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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Infomoney: Imóveis - A festa acabou

"Muitas vezes o comprador vê que um apartamento parecido com o seu agora está sendo vendido por um preço mais barato em um 'saldão' e prefere distratar (cancelar)", afirma Paulo Fabbriani, presidente da Fabbriani Investments, empresa espe­cializada no mercado imobiliário
Já são 4h30 da manhã, quase toda a turma foi embora, mas os mais animados ainda estão no salão de festas. O DJ coloca o som no volume máximo e toca músicas dançantes na tentativa de manter o astral elevado entre os poucos presentes. Ainda que coisas memoráveis possam acontecer antes de o dia clarear, geralmente o melhor da festa já ficou para trás. Imaginou a cena? Pois 2014 está para o mercado imobiliário como as últimas horas da madrugada estão para os baladeiros. O ciclo de forte alta dos preços de imóveis que durou quase seis anos encontrou seu final e, à medida que o tempo vai passando, as oportuni­dades e os grandes negócios ficam cada vez mais escassos.
Os números demonstram que o setor imobiliário foi um dos que mais sentiram o baque da desaceleração generalizada da economia brasileira. De acordo com dados do Secovi-SR o sindicato da habitação, nos oito primeiros meses deste ano houve uma queda de 48,8% em relação às vendas do mesmo período do ano passado, O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, minimiza o resultado e diz que a base de comparação contribui para essa redução tão acentuada.
Os sinais de que o mercado desacele­rou, no entanto, estão por toda a parte. Os compradores têm se mostrado mais cau­telosos e seletivos - o que tem impacto sobre os preços. Em algumas capitais, os imóveis já sobem menos que a média dos preços. Em Brasília, a situação é ainda pior. Os imóveis se desvalorizaram desde o começo do ano, segundo o FipeZap. "Há cidades com exces­so de oferta, onde os preços já não sobem mais. No caso de Brasília, se nota até algu­ma queda" diz o coordenador do FipeZap, Eduardo Zylberstajn.
Número de distratos dispara
O número mais preocupante, no entanto, é o das pessoas que desistiram de comprar um imóvel na planta no meio do caminho, Em dezembro de 2012, o percentual de distratos nas vendas dos imóveis era de 5,1%, segundo o Secovi-SR Em julho deste ano, já representavam 17,9% de todos os negócios fechados. 

Os distratos acontecem quando o comprador de um imóvel na planta devolve a unidade para a construtora antes de pegar as chaves e recebe de volta os valores já pagos descontados os custos de comercialização e administração. A disparada dos distratos costuma refletir dois cenários: a falta de capacidade de pagamento das parcelas restantes ou o desinteresse do comprador de ficar com o imóvel frente às novas con­dições de mercado. Fica a sensação de que, na dúvida, muitos investidores do mercado imobiliário preferiram acionar o "stop loss". "Muitas vezes o comprador vê que um apartamento parecido com o seu agora está sendo vendido por um preço mais barato em um 'saldão' e prefere distratar", afirma Paulo Fabbriani, presidente da Fabbriani Investments, empresa espe­cializada no mercado imobiliário.

Indicador preocupante
Com mais imóveis novos entrando no mercado nos últimos anos e uma deman­da menos aquecida, também começa a demorar mais para que os lançamentos sejam vendidos. O indicador VSO (venda sobre ofertas), que mostra o percentual de unidades lançadas que tiveram um comprador, foi de 48,6% no acumulado do ano até agosto. Em agosto de 2013, o VSO acumulado havia sido de 67,4%. "Isso eleva o estoque das construtoras", afirma Cláudio Bernardes, presidente do Secovi-SR. O indicador é preocupante principalmente porque o mercado sentiu a queda nas vendas e lançou bem menos neste ano - o tamanho do ajuste na ofer­ta, no entanto, parece ter sido insuficien­te ante à redução da demanda.
Aluguéis também em queda
O mercado de aluguéis também foi pego em cheio pela desaceleração. Os contratos novos de locação tiveram um reajuste de 3,52% em São Paulo nos últi­mos 12 meses encerrados em setembro, segundo o Secovi-SP. No mesmo período, o IGP-M, índice que corrige a maioria dos contratos, avançou 3,54%, Como compa­ração, em setembro de 2013 os aluguéis haviam subido 9,9% em 12 meses, contra um IGPM-M de apenas 4,4%, "Os reajus­tes da locação desaceleraram desde o início do ano, reflexo das dificuldades que a economia brasileira atravessa" diz Mark Turnbull, diretor de locação do Secovi-SR.

