínio é simples: se nos últimos 12 meses os lançamentos caíram em torno de 50% e uma obra começa normalmente seis meses após o seu lançamento, é óbvio que haverá um desemprego grande nos próximos 12 meses, principalmente para a mão de obra direta que trabalha nos canteiros de obras. 

Em 2016 haverá um grande número de obras terminando e como não há lançamentos, com certeza logo haverá um aumento das demissões. Não haverá obra para realocar os funcionários. Este alerta é feito para que o governo não se lamente depois. Pode virar um caos. 

Crítica aos distratos
A população está insegura para comprar um apartamento. Há interessados, porém a insegurança de perder a renda é maior. E para complicar ainda mais está havendo um grande volume de distratos amparados pela Justiça. Os compradores sem causa justa pedem o distrato da compra efetuada. O que está ruim vai ficar ainda pior, possivelmente com a quebradeira de empresas construtoras.

Os contratos de compra e venda não têm qualquer valor. Se o mercado estivesse em alta ninguém distrataria. Como está em baixa e não precisa justificar, parte dos compradores tem distratado.

Com esses fatos quem ousa fazer lançamentos de novos empreendimentos? Apenas os desesperados. O momento é sério e exige soluções urgentes. Enquanto assistimos as batalhas políticas, a economia se deteriora. Vale mais a defesa pessoal do que o Brasil e sua população?

Cuidado! O desespero do desemprego pode chegar antes do esperado e será de forças populares. Tomara que não ocorra. É apenas um alerta de quem está no mercado há 54 anos, hoje muito preocupado com o que está assistindo diariamente: a destruição do segmento.

Milton Bigucci é presidente da construtora MBigucci e presidente do Conselho Deliberativo da Associação dos Construtores do Grande ABC

(Portal Repórter Diário - Notícia - 14/01/2016)

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Portal R7: Construtoras adiam lançamentos e desconto anunciado chega a 25%

A crise na economia afastou muitos investidores e também deixou o sonho da casa própria mais distante do trabalhador brasileiro. Para se adaptar a essa realidade, as construtoras diminuíram em 2015 o número de lançamentos e aumentaram os descontos na tentativa de fisgar novos clientes. 

Na cidade de São Paulo, havia 27,2 mil imóveis à espera de um comprador, em novembro do ano passado, segundo o Secovi-SP (sindicato da habitação). Esses números incluem unidades na planta, em construção e prontas lançadas nos últimos 36 meses.

O vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emílio Kallas, considera que a oferta ainda está “muito alta”.

— O normal na cidade de São Paulo são 17 mil unidades.

Além de colocar menos empreendimentos no mercado, o desafio é vender as que estão ficando prontas, em um cenário de juros altos e crédito cada vez mais difícil.

O vice-presidente de Operações da construtora PDG, Antonio Guedes, diz que a estratégia tem como foco o bolso do cliente.

— Olhando geral, a média nossa de descontos tem ficado em torno de 13% a 15%. Lógico que se você tem aquela última unidade que voltou, que é lá no primeiro andar, no fundo, não muito boa, vai ter um desconto de 25%. [...] Existe a demanda, a gente fez um ajuste de preço, o imóvel estava ficando pronto e aquele cliente que tinha o dinheiro foi lá e fez um bom negócio.

No ano passado, a PDG não fez lançamentos. Nas 18 construtoras representadas pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), os lançamentos caíram 14,5% entre setembro e novembro, em comparação com o mesmo período de 2015. Nesses três meses, somente 20,3% das unidades ofertadas foram vendidas.

Para Luiz Fernando Moura, diretor da Abrainc, o estoque hoje não é preocupante, mas o mercado depende de uma reação positiva da situação econômica brasileira.

— Estamos fazendo um ajuste à demanda, como em qualquer segmento. O que está acontecendo é que há falta de confiança [das pessoas] para firmar um compromisso de longo prazo. É uma consequência do que a gente está vivendo na economia, com taxas de juros mais altas, rigor na concessão de crédito.