No mercado corporativo, o cenário ruim é ainda mais latente, Em São Paulo, a taxa de vacância (imóveis sem inquilinos) de escritórios de alto padrão chegou a 20,5%, segundo dados da consultoria imobiliária Jones Lang La Salle. Isso quer dizer que, na média, a cada 10 escritórios de alto padrão para locação, dois estão vazios em São Paulo. Para se ter idéia de quão ruim são esses números, basta lem­brar que o mercado de escritórios chegou a registrar apenas 3,5% de taxa de va­cância há três anos e meio. A situação não tende a melhorar no curto prazo porque muitos empreendimento que começaram a ser construídos nos últimos dois anos devem chegar ao mercado nos próximos meses, pressionando ainda mais as taxas de vacância.
Com mais imóveis sem inquilino, os pre­ços de locação dos escritórios caíram. "Hoje a mesa está vira­da para os locatários. 0 poder de barganha está do lado deles", afirma Adriano Mantesso, gestor do BTG Pactuai Corporate Office Fund, conhecido como BC Fund, o maior fundo imobiliário do país.
Os reflexos do ciclo de baixa dos imó­veis também podem ser vistos na Bolsa, As ações das principais incorporadoras com ações listadas acumulam seguidos anos de perdas. Apenas nos 10 primeiros meses de 2014 (até o dia 24), a desvalori­zação acumulada foi de 23%. Excluindo da amostra a Brookfield, que teve uma alta atípica devido à oferta pública de re- compra para o fechamento de capital, a perda média supera 32%, Para analistas, empresas como a Rossi e a PDG precisa­rão de injeções de capital dos sócios para conseguir arcar com as dívidas.
Bolha ou "desaceleração"?
Entre janeiro de 2008 e o início deste ano, o preço dos imóveis residenciais em São Paulo disparou quase 200%, No Rio de Janeiro, a alta foi de 242%, Não é de se estranhar que um movimento tão acentuado levantasse a suspeita de bo­lha imobiliária, 0 argumento dos que acreditam nela é que não houve um crescimento da renda da população que justificasse tal valorização e que os pre­ços estariam artificialmente inflados pe­los juros abaixo da Selic cobrados na maioria dos financiamentos imobiliários e pelos subsídios à aquisição, como os do programa Minha Casa, Minha Vida.
Os especialistas mais incisivos chega­ram até a colocar uma data para a bolha estourar: após a Copa do Mundo, em julho. Mas o que realmente se viu durante e logo depois do evento esportivo foi uma forte redução dos negócios. "O mercado desacelerou com força durante a Copa e, nos meses seguintes, foi devagar. O pessoal da imobiliária sentiu", diz o cor­retor de imóveis Francisco Sampaio, da Leardi. A redução da atividade durante e após a Copa, no entanto, foi vista em di­versos setores da economia. No setor imo­biliário, onde decisões de compra são embasadas em muita pesquisa e comparação de preços, não era de se esperar que acon­tecesse algo diferente. "Foi um ano atípi­co. Sabíamos que seria assim, com Carna­val tardio, Copa, eleições. Mas a queda foi muito abrupta", diz Bernardes.
Um dos que defendem que os imóveis vivem uma bolha é o economista Adolfo Sachsida, pesquisador do Ipea. Seus es­tudos seguem a linha de raciocínio do I Prêmio Nobel de Economia Friedrich Hayek, um dos maiores defensores da Teo­ria Austríaca dos Ciclos Econômicos. O raciocínio é que existe um bolha quando o crédito em algum setor é estimulado artificialmente pelo Estado, "Quando o governo faz isso, aquele setor vai en­frentar um boom de crescimento por conta dos estímulos. Enquanto os incen­tivos continuarem, o crescimento do se­tor se mantém. Assim que o crédito aca­ba, o setor para. As evidências que encontramos [no estudo sobre a bolha] mostra que o governo brasileiro, por meio de uma política monetária equivo­cada, está criando uma bolha no setor imobiliário, direcionando crédito artifi­cial ao setor", afirmou Sachsida em de­bate sobre a bolha imobiliária realizado pelo InfoMoney.
O professor Robert Schiller, outro Prê­mio Nobel de Economia, também aler­tou para a possibilidade de bolha no mercado imobiliário brasileiro no ano passado, Um dos maiores especialistas em preços dos imóveis nos EUA, Shiller sempre repete que os preços dos imó­veis americanos subiram de acordo com a inflação nos últimos 120 anos - e que qualquer movimento atípico é momen­tâneo e será corrigido nos anos seguin­tes. "Quando isso acontece de forma generalizada, pode-se dizer que há uma bolha, Mas não acho que vivemos isso no mercado imobiliário brasileiro, Nos últimos 10 anos, houve um forte au­mento de renda e melhora das rendi­ções de financiamento. Isso naturalmente mente provoca um aumento dos preços, mas não é o suficiente para configurar uma bolha", defende Zylberstajn. O pró­prio Sachsida descarta uma queda abrupta dos preços como aconteceu na Europa e nos EUA com a detonação da crise do subprime. "Confesso que não acho que os preços vão cair, Minha visão é que eles vão ficar estagnados ou no máximo terão uma queda bem leve."
Bancos temem uma a explosão da Bolha Imobiliária
Discretos e cautelosos, os maiores bancos privados brasileiros têm sido bem mais restritivos na concessão de fi­nanciamentos desde 2013. De acordo com gerentes de agências ouvidos pelo InfoMoney, duas formas de reduzir o ris­co da carteira imobiliária que vêm sendo adotadas são a redução do limite do percentual do imóvel que será financiado e a exigência da comprovação de uma ren­da maior pelo comprador. Na média, os bancos têm liberado financiamentos equivalentes a menos da metade do va­lor atual dos imóveis - o que reforça a garantia das instituições financeiras caso o os preços despenquem com uma eventual explosão da bolha imobiliária.

Mesmo que não haja um consenso so­bre bolha, todos os especialistas ouvi­dos pelo InfoMoney concordam que não dá para esperar que os imóveis se valori­zem como no passado recente, "Cada vez mais é preciso analisar bem o que está comprando e avaliar as expectativas de valorização. Não se pode tomar como parâmetro a valorização dos últimos anos. Elas não se sustentam mais",diz Cláudio Hermolin, vice-presidente da I Ademi-RJ (Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário).

“Bacia das almas”
"Outlet", "saldão", "liquidação". As frases que os brasileiros nos acostumamos a ver nas vitrines dos shoppings para atrair consumidores agora também viraram lugar comum em anúncios publicitários de imóveis. A única diferença é que os produtos oferecidos com desconto valem centenas de milhares de reais, ou às vezes até alguns milhões. São imóveis vendidos em várias cidades do país com descontos que podem chegar a R$ 560 mil, segundos os anúncios divulgados com estardalhaço recentemente. PDG, CCDi e Rossi foram algumas das grandes incorporadoras que aderiram aos saldões com o objetivo de desovar o estoque e fazer caixa para ter fôlego para terminar outros empreendimentos e arcar com dívidas. "Quando as empresas ficam com muitos imóveis remanescentes, elas passam e ter menos liquidez [dinheiro em caixa]. Além disso, precisam pagar condomínio, faxineira e outras despesas do imóvel. O que elas fazem? Calculam todo esse custo, trazem o valor presente e dão um desconto para vender agora e colocar dinheiro no caixa", explica Bernardes, do Secovi. 

(Infomoney - Edição Especial Bloomberg Business Week -13/11/2014)

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Folha: Resultados pioram. Brookfield tem prejuízo de R$ 447,9 milhões

A Brookfield teve o pior resultado, com um prejuízo de R$ 447,9 milhões no trimestre

Em um cenário de desaquecimento econômico, a maior parte das incorporadoras com ações negociadas em Bolsa teve resultados piores no terceiro trimestre.

Das 17 empresas com foco no segmento residencial, só cinco melhoraram os resultados.

A Brookfield teve o pior resultado, com um prejuízo de R$ 447,9 milhões no trimestre.

O fantasma do estoque
No período, como ocorreu em boa parte do ano, a estratégia das empresas foi priorizar a venda de imóveis em estoque devido a dois fatores principais.

Primeiro, porque, em geral, as companhias reduzem os lançamentos em um cenário de baixa nas vendas. E, segundo, devido ao aumento do número de distratos (cancelamentos de contratos).

O distrato ocorre geralmente na hora de o cliente financiar o imóvel no banco, quando a obra é entregue. Se o distrato ocorre, a unidade volta à empresa, que passa a ter custos de condomínio, por exemplo, até revendê-la.

"As empresas vendem e lançam menos e ainda assim o estoque aumenta, por causa dos distratos", diz Celson Plácido, estrategista-chefe da corretora XP Investimentos.

(Folha de São Paulo - Mercado - 15/11/2014)

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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Reportagem mostra crise do setor imobiliário e desabafo de corretora

“O ano de 2014 foi um caos. Um pouco antes da Copa (do Mundo) nosso mercado começou a ter uma baixa muito grande. Na Copa, acabou. Depois da Copa, a desculpa era a eleição. As eleições passaram e o mercado não conseguiu reagir”

O mercado imobiliário de Belo Horizonte está desaquecido em 2014. A constatação é de corretores e investidores ouvidos pela reportagem da Itatiaia. A instabilidade no mercado leva alguns a procurar outra atividade, uma vez que vivem de comissões e, sem vendas, ficam sem receber salário. É o caso de Cristina Aguiar que trabalha durante cinco anos na área e desenvolve outra atividade desde setembro deste ano. 

“O ano de 2014 foi um caos. Um pouco antes da Copa (do Mundo) nosso mercado começou a ter uma baixa muito grande. Na Copa, acabou. Depois da Copa, a desculpa era a eleição. As eleições passaram e o mercado não conseguiu reagir”, explicou.

Para Cristina, o fato de Belo Horizonte ter poucos terrenos para construção contribuiu para o elevado valor dos preços dos imóveis, o que dificulta a venda. “Os poucos terrenos que existem, os donos colocam o valor muito alto para as construtoras”, detalhou. 

Cristina disse ainda que para conseguir vender é preciso negociar e abrir mão de certa importância. 

Crise deve piorar
A situação atual do mercado imobiliário pode piorar no final de 2015, em razão da nova lei de uso e ocupação do solo. É o que prevê o presidente da Câmara do mercado imobiliário, engenheiro Otimar Bicalho. No entanto, não considera que o mercado esteja parado, mas sim voltado para imóveis usados. Bicalho reconhece que houve queda nas vendas nos primeiros sete meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2013. 


(Rádio Itatiaia - Notícias - Reportagem Especial - 17/11/2014)

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Infomoney: 12 construtoras realizam saldão com descontos de R$ 800 mil

O Rio de Janeiro vivenciará um dos maiores feirões de imóveis de sua história: as 12 maiores construtoras e incorporadoras do Rio de Janeiro realizarão um mega evento de vendas, ofertando mais de 60 empreendimentos. Novamente, a ideia é limpar o estoque das empresas.