Poder de barganha
Como sempre, quem tem dinheiro guardado para pagar à vista tem mais poder de barganha na hora de adquirir um imóvel. Exemplo disso, segundo o executivo da PDG, essa forma de pagamento em 2015 aumentou.

— 20% de todas as nossas vendas foram à vista. Isso representa um aumento de 75% da venda à vista em relação a 2014.

Os imóveis prontos têm custo para as construtoras, já que depois da entrega precisam arcar com IPTU e condomínio das unidades que não foram vendidas. Guedes diz que, muitas vezes, o valor que seria gasto com isso é repassado na forma de desconto para o cliente.

— Quando fica pronto, a gente faz a conta de quanto vai pagar de IPTU e condomínio para poder dar o desconto. Ou seja, às vezes, fala que está tendo um desconto de 15%, é porque houve essa conta para não ter o gasto no futuro. [...] Mesmo que a construtora pague o condomínio por um determinado período, isso não acaba sendo repassado. O mercado é o patrão. A empresa acaba absorvendo esse custo.

(Portal R7 - Economia - 18/01/2016)

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Folha: Após tombo em 2015, crédito imobiliário voltará a cair em 2016

Depois de um tombo de 33% em 2015, o crédito para aquisição e construção de imóveis deve apresentar nova redução em 2016

A Abecip (Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) estima que as concessões de empréstimos somem R$ 60 bilhões neste ano, o que representaria uma queda de 20,6% em relação aos R$ 75,6 bilhões de 2015.

Para Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da Abecip, a recessão econômica, a baixa confiança de consumidores e das empresas, a falta de previsibilidade e a crise política continuarão afetando o desempenho do setor em 2016.

Com o volume de empréstimos registrado em 2015, o crédito imobiliário voltou ao patamar de 2011, segundo a entidade. Entre janeiro e dezembro do ano passado, a queda foi de 36,6% em comparação com 2014.

Segundo a Abecip, o financiamento de imóveis usados sofreu mais do que os empréstimos para a aquisição de novos no ano passado. Enquanto o crédito para a compra de usados caiu pela metade em relação a 2014, o financiamento de imóveis novos recuou 10%.

"No caso dos imóveis novos, a decisão de compra é antiga. Para comprar um usado, o consumidor, que está menos confiante, está postergando a decisão", disse Abreu Filho. Para a aquisição de imóveis, a retração foi de 32,7% ante 2014.

Já o financiamento para a construção caiu 33,8% na mesma comparação, influenciado pela redução no número de lançamentos, queda nas vendas das incorporadoras e menor demanda. De janeiro a dezembro de 2015, foram liberados R$ 20,8 bilhões para a construção, ante R$ 31,4 bilhões em igual período do ano anterior.

Poupança negativa
Fonte de recursos para o crédito imobiliário, a caderneta de poupança registrou captação líquida negativa de R$ 50,1 bilhões no ano passado, segundo a Abecip. Com a alta da taxa básica de juros, o ano foi marcado pelos saques de recursos da poupança que migraram para aplicações financeiras com remuneração mais atrativa, atrelada à taxa Selic.

Em dezembro, no entanto, os depósitos voltaram a superar os saques em R$ 4,8 bilhões. Foi a primeira vez desde dezembro de 2014 que a poupança teve mais depósitos do que resgates. Com isso, o saldo voltou a crescer, chegando a R$ 509 bilhões no último mês do ano, ante R$ 501 bilhões em novembro.

Mas, para o presidente da Abecip, ainda é cedo para falar em reversão de tendência. O resultado do último mês ano ano, segundo ele, foi influenciado pelo pagamento do 13º salário. "As pessoas não gastaram o dinheiro do 13º salário. Em geral, os depósitos na poupança aumentam em dezembro, mas em 2015 percebemos esse movimento foi acima da média."

Em 2016, o executivo acredita que o ritmo de saques deve diminuir em comparação com o ano passado, mas a captação líquida deve continuar negativa. Com menos recursos na poupança, o setor deverá buscar alternativas ao funding das operações, como o mercado de capitais.

Inadimplência alta
A crise econômica também elevou a taxa de inadimplência no setor. "A inadimplência subiu, mas ainda não é um ponto de atenção", disse o presidente da Abecip.