Descontos de R$ 800 mil
Com as vendas em queda de 40% afetando todos os segmentos, as incorporadoras venderão imóveis de diversos perfis. São cinco mil imóveis em oferta, com descontos de até R$ 800 mil, conforme noticiou o Valor Econômico.

Construtoras mais "bondosas"
Pela primeira vez na última década, o mercado está em desaceleração. Isso tem feito com que as construtoras e incorporadoras sejam mais "bondosas" na hora de fechar negócio, oferecendo melhores condições de pagamento, entradas menores até a entrega das chaves e financiamento maior.

Crise não é de hoje
Esse não é o primeiro feirão que as construtoras realizam este ano. Desde agosto, diversas incorporadoras já realizaram eventos como estes - como a PDG Realty, com a promoção "Na Ponta do Lápis" -, oferecendo descontos que chegaram até R$ 560 mil

( Infomoney - Imóveis - Notícias - 12/11/2014)

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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Infomoney: Vendas de imóveis despencam 50% e preços também caem

As vendas de imóveis usados na cidade de São Paulo caíram novamente no sétimo mês de 2014. Ante junho, as 337 imobiliárias consultadas pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) registraram queda nas vendas de 18,66%.

No acumulado do ano, as unidades comercializadas na capital tiveram redução de 49,79%.

Preços também registram queda
Com vendas em queda, os preços médios do metro quadrado de casas e apartamentos usados em julho caíram 6,46% em relação a junho, e os donos dos imóveis vendidos na capital concederam descontos.

(Infomoney - Imóveis - Notícias - 12/11/2014)

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Folha: Com mercado em queda, compra de imóvel exige muita atenção

"Imóvel é o melhor investimento" e "o preço dos imóveis nunca cai" são frases muito repetidas e que, às vezes, são tomadas por verdade, não importa a situação.

Mas a compra de um imóvel, como em qualquer decisão de investimento ou compra, precisa ser analisada com muita atenção. Em um cenário de queda nos preços e nas vendas, como o atual, mais ainda.

Em 2010, com o mercado aquecido, comprar na planta e revender quase sempre era bom negócio.

Hoje, porém, a valorização apenas acompanha a inflação oficial. 

Um investimento imobiliário não deve ser feito só com a calculadora na mão, embora ela seja indispensável. Considerados bens de patrimônio, os imóveis devem ser pensados a longo prazo. Antes de fechar a compra é preciso levar em conta, por exemplo, o estado do imóvel, a localização e o tempo gasto com reforma.

Hoje, o aluguel ganha a preferência de investimento, em vez da compra para revenda.

E, antes de fechar o negócio, é bom lembrar que, diferentemente do que se diz, nem sempre o apartamento na planta é mais barato.

Como o estoque de imóveis prontos das construtoras está elevado, muitas oferecem descontos, podendo reverter essa "lógica", lembra Bruno Vivanco, vice-presidente comercial da imobiliária Abyara Brasil Brokers.

Um ponto essencial é calcular as despesas com documentação e a reforma do imóvel e considerar que há risco de ele ficar vago.

Se isso acontece, além de não receber os valores previstos com a locação, o proprietário arca com a taxa de condomínio, IPTU e a manutenção do imóvel. "É prejuízo", sentencia Valter Police, planejador financeiro pessoal.

Imposto de Renda e concorrência
Deve-se lembrar também de descontar o imposto de renda, que pode chegar a 27,5% dos rendimentos do aluguel –modalidade que é vista "como a previdência privada do brasileiro", segundo Alexandre Lafer, proprietário da incorporadora Vitacon.

Como os preços dos imóveis desaceleram, a compra é mais indicada se pensada no longo prazo ou quando há uma alternativa em mente.

O analista de sistemas José Henrique Martins Lopes, 43, adquiriu um apartamento na planta na região central da capital paulista há dois anos. O objetivo era revendê-lo ou alugá-lo.
Mas a "concorrência" aumentou, com outros prédios que subiram no local, e ele já cogita ter o bem para uso próprio – a menos que consiga uma boa oferta para venda ou locação.

Dívida só cresce
No caso do professor Luiz Fernando Fernandes da Silva, 31, a compra foi para moradia, mas a possibilidade de investimento veio por acaso.

Como acontece com os apartamentos comprados na planta, o valor do imóvel foi corrigido durante a obra. Com o consequente aumento na dívida, ele vislumbra dificuldades para conseguir o financiamento bancário.

Se isso acontecer, terá como saída pedir o cancelamento do contrato com a incorporadora, perdendo parte do valor pago, retido pela empresa como parte de custos administrativos. Por isso, ele tenta vender o imóvel.


(Folha de São Paulo - Imóveis - 09/11/2014)


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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Estadão: Mercado imobiliário de SP parece próximo do fundo do poço

Os indicadores negativos sobre o desempenho e as perspectivas da construção civil ficaram evidenciados nas sondagens mensais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O mercado imobiliário da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) parece próximo do fundo do poço. Mesmo com a melhora registrada em setembro, a velocidade das vendas em relação à oferta continuou caindo: se em 12 meses, até setembro de 2013, as vendas correspondiam a 66,9% da oferta de imóveis residenciais novos, em setembro deste ano o porcentual chegou a 47,2%, com declínio ininterrupto desde fevereiro.