Segundo ele, os bancos estão se preparando para criar alternativas para que o consumidor consiga efetuar o pagamento das prestações.

(Folha de São Paulo - Mercado - 26/01/2016)

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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Valor: Construção civil termina 2015 em baixa e pessimista, aponta CNI

“A indústria da construção encerrou 2015 com queda intensa e disseminada da atividade e do emprego”, resumiu o estudo

O setor da construção civil terminou 2015 com queda forte na atividade e no número de empregados, revela a “Sondagem Indústria da Construção”, divulgada nesta segunda-feira (25) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) caiu de 57% em novembro para 55% no mês passado, o menor nível da série histórica, iniciada em janeiro de 2012. O indicador de evolução do nível de atividade passou de 36,3 pontos para 33,3 pontos no mesmo período. Resultados abaixo dos 50 pontos representam uma queda ante o mês anterior. “A indústria da construção encerrou 2015 com queda intensa e disseminada da atividade e do emprego”, resumiu o estudo.

Desse modo, a atividade em relação ao usual para o período caiu para 26,7 pontos em dezembro, ante 26,9 pontos em novembro. A evolução do número de empregados saiu de 35,7 pontos em novembro para 33 pontos em dezembro.

Perspectivas negativas
A situação continuará negativa nos próximos seis meses, de acordo com as expectativas retratadas pelo setor na pesquisa. O indicador de nível de atividade para o próximo semestre caiu para 37,7 pontos em janeiro, ante 39,3 pontos em dezembro.

Já o número de empregados deve continuar a ser reduzido, de acordo com a pesquisa. O indicador de expectativas nesse ponto caiu de 38,2 pontos para 37 pontos entre dezembro e janeiro. As perspectivas de compra de insumos e matérias-primas foi de 36,3 pontos, número próximo aos 36,5 pontos registrados em dezembro.

A intenção de investimento, por sua vez, caiu de 26,3 pontos para 25 pontos. A única alta foi relativa à expectativa de novos empreendimentos e serviços, que subiu de 36,7 pontos para 37,1 pontos.

(Valor Online - Brasil - 25/01/2016)

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Vídeo: Salas comerciais viram mico e especialista fala em desespero

Desespero, realmente é um desespero, porque você fica com o proprietário questionando [...] na verdade, né [...] com aquela [...] na tentativa de alugar, e você “não, é mercado, não adianta, não tem cliente” 

São tantos imóveis comerciais vazios que muitos proprietários já estão "alugando" salas cobrando somente o pagamento do condomínio, só para não ter prejuízo. Nesse momento o mercado está ao lado dos compradores e dos locatários. Quem tem dinheiro na mão, seja lá quanto for, consegue fazer um bom negócio.



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sábado, 23 de janeiro de 2016

Dicas e informações sobre investimentos: Quer investir em títulos públicos?

A dica de hoje é mais uma parceria do blog do Observador do Mercado com a Toro Radar:

Quer investir em títulos públicos? Conheça os mais rentáveis do último ano

Boa leitura a todos!


Os títulos públicos se caracterizam basicamente pelo fato de serem praticamente livres de risco, são ativos de renda fixa e grandes oportunidades de investimento para quem tem um perfil mais conservador na hora de aplicar seu capital. O Governo emite esses títulos com o propósito de garantir a captação de recursos no mercado.

Há um bom tempo a renda fixa tem conquistado diversos adeptos, já que consegue repassar ao investidor maior segurança e mais acessibilidade na hora de investir. Dessa forma tornou-se uma alternativa bem conhecida por parte dos brasileiros.

Por ser fácil de se investir e acessível, a maioria dos investidores tem na renda fixa sua melhor opção de investimento. Os valores para o investimento inicial  são inferiores a outras aplicações e é possível ter acesso a tudo isso através das plataformas online que as corretoras disponibilizam.