Na RMSP, em especial no entorno da capital, a velocidade de vendas também caiu (de 64,7%, em setembro de 2013, para 50,9%, em setembro de 2014).

Entre os meses de setembro de 2013 e de 2014, caíram as vendas de imóveis com um e dois dormitórios, e a produção e as vendas de unidades maiores continuam em patamar baixo, quando se consideram períodos mais longos.

Na capital, as construtoras se preparam para as mudanças introduzidas pelo Plano Diretor, que deverão ter profundas implicações no mercado. Mas, enquanto algumas parecem acelerar os lançamentos de projetos já aprovados, outras tentam livrar-se de estoques elevados.

Com valorização abaixo da inflação, "estabilização" é a palavra da moda
A estabilização de preços acentua-se, induzindo as empresas a tomar decisões complexas. Em São Paulo, a alta mensal foi de apenas 0,3%, inferior à inflação de 0,42% medida pelo IPCA, o mesmo ocorrendo no Rio, com alta de 0,35%.

Com a economia estagnada e juros altos, a combinação de preços em desaceleração com custos crescentes implica um indesejável aumento de riscos.

(Estadão - Notícias - Geral - 09/11/2014)

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Globo: Queda nas vendas e 2014 péssimo são destaque no Jornal Nacional

Depois de um semestre de queda nas vendas, o mercado imobiliário começa a reagir. Mas os especialistas do setor dizem que o ano vai terminar pior do que 2013
Os resultados de setembro ainda não são considerados uma boa notícia pela indústria da construção civil. Mesmo com a recuperação que começou no segundo semestre, 2014 ainda deve ser pior do que o ano passado. Tanto em volume de vendas, quanto em número de lançamentos.
De janeiro a setembro deste ano foram vendidos na cidade de São Paulo, 43,8% menos do que nos nove primeiros meses do ano passado. As construtoras dizem que a Copa do Mundo e as eleições adiaram as compras. E que a economia não ajudou.
"Essa economia precisa ser reativada, e se ela se reativar, seja na área industrial, na área comercial, consequentemente a construção civil também acompanha", afirma Milton Bigucci, dono de construtora.
Quando os clientes começam a sumir, o preço costuma ser um bom argumento de venda. O valor do metro quadrado, que nos últimos anos valorizou bem mais do que a inflação, em 2014 tem perdido força. 
"Procurar bastante, se informar quais são as empresas que podem oferecer o melhor negócio e hoje tem muito bom negócio na praça", afirma Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP.
(G1.Globo.com - Jornal Nacional - Notícias - 10/11/2014)
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Folha: Pessimismo afugenta investidor de imóveis

Responsáveis pelo aquecimento do setor no ano passado ao adquirir a maior parte das unidades compactas em eixos financeiros da capital paulista, os investidores andam sumidos do mercado.

O objetivo com a compra de imóveis pequenos é a locação, aproveitando que a demanda por esse tipo de produto é grande nessas regiões.

No entanto, oferta crescente, pessimismo com economia e rentabilidade menor com o aluguel levam muitos a mudar de ideia ou ao menos adiar os planos.

"O imóvel, como qualquer outra atividade, está passando pelo mesmo processo da economia nacional. As pessoas estão desanimadas com tudo, e imagino com o próprio emprego", diz Antonio Setin, presidente da incorporadora Setin.

(Folha de São Paulo - Imóveis - 09/11/2014)

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O Globo: Preços dos imóveis têm 11ª desaceleração em 12 meses

Se as previsões pessimistas de alguns analistas se confirmarem, com recessão e elevação de preços, essa desaceleração pode ficar mais acentuada - avalia o economista da Fipe, Bruno Oliva

O Índice FipeZap, que acompanha a variação do preço médio do metro quadrado dos imóveis em 20 cidades brasileiras, registrou a 11ª desaceleração em 12 meses. 

Em oito das cidades monitoradas, os preços em 2014 não conseguiram acompanhar sequer a inflação: São Caetano do Sul, Florianópolis, Recife, Porto Alegre, Contagem, Santos, Curitiba e Brasília, onde houve queda nos preços.

- Em cinco dos dez meses do ano, incluindo outubro, o índice ficou abaixo do IPCA, o que reforça essa tendência de desaceleração que vemos desde o início do ano no curto prazo.

Cenário pessimista também a longo prazo
Para o longo prazo, tudo vai depender da condução da política econômica do país. Se as previsões pessimistas de alguns analistas se confirmarem, com recessão e elevação de preços, essa desaceleração pode ficar mais acentuada - avalia o economista da Fipe, Bruno Oliva.

Resultado confirma queda dos preços
No mês, a variação do índice foi de 0,45%, contra 0,55% em setembro. Como a expectativa é que o IPCA feche o mês em 0,5%, o resultado representa uma queda de preços dos imóveis em termos reais. São Paulo e Rio de Janeiro, cidades que viveram aumentos expressivos nos últimos anos, desta vez se destacaram por registrarem a menor variação mensal desde o início da série histórica em 2008.