A crise na qual estamos, ainda assim consegue oferecer oportunidades para que os investidores possam aproveitar e manter seus rendimentos com saldo positivo, por mais negativa que a situação seja para grande parte da economia. Os altos juros e a alta da inflação tem suas boas e más consequências e se você investir no Tesouro, por exemplo, irá conhecer o lado bom da crise mesmo diante de tantas incertezas em nosso cenário econômico.

Títulos com maior rentabilidade em 2015

1º - Títulos híbridos - NTN-B
Os títulos mais rentáveis do último ano foram os híbridos e alta dos juros e da inflação em 2015 proporcionou a alta rentabilidade desses títulos. Os títulos híbridos integram uma remuneração pós-fixada denominada IPCA.

A NTN-B com vencimento para 2024 foi em 2015, o título de maior rentabilidade, e esta chegou a quase 17%a.a sendo a inflação no período de 9,62%.

2º - Títulos prefixados (LTN e NTN-F)
Com a segunda melhor rentabilidade, os prefixados têm uma rentabilidade que é de conhecimento do investidor desde a sua compra. Com vencimento para 2025 e rendimento de 15,7% a.a, a NTN-F é o título mais rentável entre os outros prefixados.

3º - Títulos pós-fixados - LFT
Para quem investe mas não sabe ao certo quando irá resgatar o dinheiro aplicado e acredita que os altos juros irão ser mantidos tem na LFT uma excelente alternativa. A LTF também denominada como Tesouro SELIC e usa a taxa de juros como um indexador para calcular seu rendimento.

O governo teme que o capital nacional seja alocado fora do país e para isso as taxas de juros provavelmente devem se manter altas. Para quem busca um investimento que tem como indexador a taxa de juros, tem uma grande oportunidade de ganhar mesmo com um cenário não tão favorável para a economia do país. Em tempos de crise vê-se ainda tempos de grandes oportunidades para os investidores.

Além da rentabilidade oferecida pelos títulos públicos é possível buscar uma rentabilidade ainda maior. A renda variável é uma opção que confere maior rentabilidade que os títulos públicos, mas exige que o investidor tenha a habilidade de lidar com os riscos que envolve esse tipo de investimento. O risco é diretamente proporcional a possibilidade de ganho. Tanto o Mercado de Ações quanto o Mercado Futuro lidam com volatilidade mas poderão te possibilitar excelentes rentabilidades.

Aprenda mais sobre o mercado financeiro, como e onde investir seu capital. Caso haja dúvidas sobre investimento em títulos públicos, os rendimentos de cada um deles, ou qualquer outra questão deixe seu comentário no post.

Por Renata Cota
Toro Radar Investimentos
www.tororadar.com.br 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Hoje em Dia: Vendas em queda em 2016, com juros altos e crédito restrito

O mercado imobiliário andou pra trás em 2015. O volume de vendas encolheu, o estoque de empregos na construção civil despencou e a confiança dos empresários minguou. E o ano novo já começa com a sensação de que os plantões de vendas de imóveis devem continuar às moscas, pelo menos até o segundo semestre

“A construção civil e o setor imobiliário caminham no ritmo da economia. O mercado reage aos estímulos que são dados. A demanda existe e o déficit habitacional do país de mais de 5 milhões de unidades é prova disso. Entretanto, o consumidor precisa de emprego, de financiamento e de uma economia estável para comprar. Da mesma forma, os empresários reagem ao estímulo dessa demanda. E, por isso, vislumbramos que 2016 também não será um ano fácil”, diz o vice-presidente da Área Imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), José Francisco Couto de Araújo Cançado.

Segundo ele, com a inflação corroendo os salários, os juros nas alturas e o crédito escasso, empresários e consumidores estão em compasso de espera.

“Não se pode falar no número de lançamentos que acontecerão, pois eles irão sair do papel à medida que a economia voltar a caminhar. É difícil realizar lançamentos num cenário volátil e instável como o país está vivenciando”, afirma.

De acordo com o vice-presidente do Sinduscon-MG, tudo leva a crer que o primeiro trimestre deste ano terá ainda menos lançamentos que no igual período de 2015, quando já houve um recuo em relação a 2014.