Também em relação aos aluguéis, houve queda na variação mensal em ambas as cidades. 

(O Globo - Economia - Imóveis - 05/11/2014)

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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Valor: Secovi-SP revisa projeções para baixo e diz que preços vão cair

"Os estragos da Copa e das eleições no mercado imobiliário ficaram muito acima do esperado" - Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP
Num cenário de queda de lançamentos e vendas de imóveis na cidade de São Paulo, e do consequente aumento de estoques, o Secovi-SP, o Sindicato da Habitação, revisou, novamente, para baixo suas projeções para o resto do ano e já espera que os preços poderão ter uma "flutuação pequena" para baixo até o fim de 2014. "Com o aumento da oferta, o estoque subiu, o que gera um desequilíbrio. Vai haver flutuação de preços", diz o presidente do Secovi-SP, o Sindicato da Habitação, Claudio Bernardes, deixando claro não esperar quedas expressivas.
O Secovi-SP projeta, agora, redução de 27,7% na venda de imóveis novos na cidade de São Paulo neste ano ante 2013. A estimativa quanto a lançamentos é de retração de 21,7%, pois, segundo Bernardes, os estoques atuais de imóveis da cidade estão de 15% a 20% superiores à média histórica. "Os estragos da Copa e das eleições no mercado imobiliário ficaram muito acima do esperado", diz.
No fim do ano passado, o Sindicato da Habitação estimava estabilidade no mercado de imóveis de São Paulo em 2014. "Em maio e junho, vimos que as coisas não iam funcionar desta forma. As pessoas continuavam indo aos estandes, mas as vendas caíram", conta Bernardes.
Em agosto, o Secovi-SP divulgou esperar vendas 25% menores no ano e lançamentos 20% inferiores aos de 2013. Se, na época da Copa do Mundo, o foco das atenções se voltou para os jogos, no período eleitoral, o que pesou mais foi a insegurança do consumidor, de acordo com o presidente do Secovi-SP.
Após a definição de que a presidente Dilma Rousseff continuará no cargo, o desempenho do setor dependerá da economia brasileira, conforme Bernardes. Há espaço para o setor voltar a crescer, segundo ele, devido à demanda por imóveis e às condições de financiamento, desde que a taxa de desemprego continue baixa e que haja crescimento econômico. "O consumidor está querendo entender o que acontece com o emprego", diz. De acordo com Bernardes, o ambiente de cautela tende a prosseguir até que fique mais clara a política econômica a ser adotada e a composição dos ministérios.
Especificamente, no mês de setembro, as vendas de imóveis residenciais novos na capital paulista tiveram queda de 5,6% ante o mesmo mês de 2013. 
Diante disso, no acumulado até setembro, as vendas de imóveis novos na capital paulista ficaram 43,8% abaixo do verificado no mesmo intervalo do ano passado. O número de lançamentos em nove meses até setembro, por sua vez, teve queda de 15,4% na mesma base de comparação.
(Valor Econômico Online - Empresas - 04/11/2014)
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O Globo: Com estoques altos, mercado faz promoções e reduz preços

Procuram-se compradores de imóveis. No Rio, em São Paulo, Brasília, Recife, Porto Alegre... Em diferentes cidades brasileiras, campanhas publicitárias vêm mostrando construtoras e imobiliárias adotando estratégias para liquidar imóveis não vendidos. 

De acordo com especialistas, o fato é um pouco consequência da empolgação do setor com o bom momento dos últimos anos - o ritmo de lançamentos foi acelerado e a demanda não acompanhou - e um pouco de mercado parado por causa das incertezas com o rumo do país. 

Segundo o Índice FipeZap, em algumas cidades o valor do metro quadrado no país ficou abaixo da a inflação, e em uma, Brasília, houve recuo. 

Situação crítica em São Paulo, com forte queda
A situação mais crítica é a de São Paulo, onde as vendas acumuladas de imóveis novos de janeiro a agosto caíram 48,8%ante o mesmo período de 2013. Em número de lançamentos, a queda foi de 23%, o que sinaliza, para especialistas, um freio de arrumação.

Promoções e descontos em todo o País
Diante disso, algumas das maiores empresas do setor investem em saldões de imóveis. Em agosto, a Lopes Imobiliária deu descontos de até 34% em unidades de 72 empreendimentos em São Paulo. A Lopes não divulgou o balanço da ação.

Já a construtora PDG Realty realizou uma promoção envolvendo imóveis em 13 estados.

- Nosso produto tem valor alto, não existe compra de imóvel por impulso. Num momento de incerteza política e econômica, o comprador fica na retaguarda. E qual o melhor estímulo à compra que se pode dar, em qualquer setor? Promoção, afirma o diretor da PDG Rio, Claudio Hermolin.

Em Brasília, terceiro lugar na lista do metro quadrado mais caro do país, atrás de Rio e São Paulo, o volume de imóveis residenciais e comerciais vazios no mês de setembro teve alta de 11% em relação ao mesmo mês de 2013. Nos últimos três anos, o número de unidades sem compradores cresceu 68%.