Choque de realidade
“As construtoras retraíram os lançamentos em 2015 e esta é a perspectiva para 2016”, diz a vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI/Secovi-MG), Cássia Ximenes.

Segundo ela, o ano passado foi como um choque de realidade. “As pessoas estão pesquisando mais. Só compraram porque precisaram, casaram, separaram ou tiveram filhos. A troca pela troca está esperando e deve continuar assim pelo menos pelos próximos meses”, avalia.

Para o presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-MG, Kênio Pereira, a falta de estabilidade na economia e a dificuldade na obtenção de crédito imobiliário continuarão a fazer com que o brasileiro deixe a realização do sonho da casa própria para depois.

(Hoje em Dia - Notícias - 15/01/2016)

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Jornal Nacional: Imóveis devolvidos retornam ao mercado com descontos

Nem precisa procurar muito não. Nas ruas, a gente tropeça nas plaquinhas de vende-se, aluga-se. É um verdadeiro classificado a céu aberto. [...] a Fitch acredita que os descontos vão continuar e a queda de preços pode ultrapassar os 20% em algumas cidades em 2016

No ano passado, de cada dez imóveis vendidos na planta, quatro foram devolvidos pras construtoras por causa da dificuldade de pagar as prestações. E teve gente que se deu bem com isso.

Nem precisa procurar muito não. Nas ruas, a gente tropeça nas plaquinhas de vende-se, aluga-se. É um verdadeiro classificado a céu aberto. O Paulo está querendo fazer negócio de qualquer jeito.

“É negociar e não perder cliente, o difícil é aparecer o cliente, essa que é a questão”, comenta o administrador de bens Paulo Almeida.

Também procura-se comprador nos estandes de prédios novos.

É que está faltando crédito, as taxas de juros estão mais altas e os bancos mais exigentes. Por isso, muita gente que comprou está devolvendo os imóveis.

Distratos
A agência de classificação de risco, Fitch, fez um levantamento com nove empresas grandes que atuam em todo o país e mostrou que de cada cem imóveis vendidos na planta, 41 foram devolvidos de janeiro a setembro de 2015. Nos dois anos anteriores, menos do que 30 voltaram para as mãos das construtoras.

Foi o que fez a Cristiane Rodrigues. “Eu percebi um alto índice de desemprego com alguns colegas, então eu achei prudente adiar este sonho”, afirma a gerente de negócios.

Apartamentos como o da Cristiane voltam ao mercado geralmente por um preço mais baixo.

Foi o que aconteceu em um prédio em São Paulo. A proprietária de um dos apartamentos devolveu o imóvel para a construtora. O lado bom dessa história? Outra pessoa comprou o apartamento pagando mais barato.

O Seu Antônio Tadeu Gil conta que teve um pouco de sorte. Ele já tinha fechado negócio por R$ 700 mil. Mas na hora de assinar o contrato, o dono desistiu.

“Três dias depois, o mesmo corretor me informou que havia tido uma devolução no prédio, aqui do apartamento, e que ia negociar direto com a construtora um valor menor”, conta o engenheiro.

“É um aumento bom pro comprador, quer dizer, a gente tem aí um estoque que é alto, tem uma flutuação de preço tendendo a um viés de baixa, empresas que precisam de caixa, então se procurar bem você vai achar bons negócios”, afirma Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP.

No relatório, a Fitch acredita que os descontos vão continuar e a queda de preços pode ultrapassar os 20% em algumas cidades em 2016.

Pois é. Por isso tem tanta plaquinha na rua.

(Portal G1 - Jornal Nacional - Notícia - 20/01/2016)

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Portal R7: Distratos colocam obras em risco e expõem especuladores

Além daquele comprador que não tem condições de arcar com o financiamento, devido ao aumento das taxas de juros e restrição do crédito, “boa parte” dos distratos é feita por especuladores, segundo o diretor da Abrainc. [...] O que aconteceu nos últimos anos não era investidor. Eram pessoas que queriam comprar na baixa e vender na alta. O mercado imobiliário não é bolsa de valores.