Mercado faz "mea culpa"
Além de não construir num ritmo em que o mercado pudesse absorver, as construtoras pecaram, também, em alguns casos, no planejamento e no conhecimento do público, diz Germano Leardi Neto, diretor de Relações Institucionais da imobiliária Paulo Roberto Leardi:

- Hoje, apartamentos de um quarto representam 45% dos imóveis sem compradores em Brasília.

Em Recife, de janeiro a setembro do ano passado, houve redução de 17%. Em Porto Alegre, o mercado imobiliário acumula queda de 20,83% nas vendas de imóveis novos, considerando-se os últimos 12 meses até agosto, na comparação com os 12 meses anteriores. Para evitar a alta de estoques, as construtoras diminuem o ritmo de produção: o número de lançamentos nos últimos 12 meses caiu quase 22%.
Haveria uma Bolha no País?
Estaríamos diante de uma bolha imobiliária? Pelo menos para o economista Gilberto Braga, não. Segundo ele, o mercado passa por uma fase de ajuste de preços, principalmente no segmento de novos, mas frisa que o conceito de bolha, comparada com o que ocorreu nos EUA, não se aplica aqui:

Braga diz que os “feirões” promovidos por incorporadoras são vistos de forma natural e esclarece que eles são formados por dois tipos de unidades: as encalhadas e as retomadas.

- As encalhadas são aquelas em andares muito baixos ou altos e colunas ruins. E há as retomadas por falta de capacidade de pagamento: muitos apostaram que a valorização continuaria e poderiam fazer negócio fácil com suas unidades, o que não se confirmou.

Para morar, talvez...para investir, NÃO
Para o economista, esta pode ser uma boa hora para se comprar um imóvel, mas basicamente se for para morar:

- Para investimento, não vale. Embora os preços dos imóveis não estejam caindo, eles sobem menos que a inflação no momento. É mais vantajoso investir na tradicional renda fixa.

Até o mercado do Rio
Apesar dos números divulgados pela Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), indicarem estabilidade, as empresas fluminenses também estão lançando mão de campanhas agressivas de descontos e incentivos à força de vendas para se livrar de estoques neste fim de ano.

- Oferecer promoções em eletrodomésticos ou instalação de carpete ou pisos de madeira, entre outros; promover o pagamento da escritura ou deixar seis meses de condomínio acertado são algumas formas de motivar o cliente, que deve tirar proveito disso e buscar as melhores ofertas, diz Germano Leardi Neto, da imobiliária Paulo Roberto Leardi.

(O Globo - Economia - Imóveis - 02/11/2014)

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O Globo: Devoluções de imóveis comprados na planta disparam no País

O número de rescisões de contratos de imóveis comprados na planta cresceu 40% no país, no segundo trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2013. O dado foi obtido a partir do balanço das 14 empresas do setor listadas na Bolsa de Valores. 

Em alguns casos, o aumento no volume de distratos superou 60%. Segundo as construtoras, o cenário macroeconômico desfavorável pesou: os bancos estariam mais rígidos na concessão de crédito na entrega das chaves. Mas, para alguns especialistas, a responsabilidade é das próprias construtoras, que, para vender suas unidades, seriam rigorosas de menos.

A culpa é dos bancos
Vice-presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Claudio Hermolin afirma que calhou de, num momento em que o mercado imobiliário apresenta uma grande demanda por financiamento, os bancos estarem mais seletivos na análise de crédito:

- Após o boom de 2007, tivemos a paralisação do mercado no segundo semestre de 2008 e em todo 2009, mas retomamos o ritmo em 2010 e 2011. Assim, muitas unidades que foram vendidas naquela época estão sendo entregues agora. Os bancos certamente não confirmarão que estão mais restritivos, pois isso seria antipropaganda, mas na prática é isso que estamos sentindo.

A mineira MRV Engenharia, que atua principalmente no mercado de imóveis econômicos, registrou alta de 24,6% no número de negócios desfeitos no primeiro semestre de 2014, ante o mesmo período de 2013. Foram 6.134 imóveis devolvidos, num total de R$ 740,2 milhões. 

A Brookfield Incorporações, que registrou aumento de 63,7% no número de rescisões entre os primeiros semestres de 2013 e de 2014 (de 1.254 a 2.053), está em processo de fechamento de capital e optou por não falar sobre negócios. 

"Transparência": Balanço oculta distratos
No balanço da PDG do segundo trimestre de 2014, não é informado o total de negócios desfeitos. Diz apenas que “a maior parte dos distratos, 83%, continua ocorrendo por perfil de crédito e renda, e não por desistência do cliente". Segundo Hermolin, como a PDG está recuando em diversas praças do país - a construtora já atuou em 57 cidades e hoje está em pouco mais de 20 - o número de rescisões é alto e esse dado não é informado, pois “seria distorcido".

Advogado alerta 
O advogado Marcelo Tapai lembra que, mesmo que o contrato preveja devolução ínfima dos valores em caso de rescisão, os direitos do comprador são amparados pelo Código de Defesa do Consumidor e há um montante a ser devolvido:

- O consumidor tem o direito de desistir do negócio e receber de volta um percentual em torno de 90% de tudo o que pagou, corrigido monetariamente e pago em única parcela.

(O Globo - Economia - Imóveis - 12/10/2014)

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Folha: Preços anunciados para locação e venda acumulam queda de 10,31%

No caso dos imóveis novos, de janeiro a agosto, houve queda de 48,8% nas vendas ante o mesmo período do ano passado

Como ocorre com o segmento de apartamentos novos, o mercado de imóveis usados vive um momento de baixa na capital paulista.

As vendas de imóveis usados caíram mais 7,06% em junho em relação a maio no Estado de São Paulo, informou o Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).

Com esses resultados, a queda acumulada das vendas no semestre é de 28,81%.

Locações também em baixa
O número de locações residenciais também baixou. Houve queda de 8,95% em junho, levando a um recuo de 25,42% de janeiro a junho, segundo a pesquisa, que foi realizada em imobiliárias de 37 cidades do Estado.

Para José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, esses números são resultado de uma fase de ajustamento no mercado.

"As famílias entraram pesado no crédito e no financiamento nos últimos anos e agora chegamos àquela fase em que se ajustam as expectativas à realidade do bolso, movimento que atinge todos os mercados de bens de maior valor", afirmou, em nota.

Preços anunciados já têm queda de 10,31%
Como resultado, o índice que engloba os preços anunciados de locação e venda de casas e apartamentos usados registrou resultado negativo de 4,71% em junho. No primeiro semestre, o índice acumula queda de 10,31%.

Mercado de novos despenca
No caso dos imóveis novos, de janeiro a agosto, houve queda de 48,8% ante o mesmo período do ano passado, conforme informou o Secovi-SP no último dia 3 de outubro.

Os lançamentos residenciais acumulados de janeiro a agosto tiveram uma retração de 23% ao mesmo período de 2013. Não há uma pesquisa mensal que englobe o mercado de imóveis em todo o Estado.

(Folha de São Paulo - Imóveis - 29/10/2014)

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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Exame: Em crise, distratos de imóveis chegam a 80,2%, elevando estoques

Incertezas econômicas, estoques elevados e o desaquecimento na demanda frearam os negócios das incorporadoras ao longo do terceiro trimestre, provocando redução nas vendas de imóveis e dos lançamentos de novos projetos.
Os empreendimentos imobiliários lançados entre julho e setembro tiveram queda de 23% no VGV (valor geral de vendas) em relação aos mesmos meses do ano passado. 
O levantamento foi feito pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a partir do relatório operacional divulgado por oito das maiores companhias do país listadas na bolsa (Cyrela, Gafisa, MRV, Direcional, EZtec, Even,Helbor e Rodobens).
Números são parciais e devem cair ainda mais
Os números de vendas ainda são parciais e devem ser revistos para baixo, pois algumas empresas divulgaram apenas o volume bruto de vendas, sem considerar a quantidade de distratos. Esses detalhes serão conhecidos só no próximo mês, com a divulgação dos balanços completos. Na avaliação do diretor-financeiro da EZTec, Emílio Fugazza, o ano tem sido muito desafiador para o mercado imobiliário.

As desculpas de sempre
Além dos feriados da Copa do Mundo esvaziarem os estandes de vendas em junho e julho, há um quadro eleitoral indefinido, que tira a previsibilidade sobre os rumos econômicos do país e atrapalha o planejamento de longo prazo, essencial tanto para empresas de construção quanto para compradores de imóveis.

O arrefecimento do setor também pode ser explicado por problemas operacionais das próprias incorporadoras, com estoques altos, aponta o analista de construção do banco JP Morgan, Marcelo Motta. "As empresas tiraram o pé do acelerador e adiaram novos projetos para não criar mais estoques", disse.
Motta lembrou que a prioridade das companhias é vender unidades já lançadas e controlar rescisões de vendas. Desde o ano passado, o distrato se tornou um problema de grandes proporções, reflexo do grande volume de obras em fase final.
Comprar imóvel esperando valorização deixou de ser atrativo
Há casos de clientes que compraram o imóvel esperando valorização na revenda, mas têm optado por devolvê-lo espontaneamente. Como o preço já não sobe tanto, o negócio deixa de ser atrativo.

Distratos chegaram a 80,2%
No terceiro trimestre, a Gafisa foi a única das oito empresas acima a informar os números de distratos. No seu caso, as rescisões atingiram 43,6% das vendas brutas entre julho e setembro.

No caso da Tenda, sua subsidiária, o patamar foi ainda mais alto: 80,2%
Com a rescisão forçada, a Gafisa busca acelerar a revenda para compradores com condições financeiras melhores.
Outro ponto que contribuiu para a retração do mercado imobiliário foi o enfraquecimento da demanda.
Clientes estão mais "seletivos"
De acordo com Belmiro Quintaes, diretor de atendimento da imobiliária Lopes, os compradores têm levado mais tempo para fechar negócio, à procura de preços atrativos e ofertas especiais. "O cliente tem mais opções e está mais seletivo, então demora mais para definir a compra", disse.
Quintaes acredita que, encerrado o período eleitoral, pode haver melhora das vendas e lançamentos no quarto trimestre, que tradicionalmente é mais forte.
(Exame - Economia - Notícias - 26/10/2014)
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