O comportamento de alguns investidores do mercado imobiliário brasileiro preocupa os demais agentes do setor neste momento de crise, sobretudo as construtoras. São pessoas que não estão satisfeitas com a desvalorização de um imóvel adquirido na planta e decidem devolvê-los às construtoras.

Além daquele comprador que não tem condições de arcar com o financiamento, devido ao aumento das taxas de juros e restrição do crédito, “boa parte” dos distratos (devolução de imóveis adquiridos na planta antes da entrega) é feita por especuladores, segundo o diretor da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), Luiz Fernando Moura.

— O que tem acontecido não é nem um distrato, é basicamente uma desistência. Muita gente comprou imóvel vendo uma situação de valorização, desde a década passada. Quando se chega a uma estabilização [de preços], muita gente que comprou há dois ou três anos e que tinha uma perspectiva de ter um lucro grande teve frustrada essa expectativa.

Recentemente, um levantamento da agência de classificação de riscos Fitch mostrou que a cada cem imóveis vendidos entre janeiro e setembro de 2015, 41 foram devolvidos a nove grandes incorporadoras.

"Mercado imobiliário não é bolsa de valores"
Quem investiu em imóveis nos últimos dez anos no Brasil viu uma valorização constante, segundo o índice FipeZap.

Com essa perspectiva de retorno rápido, muitas pessoas ganharam dinheiro comprando apartamentos na planta e revendendo logo após a entrega. Moura diz que as devoluções feitas por especuladores colocam em risco os empreendimentos.

— Quando você chega ao meio da obra e 15% dos compradores resolvem desistir, você deixa de ter a entrada desses recursos que financiam a obra e tem que devolver alguma coisa a eles ainda. Isso também afeta o comprador que permanece no empreendimento e pode ter o prazo de entrega dilatado. Gera um risco para a operação. Esse risco vai ser precificado e repassado para os futuros lançamentos.

Segundo o presidente da Fiabci-Brasil (Federação Internacional Imobiliária), Rodrigo Luna, essa onda especulativa foi um dos fatores responsáveis pela supervalorização imobiliária nos grandes centros.

— O mercado imobiliário é para investidores de longo prazo. O verdadeiro investidor imobiliário é aquele que vive da renda do imóvel, que se dá por um longo tempo, pelo aluguel. O que aconteceu nos últimos anos não era investidor. Eram pessoas que queriam comprar na baixa e vender na alta. O mercado imobiliário não é bolsa de valores.

O diretor da Abrainc explica que as construtoras identificam as desistências por motivo financeiro ou por especulação.

— Em um produto destinado a uma classe de renda mais baixa, a maior parte desses distratos pode ser por dificuldades com crédito. Mas se você pega produtos destinados a investimento, que são apartamentos menores, de bom padrão, salas comerciais, eu diria que grande parte do que está acontecendo é desistência por uma expectativa de valorização frustrada.

Ele acrescenta que a última alternativa, no caso de pessoas com dificuldades para conseguir crédito, será o distrato.

— Quem não consegue pagar, o incorporador tem todo o interesse em manter a venda, se o comprador tem interesse em ficar com o imóvel. Então, vai buscar uma solução, dá um pouco mais de prazo, muda para um andar mais baixo, mais barato, ou pega um apartamento menor. Tudo isso para tentar ajustar e não acontecer o distrato.

Na prática, o comprador que desiste do negócio recebe uma parte do dinheiro de volta, o que já está previsto no contrato. Porém, muitos clientes insatisfeitos decidem entrar na Justiça para reaver um percentual maior. Como defesa, as incorporadoras querem mostrar aos juízes que o motivo de determinadas desistências não é a falta de dinheiro ou de crédito.

Secovi fala em "acomodação"
A crise na economia brasileira deve trazer um período de "acomodação" dos preços de imóveis, segundo executivos do setor. De acordo com o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emílio Kallas, 2016 ainda será um ano de boas oportunidades para quem deseja comprar a casa própria, especialmente se for à vista.

— Hoje, as construtoras estão vendendo abaixo do preço de tabela. Quem está capitalizado consegue negociar com muito mais facilidade. 

(Portal R7 - Economia - 18/01/2016)

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